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MATO GROSSO DO SUL

Apreensões de cocaína sobem quase 50% no primeiro semestre de 2025

Total dessa substância somou 8,3 toneladas que foram retiradas de circulação entre janeiro e junho deste ano em ações da PRF

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Dados compilados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em balanço do primeiro semestre de 2025 divulgados hoje pela regional de Mato Grosso do Sul mostram um crescimento de 50% no volume de cocaína apreendida em rodovias federais que cortam o Estado. 

Em números absolutos, as apreensões de cocaína somaram 8,3 toneladas da substância que foram retiradas de circulação entre janeiro e junho deste ano em ações da PRF. 

Se comparado, essas 8,3 toneladas apreendidas entre janeiro e junho deste ano representam um volume 49,29% do que foi tirado de circulação no mesmo período do ano passado. 

Apreensões destaque

Das ações da PRF que chamam atenção, alguns casos se destacam seja pelo volume de cocaína apreendido ou pela forma que os traficantes encontraram para tentar "burlar" as fiscalizações. 

Como no caso de 162 quilos de cocaína que a Polícia Rodoviária Federal encontrou escondidos em um caixão funerário, distante cerca de 30 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul. 

Esse caso aconteceu na noite de quinta-feira, em 29 de maio, quando um carro, modelo Chevrolet Montana, foi abordado com uma certidão de óbito e uma autorização de traslado, o que indicava o transporte de um corpo. 

Porém, na vistoria obrigatória a equipe policial percebeu um forte odor de produto químico vindo do interior do veículo, notando em inspeção que a tampa do caixão estava apenas encaixada, como bem abordado no Correio do Estado

Ao abrir, os policiais localizaram 150 tabletes de pasta base, que totalizaram 162,37 kg de cocaína escondidos em um caixão. 

Além dessa, a ação da PRF executada em 26 de maio também se destaca por ser, até então, a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul. 

Durante fiscalização na BR-262, longe cerca de 207 quilômetros de Campo Grande, a PRF abordou um caminhão que transportava o chamado "ferro gusa", uma liga metálica resultado da redução do minério de ferro pelo uso de coque e calcário como agentes redutores.

Escondidos em meio ao ferro, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 676 quilos de fardos de cocaína, conforme o Correio do Estado, que separados somaram: 524,8 Kg de cloridrato, 151,1 Kg de pasta base de cocaína e 10,4 Kg de haxixe. 

1° semestre 2025

Além disso, entre janeiro e junho deste ano a PRF registrou 

  • 45 Armas de fogo apreendidas 
  • 174 veículos recuperados 
  • 1.298 pessoas detidas 
  • 6.645 munições 
  • 4,4 toneladas de agrotóxicos
  • 3,4 milhões de maços de cigarro contrabandeados

Entre outros crimes, as apreensões de cargas de maconha são mais “comuns” e, por exemplo, não registraram uma crescente tão expressiva quanto a que foi observada no combate ao tráfico de cocaína. 

Transportada em maiores quantidades, o total de maconha apreendido pela PRF entre janeiro e junho de 2025 somou 144,7 toneladas, o que representa um aumento de 4,56% em relação ao mesmo período do ano passado.


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Barreirinhas: secretarias de Fazenda podem enviar à Receita a listagem de devedores contumazes

A Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro

27/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta sexta-feira, 27, que os governos estaduais já podem remeter a lista de seus devedores contumazes, inclusive no setor de combustíveis, para que o órgão tome "medidas duras".

Além disso, acrescentou, a Receita Federal vai compartilhar a lista de postos de gasolina em que já foram detectados esquemas de lavagem de dinheiro.

"É importante que os Estados, por meio das secretarias de Fazenda, tenham acesso a essas listagens para que possam tomar as medidas dentro das competências estaduais", declarou Barreirinhas, em coletiva concedida à imprensa após a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado, presidido pelo secretário especial da Receita, que reúne representantes dos Estados e do governo federal. Durante a reunião, foi debatida a proposta do governo de subvenção compartilhada ao diesel importado.

