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SORTE

Apostadores de Mato Grosso do Sul
vencem na Mega da Virada

Os sortudos fizeram as apostas em Corumbá, Costa Rica e Coxim

MARESSA MENDONÇA, COM AGÊNCIAS

01/01/2019 - 07h32
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Apostas na Mega Sena da Virada feitas em Mato Grosso do Sul estão entre ganhadoras. Ao todo, foram 52 apostas vencedoras em todo o país. Destas, três feitas no Estado: em Corumbá, Costa Rica e Coxim. O prêmio total é R$ 302.536.382,66 e cada um receberá pouco mais de R$ 5,8 milhões.

Confira os ganhadores por estado:

São Paulo (dez apostas: Adamantina, Guarujá, Pedreira, Praia Grande, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, Votorantim e três na capital);

Acre (uma aposta em Rio Branco);

Amazonas (uma aposta em Manaus);

Bahia (cinco apostas: Salvador, Feira de Santana, Mata de São João, Valença e três em Euclides da Cunha);

Ceará (uma aposta em Várzea Alegre);

Distrito Federal (uma aposta em Brasília);

Goiás (duas apostas: Bela Vista de Goiás e Jataí);

Maranhão (duas apostas: Pedreiras e São Luís);

Minas Gerais (seis apostas: Alfenas, Divinópolis, Martinho Campos, São Sebastião do Paraíso e duas em Belo Horizonte);

Mato Grosso do Sul (três apostas: Corumbá, Costa Rica e Coxim);

Pará (duas apostas: Almeirim e Itaituba);

Paraíba (uma aposta em João Pessoa);

Pernambuco (uma aposta em Lagoa do Itaenga);

Paraná (duas apostas: Campo Mourão e Curitiba);

Rio de Janeiro (oito apostas: Angra dos Reis, Barra do Piraí, Nova Iguaçu, Santo Antônio de Pádua e quatro na capital);

Santa Catarina (uma aposta em Blumenau).

Três apostas ganhadoras foram feitas por canal eletrônico.

Os números da Mega da Virada foram sorteados na noite de ontem (31), em São Paulo. São eles: 05 - 10 - 12 - 18 - 25 - 33.

Os ganhadores têm até 90 dias após a data do sorteio para reclamar o prêmio. Depois desse prazo, os valores não reclamados serão repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

Moda Correio B+

Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda Priestly e aquilo que o tempo nos ensinou

Quase vinte anos depois, O Diabo Veste Prada volta aos cinemas com seu segundo filme, com estreia marcada para 1º de maio, e eu não consigo enxergar essa continuação apenas como entretenimento.

15/03/2026 15h30

Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda e aquilo que o tempo nos ensinou

Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda e aquilo que o tempo nos ensinou Foto: Divulgação

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Eu lembro exatamente onde eu estava quando assisti O Diabo Veste Prada pela primeira vez. Estava na Asia iniciando a minha carreira internacional como modelo, descobrindo o mundo e principalmente a mim mesma, quando comecei a ouvir falar de um filme sobre moda que só pelo nome já causava curiosidade em assistir.

Depois que assisti, descobri que na verdade não era apenas um filme sobre moda, mas sim, um espelho ambicioso para quem queria ocupar espaços que pareciam inalcançáveis.

Quase vinte anos depois, ele volta aos cinemas com estreia marcada para 1º de maio. E eu não consigo enxergar essa continuação apenas como entretenimento, para mim, é quase um reencontro com a mulher que eu era e com tudo o que eu acreditava sobre sucesso.

Em 2006, a indústria da moda ainda tinha aura de império intocável. As redações eram templos, as editoras divindades. Miranda Priestly não era só uma personagem, ela era a representação máxima de poder feminino dentro de um sistema que exigia dureza para sobreviver, e nós admirávamos aquilo.

Hoje, revisitando essa história, percebo como romantizamos certas violências sutis: o excesso de cobrança, o orgulho pelo cansaçoe e a ideia de que suportar tudo fazia parte do crescimento, talvez por isso o retorno de Miranda seja tão simbólico. A moda mudou, e nós mudamos também.

O mundo editorial já não é o mesmo, a autoridade descentralizou, a influência mora nos algoritmos, a estética virou linguagem política. Falamos de diversidade, sustentabilidade, inclusão, ainda que nem sempre com a profundidade necessária.

E eu me pergunto: quem é Miranda nesse novo cenário? E, principalmente, quem somos nós?

Porque se antes Andy representava a jovem que precisava se adaptar para pertencer, hoje muitas de nós questionamos se vale a pena pertencer a qualquer custo.

Essa continuação, inspirada na sequência literária de Lauren Weisberger, traz de volta Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, mas, para mim, o que mais retorna não são os personagens, mas a conversa sobre ambição.

Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda e aquilo que o tempo nos ensinouCena de O Diabo Veste Prada 2 - Divulgação

Ambição feminina sempre foi um tema delicado. Ou éramos “boazinhas demais” ou “duras demais”. O filme original expôs essa tensão com elegância e ironia. Agora, quase duas décadas depois, temos maturidade para discutir o que antes apenas aceitávamos.

