A partir de 2026, os trabalhadores brasileiros que precisarem recorrer ao seguro-desemprego encontrarão valores atualizados no benefício. A mudança está diretamente ligada ao novo salário mínimo definido pelo governo federal e impacta, sobretudo, o valor mínimo pago nas parcelas.
Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.621, nenhum beneficiário poderá receber valor inferior a esse montante. A atualização passa a valer para os pagamentos realizados a partir de fevereiro de 2026, já que o cálculo do seguro-desemprego considera o salário mínimo em vigor no momento da liberação das parcelas.

Como funciona o reajuste do seguro-desemprego em 2026
O valor do seguro-desemprego é definido com base na média dos salários recebidos pelo trabalhador antes da demissão sem justa causa. Mesmo assim, existe um piso e um teto para o pagamento das parcelas. Em 2026, o piso passa a ser o novo salário mínimo, garantindo que o benefício não fique abaixo de R$ 1.621, ainda que a média salarial resulte em valor inferior.
O número de parcelas permanece entre três e cinco, variando conforme o tempo de trabalho e a quantidade de solicitações anteriores. Quem solicita o benefício pela primeira vez precisa comprovar ao menos 12 meses de vínculo nos últimos 18 meses.
Além do valor mínimo, o teto do seguro-desemprego também será reajustado, seguindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse ajuste é aplicado anualmente para evitar perda do poder de compra dos beneficiários que recebem valores mais altos dentro da faixa permitida.
O benefício é destinado a trabalhadores com carteira assinada dispensados sem justa causa, além de empregados domésticos, pescadores artesanais no período do defeso, pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e trabalhadores com contrato suspenso para qualificação profissional. O pedido pode ser feito de forma digital pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.





