Diante do alto fluxo de pessoas diariamente na cidade de São Paulo, a Uber e 99 anunciaram a retomada dos serviços de moto por aplicativo. Por meio de comunicado coletivo, as empresas confirmaram que as ofertas passarão a valer a partir do dia 11 de dezembro. A medida foi bastante comemorada por parte daqueles que priorizam comodidade e agilidade na hora de se locomover.
A título de conhecimento, em setembro deste ano a Justiça havia decretado o prazo de 90 dias para que a atividade fosse regularizada pela Prefeitura de São Paulo. Nesse intervalo, as duas empresas informaram às autoridades que nenhum projeto de regulamentação foi colocado na mesa. Em contrapartida, a sede do poder executivo municipal esclareceu ser contra o serviço de mototáxi na cidade.

De acordo com a Prefeitura, trata-se de uma atividade não regulamentada, perigosa e que tem registrado acidentes e mortes de inúmeros passageiros. Conforme apurações das autoridades, o número de óbitos com o uso de motocicletas aumentou em 20% de 2023 (403 mortes) para 2024 (483 mortes), superando até mesmo os homicídios.
Por sua vez, a Uber contestou a metodologia adotada na maior cidade da América Latina. Em parceria assinada com a 99, as plataformas confirmaram apoiar uma regulamentação atualizada do serviço, com uma legislação que permita enfrentar os desafios da segurança no trânsito sem comprometer uma opção de transporte que amplia a mobilidade da população.
“Há mais de dois anos vocês estão impedidos de aproveitar benefícios como menos tempo no trânsito, mais economia e a segurança oferecida pelo serviço de moto por aplicativo, que está disponível no Brasil todo, menos na sua cidade, por conta de uma proibição imposta pela Prefeitura de São Paulo”, disparou a Uber em nota oficial.
Alerta é ligado em cima da cidade de São Paulo
De acordo com especialistas, a imersão da operação do mototáxi na capital paulista tende a aumentar a queda no número de passageiros dos ônibus. Por consequência da aprovação, haverá redução na arrecadação, criando um ciclo vicioso que pode afetar ainda mais a qualidade do transporte público na cidade de São Paulo.
“A moto oferece uma solução individual mais rápida e, muitas vezes, com preço competitivo em determinados trajetos. Porém, mais perigosa, mais poluente e menos eficiente em termos de uso do espaço do que os ônibus. Haverá grande redução na arrecadação do sistema de ônibus, com previsão de aumento do já multibilionário subsídio do sistema”, afirma o Coordenador do Núcleo de Mobilidade Urbana do Insper, Sergio Avelleda.





