O planejamento inicial do Banco Central do Brasil (BC) era fazer com que o Pix Parcelado entrasse em vigor em setembro deste ano, fator que não ocorreu. Embora o atraso no cronograma seja evidente, a instituição não desistiu de colocar o método em circulação. Passando por algumas reformulações, a modalidade somente estará na rotina do brasileiro em 2026.
A ideia principal da novidade é permitir que a população obtenha crédito ou realize um financiamento via Pix, pagando o valor devido em parcelas que podem ser acrescidas de juros. A alternativa pretende revolucionar o setor varejista, uma vez que facilitará a aquisição de bens ou serviços por clientes que não possuem cartão de crédito.

De modo geral, a versatilidade irá garantir o uso não somente para compras diretas. A título de curiosidade, o parcelamento já é ofertado por várias instituições financeiras, mas o BC pretende padronizar as regras. Em resumo, estão sendo discutidas proibições da “rotatividade” no Pix Parcelado, servindo para que os usuários evitem se atolar em dívidas.
“Contratei lá dez operações de Pix Parcelado. Chegou no fim, não consegui pagar tudo e inadimpli. O banco não pode mais me ofertar Pix Parcelado até que eu pague o que eu estou devendo para justamente evitar esse ‘empilhamento’ do crédito”, afirmou o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da instituição, Breno Lobo.
Um respiro na vida dos brasileiros
Segundo avaliação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a nova metodologia pode ser utilizada por 60 milhões de pessoas que atualmente não possuem acesso ao cartão de crédito. No entanto, a entidade exige que as instituições financeiras deixem bem claro quais são as condições do contrato de tomada de crédito.
Dessa forma, o aplicativo deve informar sobre a taxa de juros cobrada, valor de cada parcela, custo total da operação e multa em caso de atraso. No mais, o BC garantiu um prazo para que os bancos se enquadrem ao regulamento, tornando o Pix Parcelado uma alternativa para a população no ano de 2026, precisando no segundo trimestre.





