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Atlas/Bloomberg

Lula cai 3,8 pontos e Flávio cresce 2,9 em principal cenário de 1º turno

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%

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Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 25, aponta recuo nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no principal cenário de primeiro turno das eleições presidenciais.

No cenário considerado principal pelo levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 37,9%. Ante a rodada anterior, de janeiro, Lula caiu 3,8 pontos porcentuais, enquanto o senador cresceu 2,9 pontos.

Na sequência, aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,9%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,9%; o presidente do partido Missão, Renan Santos, com 2,9%, e o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

Em um segundo cenário de primeiro turno, Lula marca 45,1%, seguido por Flávio, com 39,5%. Zema aparece com 3,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 3,8%; Renan Santos, com 3,2%; e Aldo Rebelo, com 1,1%.

No terceiro cenário testado, Lula soma 45,3% e Flávio, 39,1%. Zema registra 5,7%; Renan Santos, 3,7%; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), 1,6%; e Aldo Rebelo, 1,2%.

No quarto cenário, o petista registra 43,3% das intenções de voto, seguido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 36,2%, Zema, com 8,5%, Caiado com 5,1%, Renan Santos, com 2,5% e Aldo Rebelo, com 0,9%.

Já em um quinto cenário, Lula amplia a vantagem e alcança 47,1%, enquanto Flávio recua para 33,1%. Nesse quadro, Tarcísio aparece com 7,4%; Caiado tem 4,1%; Renan Santos, 3,3%; Zema, 1,5%; e Aldo, 1,4%.

No sexto cenário, com substituição do candidato do PT, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), registra 39,1%, tecnicamente empatado, na margem, com Flávio Bolsonaro, que tem 37,1%. Zema marca 4,1%; Caiado, 3,8%; Renan Santos, 3,5%; e Aldo, 1,4%.

Popularidade

A pesquisa  também mostra piora na avaliação do presidente Lula, com leve avanço na desaprovação e queda mais acentuada na aprovação do governo.

Segundo o levantamento, 46,6% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula na Presidência, enquanto 51,5% desaprovam. Em relação à rodada anterior, a desaprovação oscilou 0,8 ponto porcentual para cima, e a aprovação recuou 2,1 pontos porcentuais.

Na avaliação qualitativa do governo, 42,7% classificam a gestão como ótima ou boa, ao passo que 48,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 8,9% avaliam o governo como regular. Na comparação com a pesquisa anterior, a taxa de ótimo ou bom caiu 4,4 pontos porcentuais, enquanto o índice de ruim ou péssimo oscilou 0,1 ponto porcentual para baixo. Já a avaliação regular cresceu 4,5 pontos porcentuais.

Recortes demográficos

Entre os segmentos que mais aprovam o presidente estão agnósticos ou ateus (73,5%), idosos (60,4%) e eleitores de maior renda (58,5%). Por outro lado, os grupos com maior índice de desaprovação são evangélicos (74,2%), moradores da região Centro-Oeste (69%) e pessoas com idades entre 25 e 34 anos (63,4%).

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto porcentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

DECISÃO JUDICIAL

Justiça determina reestruturação de onze UBSs em Campo Grande

Inquéritos civis constataram a precariedade estrutural, insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população nas unidades

25/04/2026 12h30

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto)

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto) Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou que sejam adotadas melhorias em 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Campo Grande.  Foram constatadas graves falhas na prestação dos serviços da atenção básica. A decisão é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público Estadual (MPE), que tramitou na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

O MPE, através da 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, investigou a situação, por meio de vistorias técnicas e inquéritos civis, constatando a precariedade estrutural, a insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população.

As irregularidades foram identificadas nas UBSs dos bairros Caiçara, Jockey Club, Coophavila II, Pioneira, Vila Popular, Aero Rancho, 26 de Agosto, Silvia Regina, Lar do Trabalhador, Dona Neta e Buriti.

As vistorias in loco, realizadas entre 2017 e 2019 por assessores técnicos do MPE, revelaram problemas recorrentes, como ambientes físicos inadequados, falta de materiais básicos, ausência de equipamentos para atendimentos de urgência de baixa complexidade e falta de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, etc.

Ação civil pública

Diante da persistência das irregularidades, mesmo após recomendações administrativas expedidas ao Município desde 2016, o MPE ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, sustentando que a omissão do poder público compromete diretamente o direito fundamental à saúde.

O órgão ministerial destacou que as irregularidades produzem consequências graves, como a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos Centros Regionais de Saúde (CRSs), que passam a absorver demandas de baixa complexidade que deveriam ser resolvidas nas UBSs.

