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De volta

Mais 124 brasileiros repatriados dos EUA chegam ao Brasil

Em 2025, o programa "Aqui é Brasil" trouxe de volta ao País mais de 3 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade

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O governo do Brasil realizou, ontem, 31, mais uma operação de acolhimento humanitário de brasileiros repatriados dos Estados Unidos.

O voo, com 124 pessoas a bordo, pousou por volta das 20h no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Desde o início do ano, o programa "Aqui é Brasil" já realizou 37 operações, garantindo o retorno de mais de 3 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade. É quase o dobro das 1,6 mil repatriações de 2024

Os brasileiros recebidos pelo governo brasileiros vêm majoritariamente dos Estados Unidos, segundo o ministério.

As deportações em massa foram uma das promessas de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com reflexos também para brasileiros, que já vinham assistindo ao crescimento de medidas do tipo ao longo dos últimos anos.

No caso da última repatriação, após a recepção inicial no aeroporto, parte do grupo foi encaminhada ao hotel que abriga a estrutura especial de atendimento, onde os repatriados receberam alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial, acompanhamento médico e psicológico, além de orientação e auxílio para o deslocamento até suas cidades de origem.

Segundo o ministério, aqueles que já contavam com familiares no local ou optaram por seguir viagem diretamente também foram acolhidos no próprio aeroporto. Além disso, três pessoas foram detidas pela Polícia Federal (PF) - MDHC não especificou os motivos.

Ao todo, foram repatriados, na operação mais recente, 108 homens desacompanhados, além de 15 mulheres desacompanhadas. Havia ainda um homem procurado pela Justiça, totalizando 124 pessoas.

O grupo mais numeroso é o de 40 a 49 anos, com 50 pessoas, seguido pela faixa de 18 a 29 anos, que reúne 35 registros, e pela de 30 a 39 anos, com 24 pessoas. As faixas etárias mais elevadas aparecem de forma menos expressiva. Não houve registro de crianças ou adolescentes.

O "Aqui é Brasil" é um programa de acolhimento humanitário coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania em parceria com outros órgãos federais, como os ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

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EUA ameaçam mais ataques ao estado islâmico na Nigéria

Donald Trump caracterizou as operações como um esforço para impedir o assassinato de cristãos

26/12/2025 23h00

Crédito: Instagram Donald Trump / @realdonaldtrump

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ameaçou nesta sexta-feira, 26, realizar novos ataques contra alvos do Estado Islâmico na Nigéria, horas depois de as forças armadas americanas terem agido contra campos de treinamento de militantes. Donald Trump caracterizou as operações como um esforço para impedir o assassinato de cristãos.

"O presidente Trump foi claro no mês passado: o assassinato de cristãos inocentes na Nigéria (e em outros lugares) precisa acabar. O Pentágono está sempre pronto, e o Estado Islâmico descobriu isso na noite de Natal. Mais novidades em breve. Grato pelo apoio e cooperação do governo nigeriano", escreveu Hegseth no X.

O chanceler da Nigéria, Yusuf Tuggar, afirmou ontem que os ataques americanos, que ocorreram após Trump acusar o governo nigeriano de não impedir os massacres de cristãos, faziam "parte de operações conjuntas que estão em andamento".

Perseguição

A Nigéria é oficialmente um país laico e sua população está dividida quase igualmente entre muçulmanos (53%) e cristãos (45%). Mas a violência contra cristãos tem atraído a atenção da direita religiosa nos EUA, que a classifica como perseguição, e os apoiadores de Trump, em geral, elogiaram os ataques. Na defensiva, o governo nigeriano ressaltou que os grupos armados têm como alvo tanto cristãos quanto muçulmanos.

A Nigéria afirmou que forneceu informações de inteligência para os ataques aéreos no Estado de Sokoto. O chanceler nigeriano disse ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, depois telefonado para o presidente nigeriano, Bola Tinubu, para obter sua aprovação, antes de falar novamente com Rubio.

"Temos trabalhado em estreita colaboração com os americanos", garantiu Tuggar. "É o que sempre esperamos: trabalhar com os americanos, trabalhar com outros países, para combater o terrorismo, para impedir a morte de nigerianos inocentes. É um esforço conjunto". disse.

de olho no petróleo

Embaixador do Brasil na ONU pede fim da ação dos EUA contra Venezuela

Para o embaixador, evitar uma guerra no continente não é um interesse apenas da América Latina, mas toda a comunidade internacional tem de se preocupar

25/12/2025 07h30

Para o embaixador Sérgio Danese, as ações dos EUA violam a Carta das Nações Unidas

Para o embaixador Sérgio Danese, as ações dos EUA violam a Carta das Nações Unidas

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O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Sergio Danese, criticou nesta terça-feira (24), durante reunião do Conselho de Segurança, a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Para o representante brasileiro, as ações norte-americana são “violações da Carta das Nações Unidas e, portanto, devem cessar imediata e incondicionalmente em favor da utilização dos instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis”.

Danese disse que o Brasil “convida ambos os países a um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção”. O embaixador acrescentou ainda que o presidente Lula já declarou que tem intenção de intermediar um acordo entre EUA e Venezuela e que apoia qualquer esforço do secretário-geral da ONU nesta direção.

O embaixador acrescentou também que a América do Sul é e quer continuar sendo uma região de paz, “respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos”.

Para o embaixador brasileiro, evitar uma guerra no continente não é um interesse apenas dos países da América Latina, toda a comunidade internacional tem de se preocupar “já que em última instância, um conflito na região poderia ter repercussões em escala global”.

Os Estados Unidos, através de ordens do presidente Donald Trump, promovem um cerco militar à Venezuela. Os norte-americanos têm a intenção de tirar Nicolás Maduro do poder, a quem acusam de chefiar um cartel narco-terrorista. Trump vem há semanas ameaçando invadir o território venezuelano.

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