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Corixos secam e ameaçam sobrevivência de isqueiros no Pantanal

Imagens feitas em um local que não secava havia cerca de 25 anos mostra milhares de peixes mortos no meio da lama próximo ao Passo do Lontra

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Além dos prejuízos causados pelos incêndios florestais, que já destruíram 692 mil hectares desde o começo do ano no Pantanal em Mato Grosso do Sul, a seca extrema está provocando a mortandade de milhares de peixes nos chamados corixos e colocando em risco o meio de sobrevivência de dezenas de pessoas que vivem da captura e venda de iscas para turistas que visitam o Pantanal. 

Um vídeo feito na semana passada no chamado Corixo do Cervo, a 88 quilômetros de Miranda e 12  antes da entrada para a Estrada Parque,  mostra milhares de tuviras, cascudos, acaris e curimbas mortos por conta da falta de água. 

Nas imagens ainda é possível ver alguns exemplares se mexendo, mas grande maioria está morta faz dias. Segundo Cícero Diomegues, isqueiro de 55 anos que há 35 tira o sustento da família catando e vendendo iscas na região, a única vez que viu o corixo secar tanto foi em 1997 ou 1998. 

Em anos de grandes cheias, o Corixo do Cervo vira um rio paralelo ao Rio Miranda e se estende até desaguar no Rio Paraguai, em uma distância superior a 120 quilômetros. Com as chuvas do ano passado, segundo o isqueiro, o corixo recebeu muita água a grandes lagos conseguiram “sobreviver” até junho. 

 

 

E, assim como no local em que ele e outro isqueiro fizeram as imagens, vários outros lagos secaram corixo abaixo nas últimas semanas. Prova disso, segundo ele, é que apesar da grande quantidade de peixes mortos , no local praticamente não havia aves de rapina, evidenciando que há sobra de alimento para estas aves em outros locais próximos no Pantanal. 

Por causa desta situação extrema, está cada vez menor a opção de locais para captura de iscas. Por enquanto, segundo ele, existem somente duas poças “vivas” na região. E ele espera que elas consigam manter água até o fim da estiagem.

 Historicamente, só a partir de outubro que chuvas mais volumosas chegam à região. E a falta de água agora é reflexo da escassez de chuvas desde outubro do ano passado. Elas foram 40% abaixo da média histórica em praticamente todo o Estado. 

As últimas chuvas na região onde foi feito o vídeo ocorreram nas primeiras semanas de abril. Na região urbana de Miranda, o volume naquele mês chegou a 242 milímetros. Em Corumbá, porém, foram apenas 70. E local onde foi feito o vídeo, está localizado entre as duas cidades. 

A família de Cícero Diomegues mora na cidade de Miranda, mas ele passa a maior parte do tempo em abrigos improvisados no meio do Pantanal. "Eu só vou pra casa uma vez por semana ou a cada dez dias. E além da falta de água no corixo, a quantidade de turistas no Pantanal está baixa e a venda de iscas não anda bem", lamenta ele. 

 

INQUÉRITO CIVIL

Unidade de Reabilitação do CEM é alvo do MPMS por falta de infraestrutura

Infiltrações, equipamentos inoperantes e ausência de contrato de manutenção preventiva são os problemas apontados

12/02/2026 11h45

Centro de Especialidades Médicas (CEM), localizado na Travessa Guia Lopes, 71, Centro, em Campo Grande

Centro de Especialidades Médicas (CEM), localizado na Travessa Guia Lopes, 71, Centro, em Campo Grande Gerson Oliveira

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Unidade Especializada de Reabilitação e Diagnóstico (Uerd) localizada no Centro de Especialidades Médicas (CEM), em Campo Grande, é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por possíveis irregularidades em estrutura e equipamentos - falta de infraestrutura.

O MPMS, por meio da 32ª Promotoria de Justiça, instaurou Inquérito Civil para investigar problemas de infiltrações, equipamentos inoperantes e ausência de contrato de manutenção preventiva, o que traz riscos para pacientes e dificuldades para servidores exercerem seu trabalho de forma eficaz.

As queixas foram apontadas pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região (Crefito-13).

De acordo com o Ministério Público, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou a chegada de novos aparelhos em 2025, como ultrassom terapêutico, laser duo, e eletroestimuladores.

Já a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) pontuou que obras de reforma no CEM já foram concluídas, como revisão completa do layout; correção de infiltrações; substituição de pisos, portas e janelas e adequações elétricas/hidrossanitárias.

