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Papa pede garantias à soberania da Venezuela e diz que 'bem-estar' da população deve prevalecer

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O papa Leão XIV afirmou neste domingo, 4, que “o bem-estar do querido povo venezuelano” deve prevalecer e pediu garantias “à soberania” da Venezuela. Os Estados Unidos atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e a mulher dele neste sábado, 3. O pedido do pontífice endossa o coro de diversos líderes mundiais, que condenaram a ação dos EUA.

“O bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar à superação da violência e ao empreendimento de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, afirmou o pontífice americano após sua oração do Ângelus na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Em entrevista coletiva após o ataque, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.

Em um vídeo divulgado pela Casa Branca, Maduro aparece caminhando na unidade de Nova York da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês). O avião com Maduro e sua esposa, Cilia Flores, pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York.

Maduro saiu algemado da aeronave e escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais. Ele ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.

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Itamaraty confirma reunião de ministros no âmbito da CELAC sobre situação de Venezuela

04/01/2026 10h20

Mauro Vieira, ministro de Relações Exteriores do Brasil

Mauro Vieira, ministro de Relações Exteriores do Brasil Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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O Itamaraty confirmou nesta manhã que está programada para às 14h deste domingo uma reunião de ministros das Relações Exteriores no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). O encontro extraordinário sobre a situação da Venezuela será por videoconferência. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, já está em Brasília.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado. O presidente norte-americano, Donald Trump, vem acusando Maduro de liderar uma organização internacional de tráfico de drogas. Maduro foi indiciado nos Estados Unidos por "narcoterrorismo" e outras acusações.

Ontem, em uma coletiva de imprensa na Flórida, Trump chegou a afirmar que o seu governo deve administrar a Venezuela até que uma transição seja concluída.

A CELAC discutirá a situação após manifestações públicas de parte dos líderes da região condenarem o ataque dos EUA. Sem citar os nomes de Nicolás Maduro e Donald Trump, Lula disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha "inaceitável".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também condenou a ofensiva. Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou no X (Twitter) uma notícia sobre o ataque norte-americano e celebrou o feito.

A CELAC é um mecanismo intergovernamental de diálogo e acordo político, composto permanentemente por 33 países da América Latina e do Caribe. Como fórum regional, o grupo busca atuar como porta-voz da comunidade de países junto a outros países e blocos regionais. A CELAC toma decisões por consenso.
 

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Trump não obteve aval para bombardear Venezuela e ataque é ilegal, dizem congressistas

03/01/2026 10h35

Deputada democrata Melanie Stansbury afirmou que o presidente americano não pode realizar ataques militares sem o aval do Congresso

Deputada democrata Melanie Stansbury afirmou que o presidente americano não pode realizar ataques militares sem o aval do Congresso

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Deputados e senadores americanos afirmaram que o presidente americano, Donald Trump, não obteve autorização do Congresso para a ação militar na Venezuela neste sábado, 3, o que faz o ataque ser considerado ilegal, de acordo com os parlamentares.

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e em outros três Estados, e capturaram o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa. Trump confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social, e prometeu mais detalhes em coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília).

A deputada democrata Melanie Stansbury afirmou que o presidente americano não pode realizar ataques militares sem o aval do Congresso e conclamou seus pares a impedir a continuidade das ações do governo americano na Venezuela.

“Sejamos claros: esses ataques são ilegais. O presidente não tem autoridade para declarar guerra nem para realizar operações militares em grande escala sem o Congresso. O Congresso precisa agir para contê-lo. Imediatamente”, disse ela, em sua conta na rede social X (ex-Twitter).

O deputado democrata Jim McGovern também questionou a legalidade do ataque e criticou o uso de recursos públicos em mais uma ação militar, enquanto americanos sofrem com cortes em programas sociais.

“Sem autorização do Congresso - e com a grande maioria dos americanos contrária a uma ação militar -, Trump acabou de lançar um ataque injustificado e ilegal contra a Venezuela. Ele diz que não há dinheiro suficiente para a saúde dos americanos - mas, de alguma forma, temos recursos ilimitados para a guerra??“ provocou.

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