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Imposto de Renda 2026: o erro silencioso que pode levar você à malha fina

É imprescindível que cada despesa declarada (seja com médicos, dentistas, psicólogos ou exames) tenha seu respectivo comprovante, contendo o CPF ou CNPJ do prestador do serviço

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Com o início do novo ano, milhões de brasileiros já se preparam para um dos compromissos anuais mais importantes: a declaração do Imposto de Renda.

A temporada de 2026, referente aos ganhos de 2025, promete manter a complexidade habitual, mas traz consigo a necessidade de atenção redobrada a detalhes que podem fazer a diferença entre uma restituição tranquila e a temida malha fina.

Especialistas alertam que, embora as regras gerais e os prazos devam seguir o padrão dos anos anteriores, com a entrega prevista para ocorrer entre 15 de março e 29 de maio de 2026, o Fisco tem aprimorado cada vez mais seus mecanismos de cruzamento de dados.

Omitir rendimentos, mesmo os de menor valor, continua sendo o principal erro dos contribuintes e a principal causa de retenção de declarações.

O que não pode passar despercebido em 2026

O item mais crítico e que exige atenção máxima do contribuinte é a declaração de todos os rendimentos tributáveis. Isso inclui não apenas salários, mas também aluguéis, pensões, rendimentos de autônomos e até mesmo valores recebidos em ações judiciais.

A Receita Federal possui um sistema robusto que cruza informações de diversas fontes, como instituições financeiras, imobiliárias e empresas, tornando a omissão de receitas um risco cada vez maior.

“A principal dica é não subestimar a capacidade do Fisco. A declaração pré-preenchida é uma excelente ferramenta que já traz muitas informações, mas a responsabilidade final pela veracidade e completude dos dados é sempre do contribuinte. É fundamental revisar cada campo”, alerta Vanessa de Oliveira, gerente de contabilidade da IR Trade.

Outro ponto crucial são as despesas médicas. Embora não possuam um limite para dedução, o que pode gerar uma economia significativa no imposto a pagar, elas são um dos principais alvos de fiscalização.

É imprescindível que cada despesa declarada (seja com médicos, dentistas, psicólogos ou exames) tenha seu respectivo comprovante, contendo o CPF ou CNPJ do prestador do serviço. Declarar valores incorretos ou sem a devida comprovação é um caminho direto para a malha fina.

Tabela de itens essenciais na declaração

 

Novidades e regras gerais

Para a declaração de 2026 (ano-base 2025), as regras de obrigatoriedade devem permanecer semelhantes às do ano anterior. Estão obrigados a declarar, entre outros, aqueles que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2025, possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil ou realizaram operações em bolsas de valores que somaram mais de R$ 40 mil.

Uma novidade importante que já está em vigor desde janeiro de 2026, mas que impactará principalmente a declaração de 2027, é a nova faixa de isenção.

O governo federal ampliou a isenção do Imposto de Renda na fonte para quem ganha até R$ 5.000,00 por mês. Essa medida já alivia o bolso de milhões de trabalhadores mensalmente, mas é crucial entender que, para a declaração de ajuste anual de 2026, as faixas de cálculo ainda são as de 2025.

A recomendação final é unânime entre os especialistas: organização. Reunir com antecedência todos os informes de rendimentos, comprovantes de despesas e documentos de bens facilita o preenchimento, diminui a chance de erros e garante uma declaração mais tranquila e segura.

Imposto de Renda 2026: guia passo a passo para a declaração

Declarar o Imposto de Renda pode parecer uma tarefa complexa, mas com organização e atenção aos detalhes, o processo se torna mais simples. Este guia passo a passo foi elaborado para auxiliar os contribuintes na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-calendário de 2025.

