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Evento "Cê Tá Doido" provoca caos no trânsito e expõe falhas na mobilidade em Campo Grande

Caos na Duque de Caxias expõe despreparo da Capital para megaeventos

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A realização do projeto “Cê Tá Doido” em Campo Grande mobiliza fãs de música sertaneja e provoca grandes transtornos no trânsito em uma das principais vias da cidade. O evento, que transforma postos de combustíveis em palco para gravações musicais, ocorre nesta quarta-feira (22), com apresentações de Ícaro & Gilmar e Humberto & Ronaldo.

Com proposta inovadora, o “Cê Tá Doido” ganhou notoriedade nas redes sociais ao apostar em um formato diferente de show: apresentações gravadas em postos de combustível, com palco em 360° e proximidade com o público, criando um ambiente semelhante a uma confraternização entre amigos. O que começou como uma gravação improvisada se transformou em um fenômeno itinerante, percorrendo diversas cidades do país.

Situações como essa expõem fragilidades no planejamento urbano da Capital ao receber eventos de grande porte, especialmente quando há mudanças de última hora em uma das vias mais importantes da cidade, gerando impactos diretos à população.

A Prefeitura confirmou interdições parciais na Avenida Duque de Caxias a partir das 15h, horário de pico para motoristas que seguem em direção ao aeroporto ou retornam do trabalho.

A medida gerou preocupação entre moradores, que apontam que os impactos vão além do evento pontual e evidenciam desafios estruturais no planejamento viário de Campo Grande.

Motoristas já sentem os reflexos das alterações no trânsito. O professor de Educação Física Bruno Silva, de 30 anos, que tinha um voo de Campo Grande para Campinas, relatou atraso no trajeto.

“Demorei cerca de 10 minutos a mais para chegar ao aeroporto. Aparentemente, o caos vai começar a partir de agora”, afirmou.

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O comerciante Fábio Pereira, de 40 anos, disse que já esperava os transtornos.

“Campo Grande não tem estrutura para receber um evento dessa proporção. O horário de pico agrava ainda mais o trânsito em uma via que dá acesso a várias regiões da cidade e também prejudica quem precisa chegar ao aeroporto”, destacou.

Já o administrador Luiz Oliveira afirmou que não tinha conhecimento do evento.

“Nem estava sabendo de show nenhum. Estou voltando para casa e, de repente, esse caos aqui na Duque de Caxias. Se com organização prévia nada funciona nessa cidade, imagina com show marcado em cima da hora”, criticou.

Problemas semelhantes já foram registrados recentemente, como no dia 9 de abril, durante o show da banda Guns N' Roses, que também causou transtornos a fãs e moradores.

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Apesar de gratuito, o evento exigiu cadastro prévio para retirada de ingressos, que se esgotaram rapidamente, cerca de 4 mil entradas foram disponibilizadas. A organização reforçou que os ingressos são nominais e vinculados ao CPF, sendo obrigatória a apresentação de documento oficial.

A abertura dos portões está prevista para as 16h, com início da gravação às 18h. Com temática inspirada na Copa do Mundo, o público foi incentivado a comparecer com roupas nas cores do Brasil, com o objetivo de criar uma atmosfera de celebração coletiva durante a gravação do DVD.

A estrutura do evento e a expectativa de grande público ampliam as preocupações com a mobilidade urbana na região. A Avenida Duque de Caxias, importante ligação com a região da Nova Campo Grande e acesso ao aeroporto, pode sofrer impactos significativos, especialmente devido a estacionamentos irregulares e à presença de ambulantes.

Organizador

Em pronunciamento nas redes sociais, o organizador Rafael Cabral pediu a colaboração do público para evitar transtornos e garantir a segurança. Ele destacou que a escolha de Campo Grande foi feita com carinho, mas reconheceu os desafios logísticos.

Segundo ele, mudanças na estrutura ou no local do evento não são viáveis neste momento, pois poderiam adiar a gravação por até dois meses, em função da agenda dos artistas.

O organizador também ressaltou que houve apoio das autoridades locais desde a apresentação da proposta e afirmou que a equipe trabalha para acomodar o maior número possível de pessoas no espaço do evento.

Ele ainda revelou que participou de uma reunião com autoridades na manhã desta quarta-feira, horas antes do show, sem detalhar quais órgãos estiveram presentes.

A reportagem procurou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para saber como foi realizado o planejamento das interdições, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

A orientação final é para que o público compareça com responsabilidade, respeitando as regras e colaborando para que o evento ocorra de forma organizada e segura.

