Política

ELEIÇÕES 2024

PP bate o martelo e o deputado Dr. Luiz Ovando é escolhido como vice de Adriane Lopes

O nome do deputado federal foi definido agora há pouco pela cúpula progressista em Campo Grande

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Após muito mistério, finalmente a cúpula do PP bateu o martelo na manhã desta segunda-feira (05) e escolheu o deputado federal Dr. Luiz Ovando para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela prefeita Adriane Lopes, que tentará a reeleição no próximo dia 6 de outubro.

Segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, com a desistência do ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) de disputar as eleições municipais deste ano e para não prejudicar a candidatura à reeleição do vereador Professor Riberto (PP), o partido entendeu que o melhor nome é o do deputado federal.

Nas próximas horas, o PP fará o anúncio oficial do nome do deputado federal Dr. Luiz Ovando, que aceitou a missão de ajudar a prefeita Adriane Lopes a buscar a reeleição.

Na convenção partidária realizada no sábado (03), Adriane Lopes disse que o nome seria anunciado nesta segunda-feira. “Nós temos nomes para o vice, mas serão anunciados nos próximos dias, queremos um momento para fazer este anúncio. Nós sabemos que o cargo de vice é muito importante para que possamos compor essa caminhada e nós vamos apresentá-lo em um momento oportuno”, afirmou. 

Apesar das expectativas, a prefeita ressaltou que buscou para o cargo de candidato a vice-prefeito alguém que "some às ações, que trabalhe pela cidade que ame Campo Grande e que conheça a cidade".

 

Quem é Luiz Ovando

Luiz Alberto Ovando nasceu em Corumbá (MS) em 25 de setembro de 1949. Há 60 anos escolheu Campo Grande para residir. Casado com Clotildes Moraes Ovando há 48 anos, com quem tem a bênção de ter quatro filhos, Sanmila, Luiz Alberto, Ramon Gustavo e Rômulo Gustavo de Moraes Ovando além de ser avô de 10 netos.

Cristão, frequenta assiduamente a 3ª Igreja Batista de Campo Grande, onde também exerce a função de professor de Estudos Bíblicos na Escola Dominical. Em sua carreira profissional é um grande defensor da vida e também combate ideologias que conspiram, degradam e vulgarizam a família, por isso, sua atuação política não poderia ser diferente. Eleito Deputado Federal em 2018 com 50.376 votos e reeleito em 2022 com 45.491 votos, acredita que os fundamentos e propósitos existenciais, passam pelos ensinamentos bíblicos teológicos.

Dr. Luiz Ovando defende o zelo pela saúde como responsabilidade individual e a prática de vida saudável, é ativo fisicamente e tem 14 maratonas no currículo, dentre elas, a 25ª Maratona de Nova York e a 100ª Maratona de Boston.

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ELEIÇÕES 2026

Quase R$ 400 milhões em emendas não reelegem três parlamentares do Estado

Soraya Thronicke, Luiz Ovando e Geraldo Resende tiveram R$ 393,4 milhões em recursos pagos a MS desde 2023

29/10/2026 07h40

Os deputados Geraldo Resende e Dr. Luiz Ovando e a senadora Soraya Thronicke

Os deputados Geraldo Resende e Dr. Luiz Ovando e a senadora Soraya Thronicke Montagem

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Nem mesmo o pagamento de quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares destinadas a Mato Grosso do Sul foi suficiente para garantir a permanência de três integrantes da bancada federal no Congresso Nacional. 

Trata-se da senadora Soraya Thronicke (PSB) e dos deputados federais Dr. Luiz Ovando (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), que terminaram as eleições deste ano sem conquistar novos mandatos.

Levantamento realizado pelo Correio do Estado a partir de dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), aponta que os três parlamentares tiveram, juntos, R$ 393,4 milhões em emendas individuais pagas com destino a Mato Grosso do Sul desde 2023.

Os valores consideram recursos efetivamente desembolsados e não apenas aqueles previstos ou empenhados no Orçamento da União. Entre os três, Soraya Thronicke aparece com o maior volume, de R$ 201,2 milhões. 

A senadora, que disputava uma das duas vagas em jogo neste ano, recebeu 340.788 votos, equivalentes a 13,07% dos válidos, e terminou atrás de Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), eleitos para o Senado.

Na Câmara dos Deputados, Luiz Ovando teve R$ 118,7 milhões em emendas pagas ao Estado durante o período analisado. Entretanto, conquistou apenas 34.679 votos nas eleições, número insuficiente para renovar o mandato que exerce desde 2019.