1. Verifique a obrigatoriedade da declaração

O primeiro passo é determinar se você está obrigado a declarar o IRPF 2026. As regras de obrigatoriedade para o ano-calendário de 2025 (declaração de 2026) devem seguir as diretrizes estabelecidas pela Receita Federal nos anos anteriores, com possíveis atualizações de valores. Em geral, estão obrigados a declarar:

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis (salários, aluguéis, aposentadorias, etc.) acima de R$ 33.888,00 em 2025.
  • Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como doações, heranças, lucros e dividendos) acima de R$ 200 mil.
  • Quem obteve receita bruta em atividade rural superior a R$ 169.440,00.
  • Quem possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens e direitos (imóveis, veículos, investimentos) que, somados, superavam R$ 800 mil.
  • Quem realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil no ano, ou que obteve lucro sujeito à incidência de imposto nas vendas.
  • Quem vendeu imóvel residencial e usou o recurso para compra de outra residência para moradia, dentro do prazo de 180 dias da venda, e optou pela isenção do IR.

2. Reúna a documentação necessária

A organização dos documentos é crucial para evitar erros e agilizar o preenchimento. Comece a reunir os seguintes itens com antecedência :

  • Informes de Rendimentos: Fornecidos por empregadores, bancos, corretoras, INSS e previdência privada.
  • Comprovantes de Despesas Dedutíveis: Recibos e notas fiscais de despesas médicas (consultas, exames, internações, planos de saúde), despesas com educação (escolas, faculdades, cursos técnicos), pensão alimentícia paga e contribuições para previdência privada (PGBL).
  • Documentação de Bens e Direitos: Escrituras de imóveis, documentos de veículos, contratos de compra e venda, extratos de investimentos (incluindo criptoativos, se o valor de aquisição for superior a R$ 5 mil).
  • Dados de Dependentes: CPF de todos os dependentes e alimentandos, e seus respectivos informes de rendimentos, caso possuam.
  • Declaração do Ano Anterior: Utilize-a como base para conferir dados e facilitar o preenchimento.

3. Baixe o programa da Receita Federal ou utilize a declaração pré-preenchida

Tradicionalmente, a Receita Federal disponibiliza o Programa Gerador da Declaração (PGD) em seu site. Fique atento ao lançamento da versão 2026. Alternativamente, você pode optar pela Declaração Pré-Preenchida, que carrega automaticamente muitas informações de diversas fontes (bancos, empregadores, planos de saúde).


Importante: A declaração pré-preenchida é uma ferramenta valiosa, mas não dispensa a conferência minuciosa de todos os dados. A responsabilidade pela correção das informações é sempre do contribuinte.

4. Preencha a declaração com atenção

Com os documentos em mãos e o programa instalado (ou a declaração pré-preenchida acessada), siga as etapas de preenchimento:

  •  Identificação do Contribuinte: Preencha seus dados pessoais e de seus dependentes.
  • Rendimentos: Informe todos os rendimentos recebidos, separando-os em tributáveis, isentos e não tributáveis, e tributados exclusivamente na fonte.
  • Pagamentos Efetuados: Declare as despesas dedutíveis (saúde, educação, previdência privada, pensão alimentícia). Lembre-se de que as despesas médicas são um dos principais motivos de malha fina, portanto, tenha todos os comprovantes à mão.
  • Bens e Direitos: Atualize seu patrimônio, informando a aquisição ou venda de imóveis, veículos, investimentos e outros bens. Criptoativos com valor de aquisição acima de R$ 5 mil devem ser declarados nesta seção.
  • Dívidas e Ônus Reais: Informe empréstimos e financiamentos.
  • Renda Variável: Se você operou em bolsa de valores, preencha os dados de suas operações e lucros/prejuízos.

5. Escolha o tipo de declaração (Completa ou Simplificada)

Após preencher todos os dados, o próprio programa da Receita Federal indicará qual o modelo de declaração mais vantajoso para você:

  •  Declaração Completa: Permite deduzir todas as despesas comprovadas (saúde, educação, previdência, etc.), sendo geralmente mais vantajosa para quem possui muitas despesas dedutíveis.
  •  Declaração Simplificada: Aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a um valor máximo (que para 2025, na declaração de 2026, foi de R$ 17.640,00). É mais indicada para quem não tem muitas despesas dedutíveis.

