O Ministério da Saúde iniciou uma nova etapa da modernização do tratamento de diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) ao promover a capacitação de profissionais para a substituição da insulina humana NPH pela insulina glargina, medicamento de ação prolongada. A estratégia nacional busca ampliar o acesso dos pacientes a uma tecnologia considerada mais prática, segura e eficiente no controle da glicemia.
A oficina presencial foi realizada em Brasília em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ao todo, 60 instrutores foram qualificados para atuar diretamente no processo de transição da insulinoterapia em municípios de todo o país.

Os profissionais treinados serão responsáveis por promover 130 encontros presenciais entre os dias 25 de maio e 30 de junho. A expectativa do governo é alcançar mais de 10 mil profissionais de saúde que atuarão como multiplicadores das orientações técnicas nos estados, municípios e no Distrito Federal. As indicações dos participantes devem ser feitas pelos gestores locais por meio do sistema e-Gestor APS.
SUS pretende modernizar tratamento com insulina
Segundo o secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, o objetivo é acelerar o acesso dos pacientes do SUS à nova medicação. “Precisamos orientar o profissional de saúde, os estados, os municípios, a garantir que o paciente do SUS tenha acesso o mais rápido possível a esse produto”, destacou.
A insulina glargina será destinada a pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 e apresenta duração de até 24 horas, permitindo controle glicêmico mais estável ao longo do dia. Entre as vantagens apontadas pelas autoridades de saúde estão maior praticidade no tratamento, redução do risco de hipoglicemia noturna e mais conforto para os pacientes atendidos pelo SUS.





