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PRODUTOS NOVOS

Apple fará evento em março que pode apresentar iPhone 17e, novo iPad e MacBook de 'baixo custo'

A ofensiva ocorre após a Apple registrar recorde trimestral de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões, alta de 23% na comparação anual

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A Apple realizará em 4 de março um evento presencial em que pode apresentar novos produtos, dando início a uma ofensiva de lançamentos no primeiro semestre de 2026. A empresa convidou a imprensa para encontros em Nova York, Xangai e Londres, em um formato descrito como "Experience", indicando uma apresentação mais discreta do que os tradicionais eventos em seu campus em Cupertino.

A Apple prepara um "blitz" de lançamentos de produtos nas próximas semanas, com destaque para o iPhone 17e, novos iPads e uma linha renovada de Macs, diz a Bloomberg.

O iPhone 17e, que substituirá o 16e, deve manter o preço de US$ 599, mas trará o chip A19, o mesmo da linha iPhone 17, suporte a MagSafe e novos chips próprios de conectividade celular e wireless. A estratégia é reforçar a oferta em mercados emergentes e no segmento corporativo.

A empresa também deve lançar um iPad de entrada com chip A18, passando a suportar pela primeira vez o Apple Intelligence, a inteligência artificial (IA) da companhia, e um iPad Air com processador M4.

A expectativa é que as mudanças se concentrem em desempenho, com poucas alterações de design. No caso do iPad mini, a principal novidade será a adoção de tela OLED.

No segmento de computadores, insiders apontam que estão previstos novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, MacBook Air com chip M5, atualizações do Mac Studio e uma nova versão do Studio Display.

A Apple ainda prepara um MacBook de baixo custo, com tela inferior a 13 polegadas e chip da classe do iPhone, para competir com laptops Windows mais acessíveis e Chromebooks. Não há confirmação, porém, se a empresa deve lançar esses produtos no evento de março.

No campo de software, a companhia liberou na segunda-feira, 16, a versão beta do iOS 26.4 para desenvolvedores, com componentes de atualização da Siri. Em junho, a conferência anual de desenvolvedores deverá detalhar novos recursos.

A ofensiva ocorre após a Apple registrar recorde trimestral de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões, alta de 23% na comparação anual, apesar de atrasos na entrega de recursos de IA. O lucro trimestral somou US$ 42,1 bilhões, superando as estimativas do mercado.

império

EUA autorizam volta das operações de 5 grandes petrolíferas na Venezuela

As empresas que devem sair ganhando são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell

14/02/2026 07h21

Desde 2019 que os EUA impunham restrições ao comércio de petróleo extraído pelos venezuelanos

Desde 2019 que os EUA impunham restrições ao comércio de petróleo extraído pelos venezuelanos

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Os EUA anunciaram nesta sexta-feira, 13, a concessão de duas licenças gerais que permitem a cinco multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem a aplicação de sanções. As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.

Segundo o anúncio, "todas as transações" dessas companhias relacionadas ao setor petrolífero venezuelano ficam autorizadas, assim como a celebração de contratos para "novos investimentos no setor de petróleo e gás" por empresas interessadas em abrir negócios na Venezuela.

As duas novas licenças representam um passo na direção da reabertura do setor petrolífero venezuelano, submetido a sanções dos EUA desde 2019. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do planeta.

Após a deposição, em 3 de janeiro, do ditador Nicolás Maduro, que foi retirado do país por forças americanas, Washington anunciou que só permitiria exportações de petróleo bruto do país sob controle direto americano.

Os EUA já haviam imposto, desde dezembro, um bloqueio às exportações realizadas pela Venezuela por meio de "navios fantasma", que passaram a ser submetidos a sanções.

O novo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, aceitou rapidamente negociar com o presidente americano, Donald Trump, e especialmente com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que supervisiona diretamente a situação no país sul-americano.

Reformas

Caracas aprovou uma nova lei de hidrocarbonetos que reforma substancialmente as limitações ao investimento estrangeiro, após anos de polêmicas envolvendo contratos não cumpridos, ações judiciais em instâncias internacionais e restrições impostas a multinacionais.