6. Revise a declaração e envie

Antes de enviar, faça uma revisão cuidadosa de todas as informações. Verifique se não há erros de digitação, omissões ou inconsistências. Utilize a função de verificação de pendências do próprio programa. Se houver imposto a pagar, emita o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e pague-o dentro do prazo. Se tiver direito à restituição, o valor será creditado na conta bancária informada.

Lembre-se que o prazo final para a entrega da declaração do IRPF 2026 é 29 de maio de 2026. O atraso na entrega ou a apresentação de informações incorretas pode gerar multas e complicações com o Fisco.

irpf 2026

Apostadores de bets terão que declarar imposto de renda sobre prêmios; veja como

Declaração do Imposto de Renda deve começar neste mês e Receita Federal disponibilizou plataforma para auxiliar na apuração do imposto de bets e fantasy games

03/03/2026 17h00

Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 deve começar neste mês

Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 deve começar neste mês Divulgação/Agência Brasil

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Apostadores que ganharam prêmio em plataformas de apostas físicas e virtuais (BETs) e em competições virtuais (fantasy sport) terão que declarar imposto de renda sobre o prêmio líquido obtido. Para auxiliar na apuração da base de cálculo, a Receita Federal disponibilizou, nessa segunda-feira (2), uma ferramenta digital.

A declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, deve começar ainda neste mês, seguindo o calendário tradicional adotado pela Receita Federal nos últimos anos. No entanto, o órgão ainda não detalhou datas,

Conforme a Receita, para apurar o prêmio líquido obtido no ano-calendário anterior e calcular o imposto devido, o contribuinte deverá utilizar as informações constantes no Comprovante de Resultados em Apostas em Loterias de Quota Fixa (ComprovaBet).

O ComprovaBet é o documento que consolida as informações relativas aos resultados obtidos no ano-calendário anterior.

Ele deverá ser disponibilizado aos apostadores e competidores pelo agente operador, responsável pela plataforma de apostas e pela competição virtual, até o último dia útil do mês de fevereiro do ano seguinte ao do recebimento dos prêmios ou à ocorrência de perdas.

A alíquota do imposto é de 15%, aplicada sobre a parcela do prêmio líquido que exceder o valor de R$ 28.467,20 no ano.

Valores que não ultrapassem esse limite permanecem isentos.

Caso seja identificado imposto a recolher, o contribuinte deverá emitir o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e efetuar o pagamento até o último dia útil do mês de abril.

De acordo com a Receita, a expectativa é que a medida contribua para maior conformidade fiscal e simplifique o cumprimento das obrigações tributárias relacionadas às plataformas de apostas e às competições virtuais.

A ferramenta digital para cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pode ser acessada no site da Receita Federal.

Declaração do IRPF 2026

As datas e regras para declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 ainda não foram divulgadas pela Receita Federal, mas devem seguir os mesmos parâmetros do ano passado.

Isto porque a lei que amplia a faixa de isenção do IRPF para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais e estabelece descontos parciais para rendas de até R$ 7.350 só terá impacto na declaração de 2027, ano-base 2026.

Desta forma, para a declaração de 2026 (ano-base 2025), as regras de obrigatoriedade devem permanecer semelhantes às do ano anterior, com a obrigação de declarar, entre outros, aqueles que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2025, possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil ou realizaram operações em bolsas de valores que somaram mais de R$ 40 mil.

Conforme reportagem do Correio do Estado, especialistas alertam que, embora as regras gerais e os prazos devam seguir o padrão dos anos anteriores, com a entrega prevista para ocorrer entre 15 de março e 29 de maio de 2026, o Fisco tem aprimorado cada vez mais seus mecanismos de cruzamento de dados.

