Cidades

DUPLO HOMICÍDIO

Desacerto por drogas foi estopim para mortes de mulheres em Rochedo

Os corpos de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontrados parcialmente carbonizados

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O desacerto por conta de drogas foi a causa das mortes de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, em Rochedo, nesta quarta-feira (23), segundo o delegado da Polícia Civil no município, Valmir Moura Fé.

Um homem, identificado como Luíz Carlos, vulgo "Bob Esponja", morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto o outro envolvido, Lucas Batista Ferreira, foi preso em Rio Negro. Um menor de idade foi apreendido por guardar drogas em casa e foi enquadrado como crime análogo a tráfico de entorpecentes.

Valmir Moura FéValmir Moura Fé, delegado da Polícia Civil de Rochedo / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Segundo o depoimento de uma testemunha e de Lucas Batista Ferreira, um grupo de amigos se reuniu antes do crime e, na terça-feira (22), estavam bebendo, quando em determinado momento foram para a casa de Vitória Gabriely, onde continuaram ingerindo bebida alcoólica e usando drogas.

Quando o grupo de amigos foi embora, ficou apenas a testemunha, que é irmão de criação de Vitória Gabriely, e as duas vítimas. Por volta das 3h chegou o Luiz Carlos e começou a ter a desavença com as duas mulheres por conta de droga, mais especificamente com Ellen.

A desavença, segundo Lucas, seria porque a Ellen estaria guardando droga lá na casa a contragosto desse comparsa que estava no telefone. Ela teria vindo de Campo Grande e iria dormir naquela casa.

De acordo com o delegado, Luiz Carlos falava com outro comparsa do crime pelo celular, E em certo momento, ele e o Lucas começaram a bater nas vítimas dentro do quarto, com coturno e usando uma faca também. Além disso, enforcaram as duas mulheres com as mãos e uma corda também.

No exame de perícia, também foram identificadas vários pontos de golpes de facas. Não havia um corte profundo, mas pequenos cortes. Os policiais ainda aguardam o exame necroscópico para entender se a causa da morte foi por causa das facadas ou do enforcamento, porém a primeira impressão das autoridades é que tenha sido pela segunda opção.

No caso da Ellen, os criminosos usaram um cutorno para bater na cabeça dela, o que causou traumatismo craniano.

Captura de Lucas Batista

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Delegacia de Rochedo, prendeu Lucas Batista Ferreira, envolvido no duplo homicídio de Ellen Vitória Moreira da Cruz e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, ocorrido na madrugada de quarta-feira (23), em Rochedo.

As diligências foram iniciadas imediatamente após o crime e resultaram na localização e prisão do suspeito, que foi autuado em flagrante pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tráfico de drogas e corrupção de menores.

Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, as vítimas estariam ligadas a uma organização criminosa do Rio de Janeiro, enquanto os suspeitos teriam ligação com uma organização criminosa oriunda de São Paulo.

Segundo levantamento prévio, o crime teria sido registrado em vídeo e transmitido ao vivo para integrantes da organização criminosa da qual os autores fazem parte.

Na operação, foram apreendidos a faca que teria sido utilizada nos homicídios, drogas, aparelhos celulares e outros objetos que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros envolvidos.

Duplo homicídio

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas durante a madrugada desta quarta-feira (23), dentro de uma casa na Avenida Evangelina Vieira, em Rochedo.

Os corpos estavam parcialmente carbonizados após um incêndio atingir o imóvel. Conforme as informações da investigação, as jovens foram esganadas e apresentavam ferimentos provocados por arma branca antes de o fogo ser iniciado.

Vitória Gabriely tinha golpes de faca no tórax, pescoço e costas, enquanto Ellen apresentava ferimento no pescoço e uma lesão na cabeça.

sabatina

Secretário atribui buraqueira nas ruas a operação do MPMS e à chuva

Titular da Sisep diz que número de equipes de tapa-buracos caiu de 7 para 2 após operação. Agora são 12, mas a lentidão dos trabalhos persiste

27/10/2026 11h20

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27)

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Embora reconheça que em 2025 já tenha ocorrida queda de 30% nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande no comparativo com a média dos anos anteriores, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, atribuiu responsabilidade pelo caos da buraqueira nas ruas de Campo Grande à operação do Ministério Público Estadual que em maio deste ano resultou na suspensão de quatro dos sete contratos que estavam em vigor até então.

Além disso, conforme a sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores, alegou que o aumento das chuvas ao longo deste ano estão atrapalhando o andamento dos trabalhos, já que diz estar com 12 equipes à disposição. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo o secretário, foram 1,2 mil milímetros. No ano anterior, segundo ele, foram 698 milímetros.

