Cidades

infração gravíssima

Quase metade dos motoristas de MS estão com licenciamento em atraso

Prazo terminou no fim de outubro e motoristas que trafegarem sem quitar o débito cometem infração gravíssima, que pode gerar multa de R$ 293,47

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O calendário de licenciamento anual de veículos 2025 do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) terminou no dia 31 de outubro e quase metade dos proprietários de veículos de Mato Grosso do Sul não pagou o débito, estando em atraso e passíveis de multa.

Conforme o Detran-MS, o pagamento começou em abril para placas finais 1 e 2, terminando no mês passado com as placas final 0, e envolveu mais de 1,8 milhão de licenciamentos em todo o Estado.

Sem citar números absolutos, o Detran-MS informou que 55% dos motoristas quitaram o licenciamento dentro do prazo, enquanto 45% não realizou o pagamento.

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

Trafegar com o veículo não licenciado é uma infração gravíssima, com aplicação de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH).

Neste ano, houve duas mudanças referentes ao licenciamento, sendo a primeira com relação ao calendário, com a prorrogação do prazo para as placas de final 3, que inicialmente estava previsto para maio, mas foi estendido para setembro.

Isto porque houve falhas na paginação das guias impressas, sendo necessária a prorrogação para que os proprietários não fossem prejudicados.

A outra alteração foi em agosto, quando as guias de licenciamento deixaram de ser impressas e enviadas aos proprietário. Segundo o Detran, essa mudança antecipou a digitalização total prevista para 2026 e "representa economia, sustentabilidade e alinhamento com as novas formas de atendimento público".

Dos que estão em dia, a maioria optou pelo pagamento em canais digitais, pelo Portal Meu Detran ou aplicativo Meu Detran MS, que representaram 51% dos licenciamentos pagos, superando o pagamento presencial.

O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, destacou o aumento essa digitalização.

“O avanço da digitalização é resultado de um trabalho intenso e contínuo de modernização dos serviços. Nosso objetivo é promover segurança pública, facilitar a vida do cidadão e garantir que o Detran-MS esteja cada vez mais próximo das pessoas, com atendimento simples, rápido e seguro”, disse.

Licenciamento

O proprietário do veículo, mesmo em atraso, pode regularizar a situação ao pagar a taxa pelo autoatendimento, no portal de serviços Meu Detran, pelo aplicativo Detran MS ou o cidadão pode buscar atendimento presencial em uma agência do Detran-MS.

O valor do licenciamento fora do prazo é de 5.88 Unidades Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), para todos os tipos de veículos. A Uferms é definida mensalmente e, para novembro, o valor foi fixado em R$ 52,92.

Desta forma, para pagamentos realizados neste mês, o valor é de R$ 311,16.

Com a quitação do licenciamento, proprietário pode emitir o Certificado de Registro Veicular (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), que desde 2021 foi unificado e passou a ser digital: o CRLV-e, ou CRVL Digital.

O documento é de porte obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito quando solicitado, seja por documento físico ou digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Motorista que não efetuar o pagamento e for flagrado com veículo não licenciado comete infração gravíssima.

Em caso de trafegar com veículo não licenciado, o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê aplicação de multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo.

estragos

Pela segunda vez em dois meses, chuva arranca asfalto na Rachid Neder

Avenida é considerada ponto crítico em dias de chuva forte, pois sempre há alagamento e estragos

06/01/2026 17h16

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuva

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuva Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A forte chuva que caiu nesta terça-feira (6) causou alagamentos e alguns estragos em Campo Grande. Entre eles, a Avenida Rachid Neder, que é considerado um ponto crítico sempre que chove na Capital, teve parte do asfalto arrancado pela segunda vez em menos de dois meses.

Em 14 de novembro do ano passado, também após chuvas, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e 'em pedaç os’, situação que se repetiu nesta tarde, porém em outro trecho da avenida.

Na ocasião anterior, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), intensificou os trabalhos durante o período de estiagem para recuperar os estragos provocados pelo temporal.

A recomposição do asfalto levado pela enxurrada na rotatória da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel foi feita no dia 19 de novembro.

Na tarde de hoje, menos de dois meses após a recomposição, trecho da Rachid Neder registrou alagamento e, após a água baixar, vários trechos estavam em pedaços, com o asfalto levado, mas em pontos distintos.

Conforme o meteorologista Natálio Abrahão, em pouco mais de uma hora, choveu 38 mm em algumas regiões da cidade, volume considerado alto para o curto espaço de tempo.

A previsão do tempo aponta que deve ocorrer pancadas de chuva durante toda a semana em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja e amarelo, de potenciais perigos para o Estado para hoje e quarta-feira (7).

