Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Defensoria pede suspensão do concurso do TCE por não cumprir cotas em MS

Além de promover a reserva de vagas para negros e indígenas, órgão solicita a abertura de novo prazo de inscrição para identifcação como integrantes desses grupos

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Através do Núcleo da Fazenda Pública, Moradia e Direitos Sociais (Nufamd), a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul resolveu ajuizar uma ação civil pública, com pedido de tutela antecipada de urgência, pedindo suspensão dos concursos públicos do Tribunal de Contas Estadual por "omissão em relação à reserva de vagas", as chamadas cotas. 

Esse concurso, vale lembrar, previa vagas para os cargos  de conselheiro substituto, auditor e analista de controle externo, como acompanhou o Correio do Estado, com processo seletivo conduzido pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Agora, através da ação civil pública, a Defensoria busca proteger os interesses coletivos e/ou individuais homogêneos de cidadãos e cidadãs de grupos sociais determinados por suas características étnico-raciais, negros e indígenas.

Conforme o texto da ação, com os dois concursos públicos executados pela empresa Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), ambos os editais traziam previsão de cadastro reserva, assegurando à pessoa com deficiência (PcD) a reserva de 5% das vagas que vierem a ser criadas durante o prazo de validade dos concursos. 

Porém, esses editais teriam sido omissos em relação à reserva de vagas para candidatos negros (20%) e indígenas (3%), conforme disposto na Lei Estadual nº 3.594, de 10/12/2008, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 15.788, de 07/10/2021.

"Alguns candidatos procuraram a Defensoria Pública para relatar e reclamar tal irregularidade, este Núcleo expediu o ofício ao Presidente do TCE/MS enviado no dia 29/07/2025, pugnando pela imediata retificação do edital para inclusão das cotas legalmente previstas", cita o documento.

Desdobramentos

Enquanto aguardava retorno dos ofícios, em 05 de agosto de 2025 a banca Cebraspe teria publicado as respostas às impugnações dos editais, dentre as quais havia a para inclusão da reserva de vagas para candidatos negros e indígenas, a qual foi julgada pelo indeferimento. 

O texto destaca o argumento encaminhado à Defensoria, que apontava "não haver norma legal específica que institua a obrigatoriedade de reserva de vagas para candidatos negros e indígenas nos concursos promovidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul". 

"À míngua de previsão legal específica que estenda a política de cotas raciais no âmbito do Tribunal de Contas, mostra-se juridicamente inviável a adoção dessa medida nos concursos públicos em questão. A Administração Pública, em respeito ao princípio da legalidade estrita, não pode inovar no ordenamento jurídico ou criar distinções sem a devida previsão legal", expõe. 

Segundo a Defensoria, a recusa do Tribunal em adotar cotas previstas em lei configura, portanto, afronta direta às normas federal e estadual, bem como aos princípios constitucionais da igualdade, além de perpetuar a discriminação indireta "contra os grupos historicamente marginalizados que a política afirmativa visa proteger".

Diante da flagrante violação de direitos e o perigo da demora de um "provimento jurisdicional ao final da lide", a concessão da tutela de urgência revela-se justa e necessária, pedindo a aplicação das reservas de vagas para negros e indígenas nos concursos públicos do TCE/MS. 

Cargos

Para a função de conselheiro substituto do TCE-MS, há remuneração prevista no valor de R$ 41.845,49, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, com exigência dos seguintes requisitos para ser considerado apto a exercer o cargo:

  • Diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior em qualquer área de formação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC);
     
  • Mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional.

No cargo de analista de controle externo, para formados em Direito, há a remuneração de R$ 10.352,75, com carga horária de 30 horas semanais, enquanto a função de auditor têm salário de R$ 14.232,67, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, que possuíam vagas para as seguintes áreas:

  • Auditor de Controle Externo – Área: Ciências Contábeis;
  • Auditor de Controle Externo – Área: Direito;
  • Auditor de Controle Externo – Área: Engenharia Civil;
  • Auditor de Controle Externo – Área: Tecnologia da Informação.

 

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Atlas/Bloomberg

Lula cai 3,8 pontos e Flávio cresce 2,9 em principal cenário de 1º turno

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%

25/02/2026 07h54

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro

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Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 25, aponta recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no principal cenário de primeiro turno das eleições presidenciais.

