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Itamaraty confirma reunião de ministros no âmbito da CELAC sobre situação de Venezuela

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O Itamaraty confirmou nesta manhã que está programada para às 14h deste domingo uma reunião de ministros das Relações Exteriores no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). O encontro extraordinário sobre a situação da Venezuela será por videoconferência. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, já está em Brasília.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado. O presidente norte-americano, Donald Trump, vem acusando Maduro de liderar uma organização internacional de tráfico de drogas. Maduro foi indiciado nos Estados Unidos por "narcoterrorismo" e outras acusações.

Ontem, em uma coletiva de imprensa na Flórida, Trump chegou a afirmar que o seu governo deve administrar a Venezuela até que uma transição seja concluída.

A CELAC discutirá a situação após manifestações públicas de parte dos líderes da região condenarem o ataque dos EUA. Sem citar os nomes de Nicolás Maduro e Donald Trump, Lula disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha "inaceitável".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também condenou a ofensiva. Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou no X (Twitter) uma notícia sobre o ataque norte-americano e celebrou o feito.

A CELAC é um mecanismo intergovernamental de diálogo e acordo político, composto permanentemente por 33 países da América Latina e do Caribe. Como fórum regional, o grupo busca atuar como porta-voz da comunidade de países junto a outros países e blocos regionais. A CELAC toma decisões por consenso.
 

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Governo da Venezuela convoca 'forças sociais e políticas' a ativarem planos de mobilização

03/01/2026 09h13

Governo de Venezuela classifica ataque de EUA como busca para se apoderar dos recursos naturais do país

Governo de Venezuela classifica ataque de EUA como busca para se apoderar dos recursos naturais do país Montagem

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O Governo da Venezuela classificou a operação militar dos Estados Unidos como uma agressão que busca apenas se apoderar dos recursos naturais do país, e convocou o povo a ir para as ruas contra o ataque.

Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação.

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana", afirmou o governo venezuelano em comunicado oficial.

"O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e repudiarem este ataque imperialista", acrescentou. "O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz."

Segundo o governo local, os ataques ocorreram nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital do país, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Ainda não há um balanço com números de possíveis mortos e feridos.

O governo afirmou que a operação dos EUA constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1 e 2 que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força.

"Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", declarou o governo na nota oficial.

A Venezuela afirmou ainda que o objetivo do ataque dos EUA é se apoderar dos recursos estratégicos locais, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação.

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Trump confirma ataque dos EUA à Venezuela e diz que Maduro e esposa foram capturados

03/01/2026 06h00

Reprodução Redes Sociais

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Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social. O presidente afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana. Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.

No começo da madrugada múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, a ditadura de Nicolás Maduro declarou estado de emergência por causa da ‘ofensiva imperialista’ dos EUA.

 

Segundo comunicado da ditadura venezuelana, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou Maduro a decretar estado de emergência nacional e a mobilizar as forças de defesa.

Ainda não há informações sobre a quantidade mortos e feridos. O Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, foi visto em chamas em Caracas após explosões na cidade. O extenso complexo é sede do Ministério da Defesa e do comando do exército da Venezuela.

De acordo com testemunhas da Reuters e com imagens que circulam nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram vistas em diferentes pontos da capital a partir das 2h em Caracas (6h de Brasília).

Moradores relataram ainda uma queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

Os EUA enviaram uma flotilha militar ao Caribe em agosto e já bombardearam quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes. Caracas afirma que as manobras pretendem derrubar o regime venezuelano.

Na terça-feira, 30, Washington realizou ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais, informou o Comando Sul, responsável por operações em uma área que vai do Caribe ao sul da Argentina. As embarcações viajavam em comboio, segundo as Forças Armadas americanas.

Trump havia alertado em novembro que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e autorizou operações da CIA, a agência de inteligência dos EUA, no país sul-americano.

A Casa Branca ainda não se manifestou, mas, antes das explosões, a Administração Federal de Aviação (FAA) proibiu voos comerciais americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano devido à “atividade militar em andamento”. O aviso foi emitido pouco depois da 1h no horário da Costa Leste (também 3h em Brasília).

O aviso alertava todos os pilotos comerciais e privados dos EUA de que o espaço aéreo sobre a Venezuela e a pequena ilha de Curaçao, localizada ao norte da costa do país, estava interditado “devido a riscos à segurança de voo associados à atividade militar em curso”.

O bombardeio durou cerca de 30 minutos. Moradores de diversos bairros correram para as ruas. Algumas explosões puderam ser vistas à distância em várias áreas de Caracas.

As explosões acontecem após o presidente Donald Trump, que enviou uma frota militar para o Caribe, mencionar a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder “estão contados”.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, crítico do governo Trump, comentou o bombardeio em sua conta no X. Segundo ele, a “ONU e a Organização dos Estados Americanos devem se reunir imediatamente”.

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