Geraldo Resende, por sua vez, contabilizou R$ 73,5 milhões em recursos pagos, mas terminou a disputa com 31.714 votos. O resultado representou uma redução de 67,1% em comparação com os 96.519 votos obtidos em 2022, quando havia sido eleito deputado federal pelo PSDB.

O contraste também aparece quando os números são comparados aos de parlamentares que conseguiram renovar seus mandatos.

Camila Jara (PT), por exemplo, conquistou 154.157 votos e foi a deputada federal mais votada de Mato Grosso do Sul, embora apareça no mesmo levantamento com R$ 67,4 milhões em emendas individuais pagas ao Estado, montante inferior ao registrado pelos dois deputados derrotados.

Os dados evidenciam que o volume de recursos destinados ao Estado, isoladamente, não explica o desempenho eleitoral.

A escolha dos deputados federais também depende da distribuição de votos entre partidos e federações, enquanto outros fatores, como identificação política dos eleitores, atuação parlamentar e articulações locais, podem influenciar o resultado.

GERALDO

A redução da votação de Geraldo Resende se torna ainda mais expressiva quando analisados os resultados municipais.

Em Dourados, segundo maior município de Mato Grosso do Sul e uma das principais bases eleitorais do parlamentar, ele passou de 15.283 votos em 2022 para apenas 2.697 neste ano.

A diferença representa a perda de 12.586 votos, equivalente a uma queda de 82,4% em quatro anos. Na eleição anterior, Dourados foi o município que mais contribuiu para a votação de Geraldo, mas, este ano, o deputado terminou apenas na 10ª posição entre os candidatos à Câmara mais votados na cidade.

O resultado ocorreu em um cenário de concentração de votos em outros nomes. A vereadora douradense Isa Marcondes (Republicanos), eleita deputada federal, recebeu 39.075 votos em Dourados, enquanto Rodolfo Nogueira (PL), também reeleito e de Dourados, conquistou 21.241 votos.

A perda de espaço eleitoral de Geraldo não ficou restrita à região de Dourados, pois em Campo Grande, outro importante reduto de sua votação em 2022, o deputado caiu de 15.182 para 3.998 votos, uma retração de 73,7%.

Somados, Dourados e Campo Grande garantiram ao parlamentar 30.465 votos em 2022. Quatro anos depois, a contribuição das duas maiores cidades do Estado despencou para 6.695 votos, uma redução de aproximadamente 78%.

democracia

Aliados do Centrão classificam carta de Flávio Bolsonaro como 'delirante'

Sob reserva, parlamentares ironizaram o conteúdo da carta, incluindo o fato de Flávio se comparar a nomes como o jurista Ruy Barbosa

29/10/2026 07h23

Nos EUA, Flávio se encontrou com o irmão, o ex-depuado Eduardo, e com Alexandre Ramagem, que também era deputado federla

Nos EUA, Flávio se encontrou com o irmão, o ex-depuado Eduardo, e com Alexandre Ramagem, que também era deputado federla

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Integrantes do Centrão avaliam como "delirante" a carta publicada na quarta-feira, 28, em que o candidato à Presidência da República derrotado Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". A avaliação é que a empreitada do senador não terá endosso institucional nem de próprio partido, o PL.

Flávio publicou na quarta o documento em que repete, sem provas, que teria havido fraude eleitoral no segundo turno. Pouco depois, no entanto, o senador recuou e alterou o documento para se apresentar como "o líder do Brasil".

Parlamentares do Centrão ouvidos pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) consideram que Flávio "ficará falando para as paredes" e que mesmo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fugirá de defender a tese do senador.

Questionado pela reportagem, o PL preferiu não se manifestar sobre o documento.

Há uma preocupação, no entanto, sobre se Flávio conseguirá mobilizar apoiadores a irem para as ruas, em protestos que poderiam inflamar o debate político.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar sobre a carta golpista. Após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo, ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foram os primeiros a reconhecer a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sob reserva, parlamentares ironizaram o conteúdo da carta, incluindo o fato de Flávio se comparar a nomes como o jurista Ruy Barbosa.

Avaliam também que a atitude de Flávio poderia causar um "efeito rebote", fortalecendo o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF), acusados pelo senador de arquitetar um golpe contra ele.

Aliados evitam endossar Flávio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que entende o sentimento de indignação de Flávio Bolsonaro, mas que a eleição acabou e é preciso agora respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.

"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou o governador em entrevista exclusiva ao Estadão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou e evitou apoiar a tentativa de Flávio de se colocar como o "presidente eleito".

"Não comentarei sobre o assunto. Não vou me envolver", respondeu o norte-americano, após ser questionado.

Na carta, Flávio agradece Trump por tê-lo acolhido nos Estados Unidos.

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