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%. Ante a rodada anterior, de janeiro, Lula caiu 3,8 pontos porcentuais, enquanto o senador cresceu 2,9 pontos.

Na sequência, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,9%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,9%; o presidente do partido Missão, Renan Santos, com 2,9%, e o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

Em um segundo cenário de primeiro turno, Lula marca 45,1%, seguido por Flávio, com 39,5%. Zema aparece com 3,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 3,8%; Renan Santos, com 3,2%; e Aldo Rebelo, com 1,1%.

No terceiro cenário testado, Lula soma 45,3% e Flávio, 39,1%. Zema registra 5,7%; Renan Santos, 3,7%; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), 1,6%; e Aldo Rebelo, 1,2%.

No quarto cenário, o petista registra 43,3% das intenções de voto, seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 36,2%, Zema, com 8,5%, Caiado com 5,1%, Renan Santos, com 2,5% e Aldo Rebelo, com 0,9%.

Já em um quinto cenário, Lula amplia a vantagem e alcança 47,1%, enquanto Flávio recua para 33,1%. Nesse quadro, Tarcísio aparece com 7,4%; Caiado tem 4,1%; Renan Santos, 3,3%; Zema, 1,5%; e Aldo, 1,4%.

No sexto cenário, com substituição do candidato do PT, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), registra 39,1%, tecnicamente empatado, na margem, com Flávio Bolsonaro, que tem 37,1%. Zema marca 4,1%; Caiado, 3,8%; Renan Santos, 3,5%; e Aldo, 1,4%.

Popularidade

A pesquisa  também mostra piora na avaliação do presidente Lula, com leve avanço na desaprovação e queda mais acentuada na aprovação do governo.

Segundo o levantamento, 46,6% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula na Presidência, enquanto 51,5% desaprovam. Em relação à rodada anterior, a desaprovação oscilou 0,8 ponto porcentual para cima, e a aprovação recuou 2,1 pontos porcentuais.

Na avaliação qualitativa do governo, 42,7% classificam a gestão como ótima ou boa, ao passo que 48,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 8,9% avaliam o governo como regular. Na comparação com a pesquisa anterior, a taxa de ótimo ou bom caiu 4,4 pontos porcentuais, enquanto o índice de ruim ou péssimo oscilou 0,1 ponto porcentual para baixo. Já a avaliação regular cresceu 4,5 pontos porcentuais.

Recortes demográficos

Entre os segmentos que mais aprovam o presidente estão agnósticos ou ateus (73,5%), idosos (60,4%) e eleitores de maior renda (58,5%). Por outro lado, os grupos com maior índice de desaprovação são evangélicos (74,2%), moradores da região Centro-Oeste (69%) e pessoas com idades entre 25 e 34 anos (63,4%).

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

SEM EXPLICAÇÃO

Preço sobe, mas MS ainda tem o etanol mais barato do país

Combustível subiu em torno de 20 centavos nas últimas semanas e já não é mais vantajoso diante da gasolina

25/02/2026 07h20

Conforme a ANP, o menor preço médio estadual, de R$ 4,25, foi registrado em Mato Grosso do Sul na pesquisa encerrada dia 21

Conforme a ANP, o menor preço médio estadual, de R$ 4,25, foi registrado em Mato Grosso do Sul na pesquisa encerrada dia 21

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Os preços médios do etanol hidratado subiram em Mato Grosso do Sul e mais oito estados, caíram em outros 8 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 8 na semana encerrada no dia 21 de fevereiro. No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Mas, apesar da alta, o preço do etanol em Mato Grosso do Sul ainda é o mais em conta do país. 

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol ficou estável na comparação com a semana anterior, a R$ 4,65 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço também ficou estável em R$ 4,46 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 7,11%, foi registrada em Alagoas, de R$ 4,78 para R$ 6,24 o litro. A maior queda, de 1,96%, ocorreu no Distrito Federal, de R$ 5,10 para R$ 5,00 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,83, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,25, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro.

Competitividade

O etanol não era competitivo em relação à gasolina em nenhum Estado na semana encerrada em 21 fevereiro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 73,81% ante a gasolina, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
 

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