O Brasil enfrenta um surto de doenças diarreicas agudas (DDA), com 98% dos municípios registrando casos. Uma região do país concentra 17,4% dos mais de 375 mil casos notificados em 2026. Mais de 90% das cidades já relataram pelo menos um diagnóstico da doença, com um total de 32.270 casos até o fim de janeiro.
Em Santa Catarina, apenas cinco dos 295 municípios não registraram casos de diarreia em 2026. As cidades que não reportaram diagnósticos são Bom Jesus, Cordilheira Alta, Marema, São Bernardino e Urubici. Os municípios de Chapadão do Lajeado e Tigrinhos registraram apenas um caso cada.

Causas do aumento de casos
A médica infectologista Priscila Gabriella Carraro Merlos explicou que as DDA são causadas por agentes infecciosos, como vírus, bactérias e parasitas. A transmissão ocorre pela via fecal-oral, através da ingestão de água ou alimentos contaminados, contato com superfícies infectadas e interação com pessoas doentes.
O aumento dos casos é mais comum durante o verão, especialmente em locais turísticos, onde a conservação de alimentos e a qualidade da água podem ser comprometidas. Crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos são os grupos mais afetados, apresentando maior risco de desidratação grave.
A médica destacou que as crianças têm uma maior perda de água e dificuldade para manter a hidratação adequada. Embora a maioria das diarreias agudas seja autolimitada, o tratamento deve focar na reidratação e na adaptação da dieta.
A prevenção das DDA pode ser realizada por meio de práticas simples de higiene, como a lavagem correta das mãos e o consumo de água tratada. Além disso, é importante garantir que os alimentos sejam bem cozidos e armazenados adequadamente.