Omitir rendimentos, mesmo os de menor valor, continua sendo o principal erro dos contribuintes e a principal causa de retenção de declarações.

O item mais crítico e que exige atenção máxima do contribuinte é a declaração de todos os rendimentos tributáveis. Isso inclui não apenas salários, mas também aluguéis, pensões, rendimentos de autônomos e até mesmo valores recebidos em ações judiciais.

Outro ponto crucial são as despesas médicas. Embora não possuam um limite para dedução, o que pode gerar uma economia significativa no imposto a pagar, elas são um dos principais alvos de fiscalização.

É imprescindível que cada despesa declarada (seja com médicos, dentistas, psicólogos ou exames) tenha seu respectivo comprovante, contendo o CPF ou CNPJ do prestador do serviço. Declarar valores incorretos ou sem a devida comprovação pode fazer o contribuinte cair na malha fina.

CAGED

MS começa 2026 com criação de quase 4 mil novos empregos

Crescimento é o primeiro registrado desde agosto de 2025, quebrando o ciclo de queda nos novos postos de trabalho no Estado

03/03/2026 14h15

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul abriu o ano de 2026 com a criação de 3.936 novos postos de trabalho no Estado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego com a apresentação dos resultados da pesquisa do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Segundo a pesquisa, o saldo é consequência de um resultado positivo de 37.353 admissões e 33.417 demissões no mês de janeiro de 2026 no Estado. 

Ou seja, mais trabalhadores foram admitos do que demitidos, gerando um saldo positivo de empregos no mês referente. 

O resultado crescente aparece pela primeira vez no Estado depois de cinco meses de queda, desde agosto, quando o saldo começou a cair, mesmo se mantendo positivo. Em dezembro, o saldo de empregos foi de -11.281, o 2º pior saldo entre os últimos meses dos anos desde 2020. 

O setor que puxou a geração de empregos em janeiro foi a construção, com um saldo positivo de 2.358 novos trabalhos, fruto de 4.615 admissões e 2.257 demissões. 

Em seguida, aparece o setor do agronegócio, com um saldo de 1.714 empregos, resultado de 6.562 admissões e 4.848 demissões. 

A indústria também teve números positivos, com 5.657 novos trabalhadores e 5.371 demitidos, gerando um saldo de 286 postos de trabalho. 

O setor de serviços teve saldo baixo, porém ainda positivo, de 91 novos postos, resultado de 12.671 trabalhadores admitidos e 12.580 demitidos. 

Já o setor do comércio teve saldo negativo. Ou seja, foram demitidos mais trabalhadores que admitidos. No total, foram 7.848 trabalhadores empregados e 8.361 trabalhadores demitidos, gerando um saldo de -513 empregos no setor. O movimento é explivado pela sazonalidade após as festas de fim de ano.

A pesquisa mostrou ainda que os homens foram os principais contratados, com um saldo positivo de 4.155 contratações. Já entre as mulheres, o número foi negativo, de -219 empregos (houve mais demissão que admissão entre as candidatas femininas). 

A faixa etária dominante nos novos postos de trabalhos foram entre os candidatos de 18 a 24 anos, com 1.384 novos postos de trabalho, seguido pelos candidatos de 30 a 39 anos, com 1.017 novos empregos. 

Nacional

No primeiro mês do ano, o Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Novo Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 demissões registrados no mês. 

Com isso, o País passou a ter mais de 48.5 milhões de vínculos formais ativos. 

Nos últimos 12 meses, entre fevereiro e janeiro de 2026, o saldo de novos empregos no Brasil é de 1.228.483 trabalhos, com um estoque total de vínculos crescendo 2,6%, passando a ser de 48.577.979 trabalhadores formais. 

Assim como em Mato Grosso do Sul, apenas o setor do comércio teve saldo negativo no resultado nacional, de -56.800. 

A Indústria apresentou o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas, seguido pelos setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073). 

 

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