A operação “Buracos sem Fim” foi desencadeada no dia 12 de maio e apontou supostas fraudes em contratos que somam mais de R$ 113 milhões com a empreiteira Rial (que depois disso passou a se chamar de Força). Naquela data,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono da Rial foi preso e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas, entre as quais o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois daquela operação, a quantidade de equipes no serviço de tapa-buracos caiu para apenas duas, fazendo com que o volume mensal de serviços tenha despencado de 92 mil metros quadrados para apenas 17,9 mil metros quadrados em junho.

Desde o final de setembro, porém, são 12 equipes atuando nas ruas, segundo o secretário. Mesmo assim, admitiu André Brandão, apenas 14,1 mil metros quadrados de buracos foram tapados na cidade nos primeiros 15 dias outubro. Essa lentidão, alega o secretário, ocorreu por conta do grande volume de chuvas naquele período.

Em setembro, que segundo ele também foi um mês marcado por chuvas que ele considerou acima da média (151mm), a quantidade de buracos tapados também ficou muito abaixo daquilo que ocorria historicamente na cidade. Foram apenas 34,8 mil metros quadrados, segundo o secretário, sendo que normalmente este volume ficava próximo a 100 mil metros quadrados.

Além de atribuir a buraqueira à operação do MPMS e à chuva, o secretário também atribuiu a situação caótica à escassez de recursos. E uma das explicações é a queda nos repasses do Fundersul, que são administrados pelo Governo do Estado. Em 2017, segundo ele, foram R$ 23 milhões. Para 2026 estão previstos apenas R$ 2,7 milhões, conforme ele.

O secretário da Sisep foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores às vésperas de os legisladores instalarem uma CPI para investigar a proliferação dos buracos pela cidade. Com apoio dos 29 vereadores, ela deve ser oficialmente criada na próxima quinta-feira (29)

Na sabatina desta terça-feira (27) cada vereador pode fazer dois questionamentos e a suposta falta de qualidade dos serviços de tapa-buracos esteve entre os principais questionamentos, já que os buracos normalmente reaparecem dias após a passagem das equipes em boa parte das vias que são atendidas. A dúvida, segundo eles, é saber se a corrupção no serviçou acabou ou não. 

TRÁFICO DE DROGAS

PRF apreende mais de 700 quilos de cocaína em caminhão na BR-262

Motorista foi preso em flagrante em Corumbá; além da cocaína, policiais encontraram mais de 400 quilos de skunk, haxixe e duas pistolas

27/10/2026 11h12

Drogas estavam escondidas em sacos pretos no compartimento de carga de um caminhão abordado pela PRF na BR-262

Drogas estavam escondidas em sacos pretos no compartimento de carga de um caminhão abordado pela PRF na BR-262 Divulgação/PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 726 quilos de cocaína durante fiscalização realizada nesta terça-feira (27), na BR-262, em Corumbá, município localizado na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Além da cocaína, os agentes encontraram 418 quilos de skunk, 13,2 quilos de haxixe e duas pistolas calibre 9 milímetros. O motorista do caminhão foi preso em flagrante.

A apreensão ocorreu durante uma abordagem de rotina na rodovia. Ao ser questionado sobre a viagem, o condutor afirmou que o caminhão estava vazio porque uma pane mecânica havia impedido o carregamento da mercadoria.

No entanto, ao solicitar mais informações sobre o trajeto, os policiais perceberam contradições nas respostas do motorista, o que levantou suspeitas e motivou uma vistoria mais detalhada no veículo.

Durante a inspeção do compartimento de carga, a equipe encontrou diversos sacos pretos que escondiam os entorpecentes.

Dos 726,8 quilos de cocaína apreendidos, 347,9 quilos eram de pasta-base e 378,9 quilos de cloridrato de cocaína. A carga também incluía 418 quilos de skunk, variedade mais potente da maconha, e 13,2 quilos de haxixe.

Aos policiais, o motorista relatou que havia recebido a carga ilícita em Corumbá e que deveria transportá-la até o município de Miranda, também localizado na região oeste do Estado.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com os entorpecentes e as armas apreendidas, à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá.

Operação Capolínea

A apreensão ocorre 12 dias após a deflagração da Operação Capolinea, realizada em 15 de outubro pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (Ficco/MS), que teve entre os alvos o narcotraficante Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de fronteira.

A operação investigou uma organização criminosa suspeita de transportar drogas da Bolívia para o Brasil, utilizando principalmente caminhões carregados com minério de ferro para esconder os entorpecentes. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado aproximadamente 24 toneladas de drogas, distribuídas para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Na ocasião, foram expedidos 21 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 24 milhões em bens dos investigados. Entre os envolvidos estava um vigilante da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, suspeito de repassar informações internas aos traficantes.

Apesar da coincidência da região de atuação e do uso de caminhões para o transporte de drogas, não há informações oficiais que relacionem a apreensão desta terça-feira à organização investigada na Operação Capolinea.

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