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SEM PREVISÃO

Trump diz que não há prazo para fim da guerra com Irã

"Custe o que custar", disse Trump a jornalistas após ser questionado se existe uma linha do tempo para o fim do conflito

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na noite deste sábado, 7, que não está em busca de um acordo com o Irã, após dizer que também não há um prazo fixo para acabar com a guerra.

"Custe o que custar", disse Trump a jornalistas após ser questionado se existe uma linha do tempo para o fim do conflito. "Queremos escolher um presidente no Irã que não leve o país para a guerra."

O chefe da Casa Branca também afirmou que o governo americano começará a reabastecer as reservas estratégicas de petróleo do país "no momento certo". O reservatório teve parte de sua capacidade utilizada pelo ex-presidente Joe Biden para conter os preços do petróleo durante a guerra na Ucrânia, algo que Trump já negou que irá fazer após o início do conflito no Irã.

O mandatário disse ainda que não há indícios de que a Rússia esteja prestando assistência ao Irã e acusou o próprio país persa por um ataque de mísseis numa escola em Teerã que matou mais de 100 crianças.

O que diz o Irã

Autoridades do Irã afirmaram neste sábado que as áreas de países vizinhos do país que estão sendo utilizadas como plataformas para ataques dos Estados Unidos são alvos legítimos de retaliação.

"A origem de qualquer ataque será o destino de nossa resposta", disse o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em publicação o X. "As bases americanas na região são plataformas para ataques ao Irã".

Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques do país persa a outras nações da região, afirmando que Teerã não atacaria ou dispararia mais mísseis contra eles, a menos que o Irã seja atacado por esses países.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, comentou as declarações de Pezeshkian, ao afirmar que a redução das tensões no Golfo Pérsico só poderia ocorrer se os países não cedessem seus territórios para ataques ao Irã.

"Esse gesto em direção aos países vizinhos foi praticamente anulado de imediato pelo presidente Trump", disse Araghchi.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, alertou o Irã a não lançar mais mísseis em direção ao território turco, após um projétil disparado do Irã ter sido interceptado por sistemas de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) antes de entrar no espaço aéreo turco. Catar e Bahrein também já relataram ataques de mísseis e drones do Irã nesta sábado.

cessar-fogo

Chegada imprecisa dos EUA e do Irã ao Paquistão cria ambiente difícil

Principais negociadores, o vice-presidente dos EUA e o presidente do parlamento iraniano chegarão a capital paquistanesa Islamabad apenas na manhã da quarta-feira (22)

21/04/2026 14h00

Trump afirmou nesta terça-feira que forças armadas do país estão prontas para entrar no país persa, enquanto citou que o Irã não tem opção a não ser enviar uma missão para as conversas.

Trump afirmou nesta terça-feira que forças armadas do país estão prontas para entrar no país persa, enquanto citou que o Irã não tem opção a não ser enviar uma missão para as conversas. Divulgação

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Informações que divergem sobre a chegada de negociadores dos EUA e do Irã têm criado um ambiente de incerteza sobre o futuro das negociações sobre a guerra no Oriente Médio, na véspera do fim do cessar-fogo de duas semanas acordado anteriormente entre os dois países.

De acordo com a Associated Press, nem os EUA nem o Irã confirmaram publicamente a data das negociações, e a televisão estatal iraniana negou que qualquer funcionário já estivesse na capital paquistanesa.

Ainda, fontes da AP revelaram que mediadores liderados pelo Paquistão receberam a confirmação de que os principais negociadores, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chegarão a capital paquistanesa Islamabad apenas na manhã da quarta-feira, 22.

Por outro lado, nas redes sociais, traders repercutem a notícia da Al Hadath de que Vance deverá chegar a Islamabad nas próximas horas. Anteriormente, Trump havia dito que a delegação americana viajaria nesta terça-feira ao local de negociações.

Segundo o Tehran Times no X, até o momento, o Irã não enviou nenhuma delegação, de qualquer nível, à capital paquistanesa para o diálogo com Washington.

Em meio às expectativas sobre o potencial encontro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as forças armadas do país estão prontas para entrar no país persa, enquanto citou que o Irã não tem opção a não ser enviar uma missão para as conversas.

Na mesma linha, o repórter da Axios Barak Ravid revelou em publicação no X que o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o General Dan Caine, disse que Washington está pronto para retomar grandes operações de combate contra o Irã a qualquer momento.

 

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IMBRÓGLIO

Líder do parlamento do Irã diz que bloqueio naval dos EUA é medida 'desajeitada e ignorante'

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa

18/04/2026 23h00

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã Foto: Divulgação

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma decisão "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa.

"O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!", declarou Ghalibaf, em entrevista ao canal iraniano Press TV. "Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro", criticou.

Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento disse que a rota de navegação está sob controle do país persa. Falando sobre as negociações ocorridas em Islamabad, no Paquistão, entre uma delegação iraniana e outra dos EUA, que terminaram sem sucesso, Ghalibaf disse que os negociadores americanos queriam enviar varredores de minas ao estreito, ao que ele se opôs.

"Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que isso seria uma violação do cessar-fogo e que se eles tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram", relatou o parlamentar.

Enquanto estava no Paquistão, continuou, um colega do governo iraniano entrou em contato com ele para contar que um varredor de mina dos EUA havia chegado e estava posicionado em um local no qual, se tivesse avançado mais um pouco, teria sido atingido por míssil iraniano.

"Eu disse isso à delegação americana. Falei 'ele está aqui, e se ele for além desse limite, vamos atingi-lo'. Eles nos pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato", contou."Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos", reforçou Ghalibaf.

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