Nesta quarta-feira (12), um esquema de lavagem de dinheiro foi descoberto pela Polícia Federal. A operação, intitulada como “Ícaro“, foi deflagrada para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda. O detalhe curioso é que uma das beneficiárias era uma professora de 73 anos, que teve patrimônio alavancando em quase R$ 2 milhões.
A título de curiosidade, a investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas. No esquema em questão, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda, teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propinas de varejistas.
Na ação, o auditor destravava em tempo recorde pedidos milionários de ressarcimento de créditos de ICMS-ST. Durante as investigações, foi confirmado que o valor não caiu na conta de Artur, mas sim na de sua mãe. Em resumo, no ano de 2022 a fortuna da professora aposentada, Kimio Mizukami da Silva, era de R$ 46 milhões, mas as movimentações indevidas levaram o patrimônio a R$ 2 bilhões no ano passado.
Preso em Ribeiro Pires, no ABC paulista, Artur Gomes da Silva Neto teve seu imóvel vasculhado, onde foram encontradas pedras preciosas e R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo. A fim de derrubar a rede fraudulenta, as investigações seguem em andamento, com documentações sendo analisadas para elucidar todo o esquema.
Professora não foi presa na operação
Embora o nome de Kimio Mizukami esteja imerso em toda a problemática, a professora aposentada não foi presa. Sobretudo, o Ministério Público apontou que a idosa é sócia da empresa Smart Tax, que era usada para lavar dinheiro do esquema. Contudo, sua presença foi articulada pelo filho, que fundou a instituição de fachada.
“O nosso desafio daqui em diante é justamente verificar se há outros auditores envolvidos na prática da corrupção e também se há outras empresas envolvidas nesse estratagema”, explica o promotor de Justiça Roberto Bodini. Até o momento, foram presas as seguintes peças:
- Sidney Oliveira (dona da Ultrafarma)
- Mário Otávio Gomes (diretor da Fast Shop)
- Artur Gomes da Silva Neto (auditor da Secretaria de Estado da Fazenda)
- Celso Éder Gonzaga de Araújo (dono da cada onde as esmeraldas foram apreendidas)
- Tatiane da Conceição Lopes (esposa de Celso)
- Marcelo de Almeida Gouveia (auditor fiscal).





