Ao montar um roteiro de viagens, é comum que a grande parcela dos viajantes decida conhecer pontos turísticos e praias paradisíacas. No entanto, uma mudança de postura pode ocorrer nos próximos meses, com a abertura de uma antiga penitenciária para visitação. Os curiosos serão autorizados a se hospedar, desde que possuam orçamento disponível.
Inaugurada em 1908, no Japão, a prisão de Nara foi desativada em 2017. A princípio, seria lógico que o governo optasse por realizar obras para a modernização do espaço, especialmente com a finalidade de comportar mais criminosos. No entanto, o fim das operações colocou em evidência um hotel de luxo com diárias a partir de R$ 5 mil.

O empreendimento leva o nome de Hoshinoya Nara Prison, mas somente deve abrir suas portas em junho deste ano. De acordo com o projeto inicial, o espaço contará com uma arquitetura de tijolos vermelhos em estilo radial, que foi responsável por converter centenas de celas em 48 suítes. A combinação de história com o toque de sofisticação promete oferecer aos hóspedes uma experiência sem precedentes.
O alto valor da hospedagem é justificado não somente pelo caráter histórico, mas pelo conforto e modernização do ambiente. Além das suítes, o complexo contará com um restaurante franco-japonês e um museu dedicado à história penitenciária do local. Por sua vez, a antiga prisão foi reimaginada sob uma perspectiva contemporânea, com toques culturais de inspiração ocidental.
Destaques da “prisão de luxo”
Restando dois meses para abrir as portas para o público, o Hoshinoya Nara Prison já entrou na rota dos viajantes e moradores da região. Entre tantos destaques, o principal deles diz respeito à suíte “The 10-Cell”. Para quem deseja conhecer, ela reúne 10 celas solitárias individuais que correspondiam às menores unidades da prisão.
Devido ao amplo espaço, foram integradas para criar uma acomodação ampla com quarto, sala de estar e área de jantar. Por reconhecer o interesse coletivo, os responsáveis pela “prisão de luxo” iniciaram as reservas das estadias ao final de janeiro deste ano. No mais, é importante destacar que o presídio foi tombado como patrimônio cultural.





