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Total de mortos em repressão a protestos no Irã sobe para mais de 500, dizem ativistas

Mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de duas semanas de protestos

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A repressão a protestos em todo o Irã matou pelo menos 538 pessoas, e teme-se que o número real seja ainda maior, disseram ativistas neste domingo, 11, enquanto Teerã advertiu que as Forças Armadas dos EUA e Israel seriam "alvos legítimos" se Washington usar força para proteger manifestantes.

Mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de duas semanas de protestos, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, considerada precisa em episódios anteriores de agitação no país.

A entidade se baseia em apoiadores no Irã para checar informações. Do total de mortos, 490 seriam manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança.

Com a internet fora do ar e linhas telefônicas cortadas, avaliar as manifestações a partir do exterior tornou-se mais difícil.

A Associated Press não conseguiu verificar de forma independente o número de vítimas, e o governo iraniano não divulgou dados gerais sobre mortos e feridos.

No exterior, há temor de que este apagão esteja encorajando setores linha-dura dos serviços de segurança a intensificar a repressão. Manifestantes voltaram a ocupar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país na manhã deste domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos nas redes sociais. Segundo duas fontes a par de discussões internas, Trump e sua equipe de segurança nacional avaliam possíveis respostas contra o Irã, incluindo ataques cibernéticos e ações diretas por forças americanas ou israelenses.

A Casa Branca afirmou não ter tomado decisões ainda.

Fonte: Associated Press.

INTERNACIONAL

União Europeia aprova acordo com Mercosul, após mais de 25 anos de negociações

Com aprovação, presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção na segunda-feira, 12, para assinar acordo com países sul-americanos

09/01/2026 08h05

Com este resultado, a presidente da Comissão Europeia, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo

Com este resultado, a presidente da Comissão Europeia, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo Reprodução

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Após mais de 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou nesta sexta-feira, 9, o acordo com o Mercosul, abrindo caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com várias cláusulas destinadas a acalmar a oposição dos agricultores europeus.

Em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram nesta sexta-feira uma maioria qualificada, apesar da oposição anunciada por países como França, Polônia e Irlanda.

Com este resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo na segunda-feira, 12, com o Mercosul.

Mesmo que a assinatura seja concretizada em Assunção, o acordo não entrará imediatamente em vigor, pois, do lado europeu, também é necessária a aprovação do Parlamento Europeu, que deve se pronunciar dentro de algumas semanas.    

O resultado ainda não está claro, uma vez que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

A Comissão Europeia vem negociando desde 1999 este vasto acordo com a Argentina, o Brasil, o Uruguai e o Paraguai, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, e a eliminação de tarifas em mais de 90% do seu comércio bilateral.

O setor agrícola europeu teme o impacto de uma chegada maciça de carne, arroz, mel ou soja sul-americanos, em troca da exportação de veículos, maquinaria, queijos e vinhos europeus para o Mercosul. Os detratores do pacto, a começar pela França, acreditam que o mercado europeu pode ser seriamente afetado pela entrada de produtos sul-americanos mais competitivos devido a normas de produção consideradas menos rigorosas.

Seus defensores, como Espanha e Alemanha, estimam, por outro lado, que o acordo diversificará as oportunidades comerciais para uma UE ameaçada pela concorrência chinesa e pela política tarifária dos Estados Unidos.

A Itália, que em dezembro se juntou à oposição da França e conseguiu bloquear o consenso, mudou de posição e esta semana destacou os “enormes benefícios” decorrentes do acordo.

O bloco sul-americano havia dado sinais de impaciência e, na cúpula realizada em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu “coragem” e “vontade política” à UE para não deixar passar a oportunidade.

Concessões ao setor agrícola europeu

Para acalmar a ira dos agricultores e pecuaristas, temerosos do impacto que a redução das tarifas teria, a Comissão elaborou uma série de cláusulas e concessões nos últimos meses. “As prioridades agrícolas estiveram no centro” das negociações, e “negociamos como loucos”, destacou na quinta-feira, 8, Olof Gill, um dos porta-vozes da Comissão Europeia.

Entre as medidas, a Comissão anunciou em setembro uma série de garantias para os setores de carne, aves, arroz, mel, ovos e etanol, limitando a cota de produtos latino-americanos isentos de tarifas e intervindo em caso de desestabilização do mercado. Em dezembro, a Comissão anunciou ainda que abrirá uma investigação se o preço de um produto do Mercosul for pelo menos 8% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume das importações aumentar mais de 8%.

O executivo europeu comprometeu-se igualmente a legislar sobre os resíduos de pesticidas nas importações, um aspecto que os agricultores denunciam como indicativo de uma “concorrência desleal”. A Comissão anunciou esta semana a proibição total de três substâncias: tiofanato-metilo, carbendazima e benomilo, especialmente em citrinos, mangas e papaias.

A França, onde os agricultores mantêm nesta sexta-feira sua mobilização com tratores nas entradas de Paris, decretou a suspensão temporária de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente sul-americanos. Abacates, mangas, goiabas, cítricos e batatas, entre outros, não poderão entrar na França se contiverem cinco fungicidas e herbicidas proibidos na Europa./AFP

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EUA têm protestos após mulher ser morta por agente de imigração

Autoridades disseram que um agente do ICE atirou contra a motorista após ela tentar usar o veículo para atropelar policiais

08/01/2026 07h27

Manifestantes foram reprimidos com uso de força pelas agências policiais em diferentes cidades dos EUA

Manifestantes foram reprimidos com uso de força pelas agências policiais em diferentes cidades dos EUA

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Protestos se espalharam por cidades dos Estados Unidos após um agente de imigração matar uma mulher a tiros durante uma operação realizada na quarta-feira, 7, em Minneapolis. Em Nova York, cerca de 400 pessoas se reuniram em frente a um escritório regional do Serviço de Imigração e Aduanas (ICE, na sigla em inglês) no sul de Manhattan.

No protesto, políticos locais estiveram presentes e alertaram a multidão para permanecer em "alerta máximo" diante de possíveis batidas do ICE. Manifestações também foram registradas em outras cidades como Miami e Nova Orleans.

Em entrevista coletiva, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, fez referência aos protestos que tomaram Minneapolis após o assassinato de George Floyd pela polícia local em 2020. Segundo ela, "esta cidade já pegou fogo antes", em crítica ao governador de Minnesota, Tim Walz, e a lideranças locais, que, de acordo com Noem, não teriam agido com rapidez suficiente. O tiroteio ocorreu a menos de um quilômetro do local onde Floyd foi morto.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) afirmou que um agente do ICE atirou contra a motorista após ela tentar usar o veículo para atropelar policiais durante a operação.

Vídeos gravados por testemunhas e divulgados nas redes sociais mostram agentes se aproximando de um SUV parado no meio da rua e tentando abrir a porta do lado do motorista. Em seguida, o carro arranca, e outro agente, posicionado à frente do veículo, dispara ao menos dois tiros.

O automóvel avança, empurra o agente para trás sem derrubá-lo e colide com dois carros estacionados antes de parar. Pessoas que presenciaram a cena reagiram com gritos de choque. (Com agências internacionais).


 

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