Cidades

SAÚDE | INTERIOR

Bebê morre e Chikungunya bate a 5ª morte em 2026 no MS

Pior ano em número de mortes por chikungunya no MS foi 2025, período com 17 óbitos totais em decorrência da arbovirose, com a segunda pior marca até então sendo apenas três vítimas anuais

Continue lendo...

Distante aproximadamente 230 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, a reserva indígena em Dourados registrou o óbito de um bebê de apenas um mês de vida nesta terça-feira (24), o que já coloca 2026 como o segundo pior ano em número de mortes em decorrência de Chikungunya, com cinco vítimas já registradas até antes do fim de março. 

Na conhecida aldeia Jaguapiru, reserva indígena em Dourados que vive um atual surto de chikungunya, a criança começou a manifestar os sintomas da febre chikungunya e foi internada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, que é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU-UFGD/Ebserh). 

Vale destacar que o boletim semanal da Secretaria de Estado de Saúde (SES) ainda não foi atualizado, porém, como bem abordado pelo portal local Dourados News com base no Informe Epidemiológico Diário de Monitoramento do surto de Chikungunya na reserva indígena, somente entre as comunidades já são mais de 1,1 mil notificações. 

Este já é o segundo bebê e a quinta vítima de chikungunya em Mato Grosso do Sul neste 2026. Na ordem cronológica, a terceira morte pela arbovirose em MS este ano trata-se de um bebê de 03 meses, que relatou os primeiros sinais em 06 de março e faleceu quatro dias depois. 

Mais leitos

Com sintomas que costumam ser avassaladores, a semelhança da Chikungunya entre os casos de dengue, por exemplo, aparece no fato do tempo que levam até o primeiro relato de sintomas sentidos pelos pacientes até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

No final da tarde de ontem o Governo do Estado anunciou a abertura de 15 leitos, disponibilizados através da Secretaria de Estado de Saúde para o atendimento de pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD). 

Conforme explicado pela Pasta, esses leitos serão divididos da seguinte forma: 10 leitos voltados para atendimento do público adulto, com os 5 restantes empregados para pacientes pediátricos. 

Importante esclarecer que essa medida aparece com "caráter transitório", ou seja, ficará vigente enquanto se estender essa necessidade de assistência, para fortalecer a capacidade de resposta da unidade hospitalar. 

Pelo balanço divulgado, o Hospital Regional de Dourados conta com 100 leitos atualmente, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com os leitos exclusivos para Chikungunya inseridos dentro dessa estrutura.

"Estamos atuando de forma estratégica para garantir o atendimento adequado à população, organizando nossos fluxos internos e destinando leitos específicos para os casos de Chikungunya. Essa é uma medida importante para assegurar qualidade e segurança no cuidado aos pacientes", cita a diretora-geral do hospital, Andréia Alcântara. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

Em outras palavras, o pior ano em número de mortes por chikungunya no MS foi justamente 2025, período em que um total de 17 óbitos foram registrados em decorrência dessa arbovirose, com a segunda pior marca até então sendo apenas três vítimas anuais, índice já ultrapassado antes mesmo do fim de março. 
 

Assine o Correio do Estado

Saúde

Casos de gripe crescem e MS entra em alerta de risco

No cenário nacional, o Estado está em situação de risco com o crescimento da SRAG a curto e longo prazo

02/04/2026 17h30

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

Em meio ao surto de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, outra doença vem crescendo de forma silenciosa e colocando o Estado em níveis de risco perigosos: a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

De acordo com a Fiocruz, em todo o País, os casos da doença apresentam sinal de aumento nas tendências a longo prazo, mesmo com índices de estabilidade em períodos de tempo menores.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, especialmente nos casos relacionados à Influenza A, o vírus da gripe.

Entre elas, Mato Grosso do Sul continua com níveis de crescimento, colocando a capital Campo Grande entre as 14 capitais que apresentam sinais de crescimento e nível de atividade da Síndrome em alerta, risco ou alto risco. 

No caso de MS, o avanço da SRAG nas últimas duas semanas deixa o Estado em risco, com probabilidade de crescimento de mais de 95%, com base nas atividades das últimas seis semanas. 

Em Campo Grande, o avanço da doença deixa a capital em alerta, mesmo com a probabilidade máxima de crescimento a longo prazo. 

De acordo com o Boletim, a influenza A tem sido o principal fator causador do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfis que demandam atenção por concentrarem o maior número de óbitos registrados pela doença. 

Nas últimas quatro semanas, o vírus foi responsável por 27,4% dos casos positivos da Síndrome no Brasil e 36,9% dos óbitos. 

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MSFonte: Boletim InfoGripe Fiocruz

Monitoramento

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava 885 casos de SRAG, sendo 340 com agente etiológico identificado, 408 não especificados e 137 aguardando a classificação final. 

O maior índice de casos foi registrado em crianças de 0 a 9 anos, com 412 registros. 

Além disso, também foram contabilizados 87 óbitos pela doença, com maior incidência na população de idade mais avançada, com 25 mortes no público de 80 anos ou mais. 

O causador mais comum da Síndrome é o Rinovírus, identificado em 186 casos no Estado.  O vírus é a causa mais comum do resfriado comum e responsável por grande parte das infecções respiratórias superiores. 

Além do resfriado, o rinovírus é a segunda causa mais comum de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 casos de SRAG em Mato Grosso do Sul. 


 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

Continue Lendo...

Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).