Mas, apesar dos avanços, alguns problemas ainda permanecem.

A Promotoria de Justiça determinou que a Sesau apresente documentos das medidas adotadas, como contratos de manutenção, avanços nos processos de compra e ações emergenciais.

O objetivo é garantir atendimento seguro e adequado, em conformidade com os parâmetros legais e sanitários do Sistema Único de Saúde (SUS), aos pacientes.

O CEM em Campo Grande (MS) oferece serviços essenciais como neurologia, ortopedia, oftalmologia, mastologia, odontologia e pediatria. É vinculado ao SUS.

O local atende pacientes mediante agendamento, sem nenhum custo. Mas, nos últimos tempos, a população tem enfrentado meses e meses de fila de espera para conseguir atendimento no CEM.

FIM DA MAQUIAGEM

Tráfego na BR-163 encolhe, mas lucro da Motiva Pantanal dispara

Balanço da Motiva diz que o fluxo em 2025 foi 1,3% menor que em 2024, mas a empresa saiu de um prejuízo de R$ 376 milhões para lucro de R$ 558 milhões

12/02/2026 11h30

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

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Dados oficiais divulgados pela concessionária Motiva (antiga CCR) revelam que o fluxo de veículos BR-163 ao longo dos 845 quilômetros em Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% no ano passado na comparação com o ano anterior. Mesmo assim, a empresa interrompeu quase uma década de prejuízos contínuos e fechou o ano com lucro líquido de R$ 558,2 milhões, o que equivale a R$ 1,5 milhão por dia.

Os números, divulgados no balanço oficial do grupo empresarial, apontam que em 2024 o número de "veículos equivalentes" chegou a 55.115.376. No ano seguinte, foram 54.396.012, o que equiv ale a uma diferença a menor de quase 720 mil veículos. 

A explicação para esta retração, segundo a concessionária, foi o "tráfego turístico/sazonal influenciado por condições climáticas menos favoráveis". Além disso,  "menor volume das exportações vindas do MT que, apesar de uma safra forte, apresentou maior nível de competição na exportação além de maior demanda interna". 

Mesmo assim, a concessionária saiu de um prejuízo de R$ 376,5 milhões para um lucro superior a meio bilhão de reais. A explicação para esta disparidade é que nos anos anteriores havia uma espécie de maquiagem dos números relativos ao faturamento da concessionária. 

Até dezembro de 2024, somebnte te 47,3% daquilo que era arrecadado nas nove praças de pedágio era contabilizado. O restante do valor, equivalente a 52,7%, era depositado em uma espécie de poupança. Esta manobra começo em junho de 2021 e acabou em dezembro de 2024. 

No fim de 2024 foi assinado novo acordo entre a ANTT e a CCR e a partir de então o valor integral passou a ser contabilizado pela concessionária, que também sacou todos os recursos depositados nesta "poupança" durante três anos e meio. Por conta disso, os tradicionais prejuízos da concessionária desapareceram. 

A mundaça na contabilidade da concessionária faz parte de uma série de ajustes entre os controladores da Motiva e o Governo Federal. Em 22 do ano passado foi feito novo leilão e a concessionária ganhou o direito de controlar a rodovia por mais 29 anos. O novo contrato foi assinado no dia primeiro de agosto. 

De acorco dom este novo contrato, a empresa se comprometeu a duplicar pelo menos 203 quilômetros, implantar terceira faixa em 150 quilômetros e instalar 23 quilômetros de vias adicionais. 

As obras para liberação dos dois primeiros trechos de terceira faixa, em Mundo Novo, estão na fase final e a previsão é de que sejam liberadas para o tráfego no próximo mês.

Além disso, está prevista a construção de contornos urbanos em cidades como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois povoados próximo a Dourados.  No total, os investimentos totais devem ultrapassar os R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de contrato. 

Próximo a Campo Grande, na saída para Dourados estão em andamento trabalhos de duplicação, nas imediações do posto da PRF na saída para Dourados. Além disso, existem trabalhos de duplicação próximo a Jaraguari e em Coxim. 

MORTES

Com 845 quilômetros, a BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso do Sul, cortando 21 municípios de norte a sul. No ano passado, 45 pessoas morreram em decorrência de acidentes. O número, segundo a concessionária, foi 36,6% menor que no ano anterior, quando  71 pessoas perderam a vida na rodovia.

Mas, dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta quarta-feira, informam que no ano passado foram 47 óbitos na rodovia.

 

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