Não é só nostalgia.

Existe uma camada de nostalgia, claro, mas existe algo mais profundo: a oportunidade de revisitar nossos próprios parâmetros de sucesso.

Eu já não enxergo poder da mesma forma, já não confundo exaustão com excelência, já não romantizo ambientes que exigem que você diminua sua humanidade para caber neles. Talvez essa seja a grande beleza desse retorno. Miranda volta, mas o mundo não é mais o mesmo, e nós também não!

Se antes aprendemos que “não é apenas um suéter azul”, talvez agora estejamos prontas para entender que também não é apenas uma carreira, é sobre escolhas, limites e propósito.

Entre Costuras e CuLtura, sigo acreditando que moda nunca foi só sobre roupa, mas sempre foi sobre o que vestimos para enfrentar o mundo.

E talvez este novo capítulo nos convide justamente a despir aquilo que já não faz sentido carregar.

Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda e aquilo que o tempo nos ensinouGabriela Rosa - Divulgação

 

Correio B+

Reforma tributária: empresas enfrentam dificuldades em sua transição; especialista detalha gargalos

Falta de preparação em sistemas corporativos e instabilidades nos programas públicos responsáveis pela emissão das notas fiscais são principais desafios.

15/03/2026 15h00

Reforma tributária: empresas enfrentam dificuldades em sua transição; especialista detalha gargalos

Reforma tributária: empresas enfrentam dificuldades em sua transição; especialista detalha gargalos Foto: Divulgação

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O primeiro mês de transição da reforma tributária foi marcado por desafios técnicos e operacionais. Desde 1º de janeiro, as empresas precisam informar dados referentes aos novos tributos em documentos fiscais. Entretanto, ainda enfrentam o desafio de atualização de ERPs (softwares de gestão empresarial), além de instabilidades nos programas de emissão de notas.

“As dificuldades são, em grande parte, de ordem sistêmica. A nova regra exige que as empresas informem os novos impostos nos documentos fiscais eletrônicos, o que requer uma parametrização dos ERPs. A estimativa é que mais da metade das companhias de médio e grande porte não tenham conseguido concluir esse trabalho a tempo”, explica Thiago Leda, diretor tributário do Grupo IRKO.

Outra dificuldade, segundo o especialista, é a instabilidade dos sistemas emissores de documentos fiscais, principalmente nos sistemas de algumas prefeituras que não aderiram ao Sistema Nacional da NFS-e. Os programas apresentam problemas que vão da alteração ou desativação de códigos de serviços à lentidão e à falta de padronização das informações.

Diante desse cenário, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) suspenderam as penalidades por notas emitidas sem IBS e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) até 1º de abril – as multas previstas são de 1% do valor da transação. De acordo com o ato conjunto das entidades, o objetivo é garantir uma transição gradual e segura. A presença desses impostos nos documentos fiscais tem caráter informativo ao longo de 2026, sem exigência de recolhimento.

“A suspensão das multas é um alívio momentâneo, mas se não houver prorrogação, a partir de abril as empresas estarão sujeitas a penalidades se não estiverem em conformidade. É fundamental usar esse período para regularizar as parametrizações e evitar contingências fiscais”, orienta Leda.

De acordo com ele, as organizações lidam ainda com dificuldades adicionais em razão da falta de regulamentação de determinados pontos da reforma. Algumas atividades, por exemplo, passarão a exigir a emissão de nota fiscal com a nova legislação. No entanto, ainda faltam diretrizes sobre o momento exato em que isso será obrigatório para atividades como locação de imóveis, máquinas e equipamentos.

Adequação imediata

Os negócios que ainda não prepararam suas operações fiscais e tributárias para a nova legislação deverão fazê-lo o quanto antes para evitar sanções a partir de abril. O diretor do Grupo IRKO lembra que, a partir de 2027, a CBS, que substituirá PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), já começará a valer.

“Se a empresa não se adequar agora, além dos riscos de multas a partir de abril, ela poderá enfrentar problemas mais graves no ano que vem. Aquelas que não estiverem em dia com as novas diretrizes, com ERPs parametrizados e equipes preparadas, não conseguirão apurar e recolher o novo tributo corretamente”, destaca.

Já as micro, pequenas e médias empresas optantes pelo Simples Nacional têm até setembro para definir como recolherão os novos tributos a partir de 2027, podendo escolher continuar no regime unificado ou aderir ao modelo regular – com apuração separada de IBS e CBS.

“Essa deve ser uma decisão pensada estrategicamente, já que, a depender da cadeia logística em que a empresa está inserida, pode ser mais vantajoso fazer o recolhimento fora do Simples Nacional para gerar créditos para o cliente, o que pode aumentar a competitividade em alguns casos. Vale lembrar que não haverá nenhuma alteração da carga tributária”, detalha Leda.

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