Segundo Barreirinhas, o enfrentamento dos efeitos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços e o abastecimento de combustíveis passa também pelo combate tanto ao devedor contumaz - cuja lei foi regulamentada na quinta-feira - quanto aos postos que estão aproveitando a situação para aumentar abusivamente os preços.
 

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Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado; veja quem pode se vacinar

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro

27/03/2026 22h00

Arquivo / Gilberto Marques / Governo do Estado de SP

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A campanha de vacinação contra o influenza, vírus causador da gripe, começa neste sábado, 28, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No Norte, a iniciativa acontece no segundo semestre em razão da sazonalidade do vírus.

A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. Como lembra Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), o vírus influenza é uma das causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), podendo levar à hospitalização, à necessidade de UTI e ventilação mecânica, e à morte.

É fundamental ficar atento e não subestimar os riscos, ressalta a médica. "A gripe, não raramente, evolui para uma pneumonia bacteriana. Então, é uma doença muito relevante."

Isabella alerta ainda que, embora existam grupos de alto risco, desfechos graves podem acontecer com qualquer pessoa.

Aumento de casos

A campanha ocorre em meio ao avanço das tendências de SRAG de longo e curto prazo em todo o Brasil, com 22 estados em alerta, risco ou alto risco, conforme o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desta quinta-feira, 26. O crescimento é impulsionado pela alta na circulação do influenza A (um dos quatro tipos causadores de gripe), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Até 14 de março, o País registrou 14,3 mil notificações de SRAG e cerca de 840 mortes. O vírus influenza foi responsável por 28,1% dos casos graves identificados.

O grupo mais vulnerável a complicações, internações e óbitos inclui idosos, crianças com menos de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacinação desse público é a principal medida para evitar formas graves e mortes pela doença.

Diante dos números, Isabella lembra que a vacinação também tem impactos positivos no próprio sistema de saúde. De acordo com a médica, a gripe é um dos principais motivos de superlotação das emergências, o que compromete a estrutura e a disponibilidade de vagas para pacientes com outras necessidades.

Sazonalidade

Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a circulação do vírus tende a crescer a partir de março, com pico em abril. No Norte, a sazonalidade começa entre dezembro e janeiro.

Segundo Isabella, o clima é um fator determinante nesse comportamento. Os meses de inverno concentram mais casos porque o frio e o ar seco alteram o "ecossistema" das vias respiratórias, o que favorece a infecção.

A diretora da Sbim ainda esclarece que não é o frio em si que causa a gripe. O que ocorre é uma combinação entre o ambiente das vias respiratórias afetado pelas baixas temperaturas e a presença do vírus, que tem incubação muito rápida, de cerca de 24 horas.

A especialista ressalta, no entanto, que as infecções não se restringem a essas épocas e ocorrem ao longo de todo o ano, mesmo em períodos de calor.

"No ano passado, por exemplo, tivemos um surto importante de gripe fora das sazonalidades, no final do ano. O frio aumenta o risco, mas a doença não ocorre só nesses meses (de inverno)", destaca.

Quem pode se vacinar?

A vacina influenza trivalente é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é indicada, prioritariamente, para crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, idosos e gestantes

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema vacinal para crianças de 6 meses a 8 anos depende do histórico de vacinação. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose. Quem ainda não foi precisa tomar duas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.

A imunização é feita anualmente porque o vírus influenza muda com frequência. A cada campanha, as vacinas são atualizadas para contemplar as cepas em circulação, o que torna a vacinação periódica essencial. A aplicação pode ser feita no mesmo dia que outras vacinas do Calendário Nacional, como a da covid-19.

Para a campanha, o ministério disponibilizou 15,7 milhões de doses para estados e municípios. O Estado de São Paulo recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos municípios.

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