Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Agentes 'escondiam' terras da União em grilagem no Pantanal

Caso ninguém identificasse que essa terra seria de origem pública, o processo de titularização era concluído de forma a completar o esquema ilegal

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Em operação para combate de grilagem no Pantanal, a Polícia Federal (PF) esclareceu que agentes internos da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer) "escondiam" terras da união no processo de regularização fundiária.

Conforme a PF, "de forma dolosa, os responsáveis omitiriam que as áreas em questão pertenciam à União", o que em tese tornaria a Agência em questão incompetente para decidir sobre tais terrenos. 

"Ainda assim, os processos tramitavam normalmente no órgão, possivelmente com o envolvimento de propina, até a emissão de títulos irregulares", expõe a Polícia Federal em nota. 

A Polícia Federal cumpre 11 mandados hoje (08) na Operação Pantanal Terra Nullius, como abordado no Correio do Estado, para quebrar um esquema de fraudes na emissão e comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), além de Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual (TCRAE), sendo 10 em Campo Grande e um em Rio Brilhantes (MS). 

Em resposta, o Governo do Estado afirmou que acompanha a batizada "Operação Pantanal Terra Nullius" e que "colabora com a apuração". 

"Tão logo tenhamos novas informações acerca das investigações, as medidas cabíveis serão tomadas", afirma o Governo do Estado em nota. 

Entenda o esquema

Com a determinação do bloqueio de valores e o sequestro de bens que podem ultrapassar R$3 milhões, foi indicado inicialmente que servidores da Agraer seriam responsáveis por falsificar documentos e inseri-los em processos administrativos de titulação.

No processo de grilagem de terras da União no Pantanal de Mato Grosso do Sul, esses agentes que possivelmente recebiam propinas no esquema eram responsáveis por "esconder" essa informação no processo de regularização fundiária. 

Nesse meio tempo, caso ninguém identificasse que essa terra seria de origem pública, o processo de titularização era concluído de forma a completar o esquema ilegal. 

Essa ação tinha como objetivo obter ilegalmente áreas localizadas dentro do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, uma unidade de conservação situada em faixa de fronteira.

"Caso a fraude fosse percebida durante o trâmite, o processo era cancelado sob a justificativa de irregularidade, alegando-se erro no reconhecimento da titularidade da área", complementa a PF. 

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, usurpação de bens da União, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema público e infrações ambientais.

A Polícia Federal informou que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do link: https://forms.office.com/r/m75tcxze1v. O sigilo das informações e a identidade do denunciante são garantidos.
**(Colaborou Felipe Machado)

 

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sem infrações

Renovação automática da CNH já beneficiou quase 30 mil motoristas em MS

Economia gira em torno de R$ 14,4 milhões com valores que seriam pagos em taxas e exames

07/04/2026 15h00

Renovação automática é para motoristas sem infrações de trânsito nos últimos 12 meses

Renovação automática é para motoristas sem infrações de trânsito nos últimos 12 meses Divulgação

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O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já beneficiou mais de 20.924 motoristas em Mato Grosso do Sul, entre 10 de dezembro de 20025 e 19 de março de 2026, gerando economia de R$ 14,4 milhões a estes condutores, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos. 

A renovação automática foi viabilizada pela Medida Provisória nº 1.327/2025, conhecida como MP do Bom Condutor, e é permitida para condutores que não cometeram infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, entre outros critérios.

A iniciativa, que integra o programa CNH do Brasil, tem objetivo de eliminar custos e simplificar o processo de renovação da carteira de motorista, reduzindo etapas burocráticas

Conforme balanço divulgado pelo Ministério dos Transportes, em todo o Brasil, mais de mais de 1,6 milhão de brasileiros deixaram de pagar pela renovação da CNH. A economia para o bolso da população chega a R$ 1.248.943.777.

Como renovar automaticamente

Para fazer parte do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

O cadastro pode ser feito pelo aplicativo CNH Brasil, que pode ser baixado gratuitamente na Apple Store ou na Play Store. Basta seguir os passos: abrir o aplicativo, selecionar “Condutor”, acessar “Cadastro Positivo” e tocar em “Autorizar participação”.

O cadastro também pode ser feito pelo Portal de Serviços da Senatran.

Os motoristas que tiverem a CNH renovada irão receber, por meio do aplicativo CNH Brasil, uma mensagem parabenizando pelo bom desempenho no trânsito e concedendo um selo.

No aplicativo, o motorista terá a carteira digital atualizada. Caso deseje emitir a versão física, terá que solicitar ao Detran e pagar a taxa pelo serviço.

Condutores com 70 anos ou mais não estão aptos a receber o benefício. Motoristas com idade a partir de 50 anos receberão o benefício apenas uma vez.

A renovação está em andamento por meio de processamento em lotes e respeita o prazo legal de até 30 dias após o vencimento do documento. Nesse período, o condutor pode circular normalmente, conforme a legislação de trânsito.

Cidades

MPE aguarda perícia e nega devolução de celular a Bernal

Manifestação foi apresentada pela promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani

07/04/2026 14h30

Alcides Bernal

Alcides Bernal Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

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O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contra a devolução de celulares apreendidos com o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, investigado pelo assassinato do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O órgão sustenta que os aparelhos ainda são fundamentais para a investigação, que segue em andamento e depende de análises periciais.

A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira (6) pela promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani, que defendeu o indeferimento do pedido da defesa.

“O Ministério Público Estadual, em atenção ao requerimento de f. 01/04, manifesta-se contrário a restituição dos referidos aparelhos celulares, tendo em vista que a instrução processual sequer teve início e o IP ainda não chegou ao fim, bem como que os respectivos eletrônicos deverão ser submetidos a análise pericial”, afirmou.

Segundo o MPE, os dispositivos podem passar por exames adicionais. “Com efeito, e como já mencionado, os objetos do presente pedido ainda interessam ao processo, pendentes de análise, bem como, pode haver necessidade de eventual realização de exames periciais complementares”, prossegue o parecer.

A promotora ainda fundamenta a negativa com base na legislação. “Desta forma, restando demonstrado que o telefone móvel interessa ao processo, este não poderá ser restituído, por vedação expressa, prevista no art. 118 do Código de Processo Penal”, diz o texto.

O caso envolve o assassinato de Mazzini, ocorrido no último dia 24. De acordo com relatório preliminar encaminhado à Justiça, Bernal teria descido de uma caminhonete com um revólver calibre .38, caminhado até a entrada da residência da vítima e efetuado o primeiro disparo. A investigação aponta ainda a existência de um “ponto cego” nas imagens de segurança, o que torna os laudos periciais essenciais para esclarecer lacunas.

Defesa

Na última quarta-feira (1º), a defesa de Bernal solicitou à Justiça a devolução de dois celulares apreendidos no dia do crime. O advogado Gledson Alves de Souza argumentou que os aparelhos não têm relevância para a investigação e são necessários para atividades profissionais do ex-prefeito. 

“Os aparelhos foram apreendidos na posse direta do requerente; possuem origem lícita; inexistem terceiros reclamantes. Nesse contexto, a posse direta do bem gera presunção de propriedade, sendo descabida a exigência excessiva de comprovação formal (nota fiscal), sobretudo quando inexistente qualquer indício de ilicitude”, argumentou. O processo tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

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