Na ação, o MPE solicitou que o Município de Campo Grande fosse obrigado a regularizar o quadro de profissionais das 11 unidades no prazo de 60 dias e a providenciar todos os materiais e equipamentos básicos e de urgência no prazo de 120 dias, sob pena de multa diária.

A determinação judicial estabelece a necessidade de melhorias estruturais e operacionais nas UBSs, com o objetivo de garantir condições mínimas e adequadas de atendimento à população de Campo Grande.

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R$ 51,2 milhões

Governo de MS autoriza início das obras do anel viário em Bonito

Anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena)

25/04/2026 12h00

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras Alvaro Rezende/Governo de MS

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Governo de Mato Grosso do Sul autorizou o início das obras de construção do anel viário de Bonito, município turístico localizado a 298 quilômetros de Campo Grande.

O anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena).

No projeto, está prevista construção de rotatória, pista dupla, redutor de velocidade, passarela de pedestre, ciclovia, passagem de gado e túnel sobre a Estrada Boiadeira – antigo corredor de boiada.

O valor estimado da obra é de R$ 51.285.390,58. A realização é da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul).

O anel viário promete desviar caminhões que trafegam no centro de Bonito. A reivindicação da obra é feita há anos pela Prefeitura Municipal do município.

Diariamente passam pela região em torno de 500 caminhões procedentes da região de Jardim, com destino a Bodoquena e Miranda, o que atrapalha o trânsito e o fluxo de carros de passeio.

De acordo com o prefeito da cidade, a obra é um “sonho” desde 2016. Em 2021, a Prefeitura de Bonito buscou ajuda financeira do Governo do Estado para que esse “sonho” saísse do papel e se tornasse realidade. Mas, algumas turbulências surgiram ao longo desses cinco anos.

Em 2022, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) prometeu que a licitação para a construção seria feita ainda no primeiro semestre daquele ano e que seriam destinados R$ 27 milhões no projeto, que agora, quatro anos depois, vai consumir quase o dobro.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a licitação do anel viário chegou a ser aberta algumas vezes, teve empresas interessadas, mas, de acordo com a Agesul, em determinada época, nenhuma delas atendeu as exigências e o certame fracassou.

Algumas das construtoras interessadas foram Caiapó (GO), Agrimat Engenharia (MT), São Cristóvão (GO), Mobicon (GO) e Pavotec Pavimentação (MG). Mas, nenhuma atendeu a todos os critérios exigidos pela Agesul.

Em 16 de setembro de 2025, a empreiteira cearense Cosampa Construções finalmente venceu a licitação e irá construir o anel viário.

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel (PP), a obra é emblemática para o município.

“Esse anel rodoviário aqui é fundamental para o desenvolvimento de toda região. Os caminhões que passam aqui não passarão mais no centro, para eles é melhor do ponto de vista logístico, para quem está na cidade é muito melhor, o culturismo é importante. É uma obra que nasce com todos os conceitos de responsabilidade ambiental inseridas nela, custo 12% maior só para garantir o menor impacto possível tanto na fauna quanto na flora ao longo da utilização da rodovia”, pontuou o governador.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, afirmou que o sonho vai se tornar realidade.

"Sonho que começou em 2016 quando começamos o projeto. Corremos atrás e em 2021 fomos atrás do Estado para viabilizar este sonho, que agora será realizado. Vai desafogar os veículos pesados da nossa cidade. O sentimento é de gratidão", ressaltou o prefeito.

Projeto do contorno rodoviário está concluído há mais de três anos. Em 2022 foi aprovado o novo traçado da rodovia, contornando a cidade pela região sul e passando por uma área ocupada irregularmente por cerca de 60 famílias, que terão de ser realocadas. 

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras

 TURISMO

Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 71.730 turistas de 1° de janeiro a 31 de março de 2026.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (36,41%), Paraná (10,08%), Rio Grande do Sul (7,55%), Mato Grosso do Sul (7,28%), Rio de Janeiro (7,06%), Santa Catarina (6,77), entre outros.

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (56,38%), Sul (28,12%), Centro-Oeste (10,76%), Nordeste (3,70%) e Norte (1,04%).

BONITO

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completou 77 anos em 2025.

A partir de dezembro de 2025, viajar para Bonito ficou mais caro: a Prefeitura anunciou a cobrança de Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15 por pessoa. 

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Três linhas aéreas operam em Bonito: Gol, Latam e Azul.

O município recebeu esse nome por herança da Fazenda Rincão Bonito, de onde o distrito foi desmembrado.

Foi fundada em 1927 e com a criação do território Federal de Ponta Porã, pelo Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, é lhe anexado como Distrito de Paz de Miranda.

Mas, tornou-se município apenas em 2 de outubro de 1948, ainda pertencente ao estado de Mato Grosso. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, após divisão do território.

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