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Com aldeias no 'epicentro' da chikungunya, indígenas reclamam falta de ambulâncias em MS

Enquanto reserva em Dourados acumula todas as mortes pela arbovirose neste ano, povos originários afirmam que falta ambulâncias até para atendimentos de hemodiálise

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Com quase 85 mil indígenas em território sul-mato-grossense, o chamado Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) está sendo fechado em manifestação por parte dos povos originários, uma vez que apenas a reserva de Dourados já soma, por exemplo, todas as mortes por Chikungunya do ano até então e a população reclama da falta de ambulâncias até mesmo para atendimentos de hemodiálise. 

Ao Correio do Estado, o coordenador Conselho Terena, Cacique Célio Fialho, explicou que a ausência da atual frota que atende todo o Mato Grosso do Sul foi sentida logo no primeiro momento de paralisação dos serviços. 

"Aconteceu dia 11 a paralisação dessa frota, as viaturas são essenciais, pois elas levam os pacientes que fazem hemodiálise, aqueles que teriam que ir aos exames, além de levar a equipe multidisciplinar nas aldeias", explica o cacique.

Já no último dia 13, em nota oficial, a Cunha Locação Serviços e Transportes veio a público afirmar que o que chamaram de "lamentáveis fatos" não se tratam de atitude irresponsável da empresa, que é responsável pelo serviço há quase uma década. 

Pela nota, a empresa afirma que o interrompimento se dá devido aos "reiterados e contínuos atrasos de pagamento por parte do Dsei-MS". 

"O que já vem ocorrendo há aproximadamente dois anos, com atraso médio de aproximadamente noventa dias. Mesmo em virtude disso, a empresa de forma responsável vem pagando seus funcionários em dia, assim como deposita o FGTS e concede e paga as férias regularmente", complementa. 

Conforme a empresa, ao longo de dois anos de atrasos reiterados de pagamento pelo Dsei-MS, a empresa seguiu com a prestação dos serviços de locação de 64 veículos (ainda que sem receber), que ainda precisam das devidas manutenções já que transitam por trajetos que consistem em sua maioria por vias não pavimentadas. 

Paralisação

Em nota oficial, a empresa Cunha Veículos veio a público esclarecer os recentes entraves na prestação de serviços junto ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS). 

Com quase uma década de atuação na área, a prestadora reforça que sua trajetória sempre foi pautada pelo diálogo direto com as lideranças e pelo respeito absoluto às tradições das comunidades.

Diferente do que sugerem as críticas recentes, a empresa afirma que os problemas operacionais não são fruto de má gestão, mas sim de uma asfixia financeira causada pelo próprio órgão federal. Segundo o comunicado, o DSEI-MS acumula atrasos sistemáticos nos pagamentos há cerca de dois anos, com uma demora média de 90 dias para quitar as faturas.

Como consequência da dívida pendente, até meados deste mês de março a empresa revelou que o pagamento referente a janeiro de 2026 ainda não havia sido efetuado. 

Há cerca de uma semana uma intensa rodada de negociações ajudou a estabelecer um prazo, para que houvesse a normalização imediata do serviço. Nesta ocasião, a Cunha comprometeu-se a realizar o desbloqueio total das viaturas. 

Entretanto, essa regularização deveria acontecer até a última sexta-feira (20), o que fez com que os indígenas se concentrassem junto à sede do Distrito Sanitário - localizado na rua Alexandre Fleming, 2007, na Vila Bandeirante em Campo Grande - ontem (23). O encontro envolveu o coordenador do Conselho do Povo Terena, Cacique Célio, e representantes da empresa Cunha que é prestadora de serviços da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). 

Cenário atual

Sem uma solução imediata, essa situação da falta de ambulâncias acontece em meio a um cenário crítico com relação à Chikungunya, com Mato Grosso do Sul já registrando o 2° pior resultado da década em mortes por essa arbovirose.

Até o último balanço divulgado ontem (23) pela equipe de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES) Mato Grosso do Sul, já são quase 650 casos confirmados de Chikungunya neste ano em MS, sendo 1.426 notificações da doença, somados a outros 576 exames em análise.

Mato Grosso do Sul já soma quatro mortes por Chikungunya neste ano, todas confirmadas na área de Reserva Indígena em Dourados, o que motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Com sintomas que costumam ser avassaladores, a semelhança da Chikungunya entre os casos de dengue, por exemplo, aparece no fato do tempo que levam até o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

 

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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