Marcado por representar toda uma geração, os pratos marrons da Duralex ganharam uma nova importância comercial nos últimos meses. Conhecido por sua resistência e design único, o objeto passou a ser fonte de cobiça por parte dos colecionadores. Isso porque, exemplares que custavam R$ 3 podem ser encontrados, em conjuntos completos, por R$ 50 mil.
A título de compreensão, a fabricante decidiu descontinuar a produção dos utensílios que tanto fizeram sucesso no Brasil, presentes em refeições familiares, merendas escolares e até mesmo em receitinhas de vó. Contudo, por ter cessado a fabricação, a relíquia virou uma febre, sendo procurada e comercializada por R$ 100 a unidade.

De acordo com especialistas, a alta procura está atrelada ao sentimento de pertencimento e nostalgia oriundas de anos de resistência. “Muitos associam esses pratos a memórias de infância e almoços em família. As redes sociais reforçam esse valor simbólico e transformam objetos esquecidos em itens de desejo”, analisa o consultor de marketing digital Lucas Taidson.
Para aqueles que não tiveram o privilégio de efetuar as refeições no icônico prato, a Duralex revolucionou o mercado ao inventar na França, em 1945, o item com vidro temperado. Por se tratar de um objeto de grande durabilidade, os criadores batizaram de “Dura lex, sed lex” (“A lei é dura, mas é a lei”). Assim, se destacou por aceitar choques térmicos e grandes impactos.
O que torna os pratos tão icônicos para o mercado?
A princípio, os produtos da empresa francesa chegaram ao Brasil entre os anos de 60 e 70, mas somente na década de 1980 se popularizaram nas residências. Sobretudo, era comum ver copos, pratos rasos, fundos e tigelas marrons em praticamente todas as casas. Isso porque além de baratos, os utensílios apresentam grande poder de resistência, rememorando sentimentos de afetividade, design retrô e durabilidade.