Asfalto da Rachid Neder foi arrancado com a chuvaAsfalto foi arranco em diversos pontos da via (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Solução custa R$ 200 milhões

Conforme reportagem do Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na rotatória da Rachid Neder com Ernesto Geisel custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.

Em novembro, o secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.

Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.

“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli.

“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.

O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu desde então a ideia segue no papel.

Mais estragos

Além da Rachid Neder, vários pontos da Capital registraram alagamentos na tarde desta terça-feira. 

Na Avenida Três Barras, além dos alagamentos, moradores relataram queda de granizo.

Em outro ponto da região central, na Rua José Antônio, galhos de uma árvore quebraram, e ela caiu em um dos lados da pista de rolamento, interditando parcialmente a via.

Entre a Avenida Afonso Pena com a rua Cacilda Arantes a água tomou conta da rua, assim como na Via Parque, próximo ao Shopping Campo Grande, onde as ruas viraram rios, com motoristas relatando problemas em veículos ao tentar se aventurar na enxurrada.

Próximo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o córrego Bandeira transbordou, também alagando a rua e deixando motoristas ilhados.

* Colaborou Laura Brasil

novos milionários

Vencedores da Mega da Virada em MS já retiraram o prêmio de quase R$ 200 milhões

Sul-mato-grossenses investiram R$ 1,2 mil e levaram o prêmio de R$ 181,8 milhões; dois acertadores ainda não procuraram a Caixa para receber a premiação

06/01/2026 17h00

Bolão de 10 cotas feito em Ponta Porã acertou a sena

Bolão de 10 cotas feito em Ponta Porã acertou a sena Arquivo

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Os moradores de Ponta Porã que ganharam a Mega da Virada 2025 já procuraram a Caixa Econômica Federal para retirar o prêmio, que soma quase R$ 181,8 milhões. A aposta sul-mato-grossense foi realizada em um bolão de 10 cotas e cada apostador vai receber R$ 18,1 milhões.

Além da aposta realizada na cidade de Mato Grosso do Sul, houve outros cinco acertadores do prêmio principal, sendo uma aposta registrada em lotérica de João Pessoa (PB), outra em Franco da Rocha (SP) e três apostas realizadas por meio do canal digital em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Conforme o Estadão, os ganhadores das cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo também já receberam os prêmios, enquanto os sortudos de João Pessoa e Franco da Rocha ainda não procuraram a Caixa para receber a premiação milionária.

O prazo para receber os prêmios termina no dia 1º de abril de 2026. Após o período, os valores são enviados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudando do Ensino Superior (FIES).

O concurso especial pagou, ao todo, R$ 1.091.357.286,52, valor dividido igualmente entre os acertadores das seis dezenas. É o maior prêmio da história já sorteado em qualquer loteria brasileira.

O sorteio, que estava previsto para o dia 31 de dezembro, foi realizado no dia 1º de janeiro de 2026, após atraso provocado pelo grande volume de apostas registradas nas últimas horas antes do encerramento dos jogos. 

Os números sorteados foram: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59.

Investimento rendeu

O bolão registrado em Ponta Porã custou R$ 1.260. Com 10 cotas, o valor ficou em R$ 126 para cada pessoa, caso tenha comprado apenas uma cota.

O bilhete comprado em uma lotérica de João Pessoa foi o único com a compra mínima (de seis números), ao custo de R$ 6, a ganhar o sorteio e levou os quase R$ 182 milhões do prêmio.

O bilhete mais caro a ganhar o prêmio milionário custou R$ 18.018. Foi o bolão feito em Franco da Rocha com 14 números, que será dividido entre 18 ganhadores. Cada um vai receber cerca de R$ 10 milhões.

Dois bilhetes de nove números, ao custo de R$ 504 cada, também foram sorteados, um em São Paulo e outro em Belo Horizonte.

Houve ainda uma aposta simples vencedora no Rio de Janeiro, de dez números, que custou R$ 1.260. O valor de cada aposta foi divulgado pela Caixa.

Além dos vencedores da sena, milhares de apostadores em todo o país também foram contemplados nas faixas inferiores. A Quina, destinada a quem acertou cinco números, teve 3.921 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 11.931,42. Já a Quadra, que premia quem acerta quatro dezenas, pagou R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores.

Até a publicação desta reportagem, o site da Caixa ainda enfrenta instabilidades e não é possível consultar o rateio de quantos apostadores sul-mato-grossenses foram premiados com a quina e a quadra da Mega da Virada.

O próximo sorteio da Mega-Sena, concurso 2856, ocorre nesta terça-feira (6), a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais eletrônicos da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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