Operação Oncojuris

Fraude na compra de remédios contra câncer gera prejuízo de R$ 78 milhões

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande, um em Ribas do Rio Pardo

23/04/2026 12h12

Além da Receita Federal,

Além da Receita Federal, "Operação Oncojuris" envolveu o trabalho do Dracco da Polícia Civil de MS; do Gecoc, do Ministério Público Estadual, e do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do MS Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta quinta-feira (23), autoridades da Receita Federal e forças de segurança pública e defensoria do Mato Grosso do Sul revelaram que o esquema que envolve fraudes em decisões judiciais para compra de medicamentos, referente às atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses, gerou um prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos. 

Batizada de "Operação Oncojuris", além da Receita Federal, a ação envolveu o trabalho do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de MS; do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul.

As informações foram repassadas pelos seguintes representantes: 

  1. Delegada Ana Cláudia Medina, Dracco;
  2. Promotor de justiça Adriano Lobo, Gecoc/MPMS
  3. Defensora pública Eni Maria Diniz, NAS/DPE
  4. Superintendente substituto Erivelto Alencar, da Receita Federal,

Como bem acompanha o Correio do Estado, um padrão atípico em decisões judiciais, envolvendo remédios até mesmo de combate ao câncer, foi constatado em ações judiciais por parte do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS. Basicamente, pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, acabavam ingressando nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).  

"Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente o valor de 78 milhões de reais", como confirmado pelo superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar, nesta quinta-feira (23). 

Ainda conforme o superintendente substituto da Receita Federal, esse valor já considerável pode chegar a um montante muito maior conforme as investigações se aprofundarem sobre as teias que compõem esse esquema criminoso. 

Operação Oncojuris

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande e um em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme revelado pelas autoridades na manhã de hoje, três desses alvos faziam parte do chamado núcleo jurídico do esquema criminoso, enquanto outros dois tratam-se de empresários locais. 

Mais cedo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão de dois advogados por meio de nota à imprensa: 

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nesst manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Com cerca de 10 mil processos judiciais que datam dos últimos três anos, os responsáveis pelos poderes investigativos informam que essa ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Entenda o esquema

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizou o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por "taxas de serviço" ou "assessoria", chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

 

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VÍDEO

Onça invade casa e mata cadela que a enfrentou meses antes

O animal já apareceu outras vezes nas proximidades da residência em Corumbá; em uma delas a caramelo Ana havia espantado o felino, no ano passado

23/04/2026 11h45

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá Foto: Reprodução

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Uma onça-pintada matou a cadela caramelo Ana, na madrugada desta quarta-feira (22), em Corumbá. O ataque ocorreu por volta das 3h30, em uma residência na rua Marechal Floriano, nas proximidades do Mirante da Capivara. O felino já havia visitado o local há um ano, quando foi expulso pela vira-lata.

De acordo com Claudia Helena Pereira Duarte, filha da proprietária do imóvel, ao Diário Corumbaense, ela acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa.

“Acordei com o barulho, fui até a sala e, ao abrir a janela da porta que dá acesso à varanda, vi a minha cachorra lutando com a onça. Comecei a gritar e chamar minha mãe. Foi quando o animal soltou a ‘Ana’, pulou o muro, olhou para trás por alguns segundos e seguiu em direção à rua e à praça do Mirante”, relatou a moradora.

A onça feriu Ana com uma mordida no pescoço, o que foi fatal para a cadela. A família informou que realizou a limpeza da área e enterrou o animal ainda durante a madrugada e permaneceu dentro da residência com receio de um outro ataque.

A dona da casa, Clara da Silva Pereira Duarte, afirmou que a onça costuma rondar o imóvel, mas desta vez conseguiu acessar a varanda, o que aumentou a preocupação da família.

“Ela sempre aparece, mas não tivemos retorno das autoridades. Já cansei de pedir providências. Parece que só vão fazer algo quando acontecer o pior, como um ataque a uma pessoa”, desabafou ao Diário Corumbaense.

Câmeras de segurança registraram o momento que a onça aparece no quintal na madrugada de segunda-feira (20), às 3h52. Nas imagens, o animal está perto do local onde a cadela costumava dormir. O ataque desta quarta-feira não foi registrado.

Caso em 2025

Em maio do ano passado, “Ana” ficou conhecida ao espantar a onça-pintada, junto com outras cadelas. Naquele dia, o felino tentou atacar a poodle “Mia”, mas foi impedido pelos animais.

Em junho de 2025, a onça apareceu pela segunda vez no quintal da residência em Corumbá. Na época, segundo relato da moradora ao Diário Corumbaense, a família vivia em alerta desde o primeiro registro do felino, quando tentou atacar a poodle. 

Após o episódio, a família instalou câmeras de monitoramento para reforçar a segurança no local. 

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