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Após mulheres, Funsat prepara mutirão de emprego '50+'

Entre 08h e 12h de quinta-feira (27), centenas de vagas são oferecidas para as mais variadas funções em dezesseis empresas parceiras distintas

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A Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) realiza nesta quinta-feira (27) mais uma edição do mutirão "Emprega CG 50+", oportunidade para quem já passou da meia idade mas ainda busca se manter ativo no mercado de trabalho. 

Após separar 500 vagas exclusivas para o emprego de mulheres há cerca de duas semanas, o mutirão de amanhã (27) tem 300 oportunidades de empregos separadas em 16 empresas parceiras, segundo a Funsat. 

Em parceria da Fundação do Trabalho de Campo Grande com a Fundação Social do Trabalho de Campo Grande e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), o mutirão será realizado entre 08h e 12h. 

Nesse balcão de empregos, há vagas de emprego nos mais variados empreendimentos, como: Unicesumar; Atacadão; Pires; Fort; Aghil; Novatec; Comper; Assaí; Claro; JBS Friboi; Sicredi etc.

Entre os cargos de destaque aparecem oportunidades para: 

  • Operador de Telemarketing
  • Operador de Caixa 
  • Atendente de Cafeteria
  • Repositor de Mercadoria
  • Atendente Frios/Padaria
  • Atendente de Açougue 
  • Açougueiro
  • Prevenção Perdas
  • Auxiliar de Depósito
  • Conferente Mercadorias
  • Vendedor
  • Auxiliar de Cozinha
  • Empacotador
  • Conferente
  • Motorista Entregador
  • Porteiro-Vigia
  • Auxiliar de Linha De Produção
  • Auxiliar de Limpeza 
  • Auxiliar de Laboratório
  • Supervisor de Manutenção
  • Analista Fiscal
  • Auxiliar Escrita Fiscal

Mutirões

No último dia 14 houve mutirão e 500 vagas exclusivas de emprego para mulheres, em ação da Funsat que envolveu também capacitações gratuitas e contou com a presença da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP); vice-prefeita, Camilla Nascimento (PP), secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, entre outros. 

Se comparado com o Mutirão Emprega CG 50+ realizado em 21 de março de 2024, o crescimento do programa é nítido em diversos pontos, como o número de empresas parceiras que saltou de 10 para 16 e o total de vagas ampliado em 100%. 

Na última ação de mutirão feita na Funsat, a Fundação relançou inclusive o chamado Núcleo de Inclusão Produtiva e Social (NIPS), que segundo o diretor da Instituição, João Henrique, emprega pessoas em situação de vulnerabilidade social.

"É uma iniciativa essencial para acolher e orientar trabalhadoras e trabalhadores que entendem dificuldade para se inserir e se manter no emprego. Essa ação tem um importante caráter inclusivo voltado a reduzir o desemprego de grupos em situação de vulnerabilidade social, onde estaremos atuando nos centros de acolhimento, capacitando e trazendo para o mercado formal" disse. 

Com informações disponíveis através do telefone (pelos ramais 5817 ou 5826), o Mutirão Emprega CG 50+ acontece na quinta-feira (27), entre 08h e 12h, na sede da Funsat, que fica na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória.
 

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PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

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