A Chevron era a única empresa americana que explorava, mesmo com dificuldades, o petróleo venezuelano, por meio de uma licença de Washington para contratos bastante específicos em joint venture com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

As duas novas licenças somam-se a outras autorizações recentes para a compra de equipamentos, instalação de estruturas, negociação de contratos com portos e aeroportos e adoção de medidas que facilitem o investimento em um setor atualmente bastante debilitado na Venezuela.

Pressão

No começo de janeiro, após a queda de Maduro, Trump pressionou executivos de mais de 20 companhias de petróleo dos EUA a investir na Venezuela. Apesar de manifestar interesse, eles mencionaram a necessidade de haver garantias de segurança e uma revisão dos quadros jurídicos e comerciais da Venezuela para considerar sua entrada no país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Mundo

Irã condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 7 anos de prisão

Narges Mohammadi foi condenada a mais de sete anos adicionais de prisão após ela iniciar uma greve de fome

08/02/2026 20h00

Nobel foi concedido à ativista em 2023

Nobel foi concedido à ativista em 2023 Behrouz MEHRI/AFP

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O Irã condenou a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, a mais de sete anos adicionais de prisão após ela iniciar uma greve de fome, informaram apoiadores neste domingo, citando o advogado dela.

As novas condenações contra Mohammadi ocorrem enquanto o Irã tenta negociar com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear para evitar um ataque militar ameaçado pelo presidente Donald Trump.

O principal diplomata do Irã insistiu no domingo que a força de Teerã vem de sua capacidade de "dizer não às grandes potências", assumindo uma posição maximalista logo após as negociações em Omã com os EUA.

O advogado de Mohammadi, Mostafa Nili, confirmou a sentença na rede X. "Ela foi condenada a seis anos de prisão por ‘reunião e conluio’, um ano e meio por propaganda e recebeu uma proibição de viagem de dois anos", escreveu.

Ela recebeu mais dois anos de exílio interno na cidade de Khosf, a cerca de 740 quilômetros (460 milhas) a sudeste de Teerã, a capital, acrescentou o advogado.

O Irã não reconheceu imediatamente a sentença. Os apoiadores afirmam que Mohammadi está em greve de fome desde 2 de fevereiro

Ela havia sido presa em dezembro durante uma cerimônia em homenagem a Khosrow Alikordi, um advogado iraniano de 46 anos e defensor dos direitos humanos que morava em Mashhad. Imagens da manifestação mostram ela gritando e exigindo justiça para Alikordi e outros.

Mohammadi, um símbolo para os ativistas iranianos

Os apoiadores vinham alertando há meses, antes de sua prisão em dezembro, que Mohammadi, 53, corria o risco de ser colocada de volta na prisão depois de receber uma licença em dezembro de 2024 por motivos médicos.

Embora devesse durar apenas três semanas, o tempo de Mohammadi fora da prisão se prolongou, possivelmente porque ativistas e potências ocidentais pressionaram o Irã a mantê-la em liberdade. Ela permaneceu fora mesmo durante a guerra de 12 dias em junho entre o Irã e Israel.

Mohammadi continuou seu ativismo com protestos públicos e aparições na mídia internacional, incluindo até mesmo uma manifestação em frente à famosa prisão de Evin, em Teerã, onde ela havia sido mantida.

Os apoiadores de Mohammadi citaram seu advogado, que conversou com ela. O advogado, Mostafa Nili, confirmou a sentença no dia X, dizendo que ela foi proferida no sábado por um Tribunal Revolucionário na cidade de Mashhad.

Mohammadi estava cumprindo 13 anos e nove meses de prisão por conspiração contra a segurança do Estado e propaganda contra o governo do Irã. Ela também apoiou os protestos nacionais desencadeados pela morte de Mahsa Amini em 2022, nos quais mulheres desafiaram abertamente o governo ao não usar o hijab.

A ganhadora do Nobel sofreu vários ataques cardíacos enquanto estava presa, antes de ser submetida a uma cirurgia de emergência em 2022, segundo seus apoiadores. Seu advogado revelou no final de 2024 que os médicos haviam encontrado uma lesão óssea que temiam ser cancerosa, que mais tarde foi removida.

"Considerando suas doenças, espera-se que ela seja temporariamente libertada sob fiança para que possa receber tratamento", escreveu Nili.

No entanto, as autoridades iranianas têm sinalizado uma linha mais dura contra toda a dissidência desde as manifestações.

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