A Era Glacial ou glaciação corresponde ao período em que camadas espessas de gelo cobrem vasta região da Terra. A manifestação pode durar milhões de anos, reconfigurando as características do planeta, bem como a presença da vida em algumas áreas. Porém, cientistas confirmaram que o próximo congelamento substancial deve ocorrer em período superior a 10 mil anos.
Durante milhões de anos, o ciclo climático terrestre intercalou entre eras glaciais e períodos interglaciais mais quentes, oscilações ligadas aos movimentos orbitais. No entanto, pesquisa publicada na revista Science evidenciou que a obliquidade (inclinação do eixo da Terra) afeta a sazonalidade a cada 41 mil anos, enquanto a precessão (oscilação do eixo de rotação) muda a intensidade do verão a cada 21 mil anos.
Em outras palavras, a pesquisa liderada pelo cientista Stephen Barker, da Universidade de Cardiff, esclareceu que, caso a humanidade não tivesse alterado drasticamente o clima, a próxima era glacial ocorreria em cerca de 10 mil anos. A motivação está diretamente ligada às emissões de dióxido de carbono provenientes das ações mecânicas dos seres humanos, que desviaram o clima de seu curso natural.
“Confirma que os ciclos naturais de mudanças climáticas que observamos na Terra ao longo de dezenas de milhares de anos são amplamente previsíveis e não aleatórios ou caóticos. Em cerca de 8.000 anos, a Antártida terá derretido, levando a um aumento de cerca de 70 metros no nível do mar. Em vez de haver geleiras, você estará debaixo d’água”, alertou Barker.
ONU alerta sobre situação no planeta
O Relatório Mundial de Desenvolvimento Hídrico das Nações Unidas de 2025 alertou sobre o impacto do aquecimento global na água doce do planeta presente nas montanhas na forma de neve, gelo e solo congelado. De acordo com o estudo, cerca de dois bilhões de pessoas na Terra dependem diretamente das águas das montanhas para viver, mas, caso ela acabe, todo o mundo será afetado.

Estima-se que os efeitos do aquecimento global para a criosfera (regiões que contêm água congelada) acarretarão a perda de 26% a 41% da massa total das geleiras nas montanhas em todo o mundo até 2100. Por consequência, terão efeitos sobre ecossistemas e populações que produzem alimentos, energia e geram crescimento econômico a partir das águas armazenadas nas montanhas.





