Recentemente, o Ministério da Saúde emitiu um sinal de alerta para os moradores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Distrito Federal. Isso porque a disseminação de uma nova doença escalou com muita facilidade. Trata-se de uma enfermidade causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae.
Os registros dos casos acenderam a preocupação da entidade governamental, especialmente por seu fácil contágio. Sobretudo, a doença pode surgir por meio do contato com pessoas infectadas pelo mpox, materiais contaminados ou até mesmo com animais silvestres. Entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas, é estimado um intervalo de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Conforme dados oficiais, aproximadamente 90 casos foram confirmados no Brasil, além de mais de 180 notificações suspeitas e em análise. Por sua vez, São Paulo foi colocada no epicentro da situação, já que concentra a maior parcela dos registros, seguido por Rio de Janeiro e outros estados que passaram a integrar o monitoramento reforçado nas últimas semanas.
A fim de conter a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde informou que a vigilância epidemiológica foi intensificada, principalmente em áreas urbanas. Nesse intervalo, o Sistema Único de Saúde (SUS) também foi alertado, colocando em prática o atendimento a pacientes com sintomas, realizando exames laboratoriais e adotando medidas de isolamento quando necessário.
Quais são os sintomas causados pelo vírus?
Ao ter contato com o vírus, direta ou indiretamente, alguns sintomas são manifestados, não seguindo como métrica para todos os casos. Segundo os especialistas, as principais manifestações consistem em erupções na pele (dentro de uma a três meses após o início da febre). Em suma, as lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado.
A pasta destaca que o número de lesões em um indivíduo tende a variar de algumas a milhares de lesões. No mais, as manifestações podem se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, assim como em qualquer outra parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus. É necessário evidenciar que o mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da antiga varíola.
Como se prevenir?
Embora novos estudos estejam sendo encabeçados, a princípio, a principal forma de proteção é a prevenção. Os agentes de saúde aconselham a evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. No caso da necessidade de contato (por exemplo: cuidadores, profissionais da saúde, familiares próximos e parceiros, etc.), utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Por sua vez, aqueles que estiverem sob suspeita de infecção devem cumprir isolamento imediato até que o diagnóstico seja realizado. Nesse cenário, é de extrema importância não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.





