Cidades

BALANÇO

Cosip garante "lucro" de R$ 59,6 milhões aos cofres da prefeitura da Capital

Faturamento da cobrança pela iluminação pública alcançou R$ 148,6 milhões em 2022, mas foram gastos apenas R$ 89 milhões na manutenção

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A baixa qualidade ou a falta de iluminação pública são motivo de reclamação pelos quatro cantos de Campo Grande em qualquer época do ano. Mas o problema não acontece por falta de dinheiro. Prova disso é que no ano passado a chamada Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip) fechou com superávit de R$ 59,6 milhões. 

Conforme dados publicados nesta terça-feira no Diogrande, o diário oficial do município, a Cosip rendeu R$ 148,6 milhões no ano passado. E deste montante, apenas R$ 89 milhões foram gastos com a manutenção do sistema e pagamento da conta de energia. 

Os desembolsos com o serviço em 2022 foram menores inclusive que no ano anterior, quando a prefeitura diz ter investido R$ 91,6 milhões. Naquele ano também sobrou dinheiro, mas o volume foi menor, da ordem de R$ 40 milhões. Foram arrecadados R$ 131 milhões e desembolsados, R$ 91,6 milhões. 

Cosip foi o nome criado na administração do então prefeito André Puccinelli para dar legalidade à antiga taxa de iluminação pública. Mas mesmo assim a polêmica continuou e a cobrança sempre foi alvo de reclamações. Em 2017, chegou a ser suspensa por seis meses, mas logo o Tribunal de Justiça deu ganho de causa à prefeitura e a cobrança foi retomada. 

O valor da “taxa” depende do consumo do imóvel. Quando a fatura mensal fica abaixo de 100 quilowatts/hora, por exemplo, existe a isenção. Por outro lado, é cobrado 4,50% sobre o valor consumido quando se utiliza entre 101 a 150 quilowatts/hora mensais. Ao todo são 14 faixas com alíquotas diferentes 

BALANÇO ANUAL

Os demonstrativos sobre o superávit da Cosip fazem parte de um amplo relatório, de 91 páginas do Diogrande, que trouxe o Balanço Consolidado do Exercício de 2022 da prefeitura da Capital. 

Este mesmo relatório aponta que a previsão da administração era arrecadar R$ 4,79 bilhões ao longo do ano, mas o montante chegou a R$ 5,72 bilhões. Mesmo assim, as contas fecharam no vermelho. 

O déficit da prefeitura ficou em R$ 232,8 milhões e as despesas com pessoal são apontadas como um dos principais vilões. A previsão era gastar R$ 2,25 bilhões, mas o volume chegou a R$ 3,14 bilhões. Ou seja, foram R$ 895 milhões acima do previsto, conforme os números oficiais.

 E estes dados também mostram que o comprometimento da Receita Corrente Líquida com a folha de pagamento está acima do limite. Conforme este balanço, a folha consome 57,02 da receita, sendo que a legislação prevê que este índice deveria ser de 54%. . 

ação da ANP

Posto de combustível e revendedora de gás são autuadas por irregularidades em MS

Ação da Agência Nacional do Petróleo fiscalizou o mercado de abastecimento em 18 estados do País

18/02/2026 18h31

Em Campo Grande, um posto de combustíveis foi interditado

Em Campo Grande, um posto de combustíveis foi interditado Foto: Procon/MS

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Um posto de combustíveis e uma revendedora de gás de Mato Grosso do Sul foram autuadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) por irregularidades. A fiscalização fez parte de uma ação nacional da ANP.

Conforme a agência, no Estado, foram fiscalizadas 14 postos de combustíveis, seis revendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), duas distribuidoras de GLP e um depósito de GLP, nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Ladário e Três Lagoas.

Foram lavrados dois autos de infração e coletadas quatro amostras de combustíveis para análise em laboratório.

As infrações foram constatadas no Auto Posto Marechal Deodoro, localizado em Campo Grande, ena revenda Só Gás de Corumbá MS Ltda. 

No caso do posto da Capital, as irregularidades encontradas foram ausência de Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), ausência de Registro de Análise de Qualidade (RAQ) e identificação do fornecedor do combustível automotivo (transição de bandeira). Em todos os casos, a Medida Reparadora de Conduta já foi aplicada.

Em Corumbá, a revenda tinha balança em desacordo com a legislação.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização.

As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Nenhum estabelecimento do Estado foi interditado.

Conforme a ANP, nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes.

Fiscalização

A fiscalização ocorreu entre os dias 9 e 13 de fevereiro, em 18 estados do País.

Ainda segundo a ANP, as ações de fiscalização são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência, entre outros.

Dessa forma, as ações são focadas nas regiões com indícios de irregularidades.    

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do telefone 0800 970 0267 ou do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

PRESOS EM FLAGRANTE

Dupla pagou garrafa de bebida para homens invadirem e roubarem casa alugada

Os autores afirmaram que foram autorizados pelos donos da casa a subtrairem qualquer objeto do local, já que o inquilino não estava pagando o aluguel

18/02/2026 18h05

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na tarde desta terça-feira (17), a equipe de Força Tática da Polícia Militar prendeu três indivíduos, identificados como Daniel de Lucena Guedes, Alex Sander Alves dos Santos e Rudyclei de Moura, no bairro Jardim São Conrado, enquanto os autores furtavam uma residência.

Ao chegar no local, os militares fizeram uma varredura no terreno baldio que fica ao lado da residência, quando localizaram e abordaram Daniel nos fundos da propriedade, roubando duas cadeiras de nylon. O homem utilizou uma escada para pular o muro da casa e evitar o sistema de segurança.

Os policiais encontraram os outros dois envolvidos em um terreno baldio que fica em frente a residência. Alex Sander, ao notar a aproximação da equipe, passou a simular que realizava a limpeza do local. Rudyclei foi localizado e abordado nos fundos da propriedade, onde se encontrava escondido e deitado em um sofá velho, atrás de uma árvore.

Em entrevista, Rudyclei e Alex Sander relataram que um indivíduo em uma motocicleta branca, juntamente
com uma mulher de bicicleta que dizia ser a proprietária do imóvel, aproximaram-se deles, e informaram que o morador da residência não estaria pagando o aluguel.

Segundo o relato, como o imóvel estaria desocupado naquele momento, o homem na motocicleta deu a eles uma garrafa de bebida alcoólica como forma de pagamento para que invadissem o imóvel e deu autorização para roubarem quaisquer objetos.

Além das cadeiras de nylon, Daniel também tentou roubar uma roda de carro, porém quando percebeu a aproximação da equipe policial, pulou novamente para fora do quintal, buscando se esconder entre as folhagens do terreno baldio.

A vítima compareceu ao local e relatou que, ao perceber que sua residência estava sendo invadida, acionou
imediatamente o serviço de emergência pelo número 190. Por meio das imagens captadas pelas câmeras de
segurança, foi confirmada a entrada de Daniel na residência, bem como a permanência e movimentação de Alex Sander e Rudyclei em frente ao imóvel momentos antes da invasão.

Os autores foram conduzidos à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol (DEPAC/Cepol) para as providências legais cabíveis. O crime imposto foi o furto qualificado com abuso de confiança e mediante concurso de pessoas.

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