Política

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Tiago Vargas é condenado a pagar indenização de R$ 40 mil por ofender ex-governador

A Justiça negou o recurso apresentado pelo ex-vereador e aumentou o valor da indenização que ele terá que pagar ao ex-governador Reinaldo Azambuja por danos morais

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A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a condenação do ex-vereador Tiago Vargas e aumentou para R$ 40 mil o valor da indenização por ele ter usado as redes sociais para ofender o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Os desembargadores votaram de forma unânime, entendendo que o parlamentar extrapolou os limites da imunidade garantida pelo cargo.

Essa não é a primeira derrota de Vargas na Justiça.

No dia 16 de novembro de 2021, período em que ele ainda era vereador na Câmara Municipal de Campo Grande, a Justiça determinou que removesse das redes sociais vídeos em que atacava o então governador Reinaldo Azambuja.

No vídeo em questão, Tiago Vargas tece duras críticas ao que chama de “blitz no trânsito”, critica a atuação do policiamento e, em determinado momento, refere-se ao governador como “canalha” e “corrupto”.

O conteúdo foi publicado nas redes sociais de Tiago Vargas — como Facebook e Instagram — e, conforme apontado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), ganhou grande repercussão e foi amplamente compartilhado.

Além disso, o caso repercutiu na imprensa, ultrapassando o público que acompanhava o ex-vereador nas redes sociais.

A defesa de Tiago Vargas argumentou que ele estava amparado pela imunidade parlamentar, segundo o artigo 29, inciso VIII, da Constituição Federal, e, portanto, teria o direito de se manifestar livremente no exercício do mandato, inclusive nos vídeos publicados nas redes sociais.

A Corte, por sua vez, entendeu que a liberdade de expressão tem limites e não deve ser usada para atacar a honra de terceiros sem provas.

Também considerou que houve abuso do direito à liberdade de expressão.

O desembargador Marcelo Câmara Rasslan, relator do processo, concluiu que as declarações foram “prematuras e exageradas” e que o ex-parlamentar poderia ter encaminhado o caso ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para apuração, sem expor publicamente o ex-governador.

O magistrado ainda destacou que as acusações foram feitas sem apresentação de provas.

“Em tempos em que as chamadas fake news são disseminadas quase que de forma instantânea, qualquer acusação direcionada a um terceiro, desprovida de provas, toma proporções gigantescas, ainda mais quando esse terceiro também é uma pessoa pública”, pontuou Rasslan.

Apesar de reconhecer que houve ofensa, o pedido de retratação pública foi negado. Isso porque existe um trâmite específico para a solicitação, e a defesa do ex-governador Reinaldo Azambuja não seguiu os passos exigidos pela legislação.

“Isso porque o direito de resposta ou retificação do ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social está disciplinado pela Lei nº 13.188/2015, a qual estabelece o procedimento a ser seguido”, explicou o relator. E concluiu:

“Não consta nos autos ter havido o cumprimento do disposto no artigo 3º da mencionada lei. (...) Somente com a recusa do veículo de comunicação em publicar ou transmitir a resposta restará caracterizado o interesse jurídico para a propositura de ação judicial, nos termos do que dispõe o artigo 5º daquela lei.”

A Justiça decidiu manter a condenação de Tiago Vargas, negando o recurso interposto por ele. Também atendeu parcialmente o pedido do ex-governador Reinaldo Azambuja, aumentando o valor da indenização de R$ 20 mil para R$ 40 mil.

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ELEIÇÕES 2026

Em MS, Lula vence em cidades com forte presença indígena

O petista obteve maioria dos votos em Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá

26/10/2026 09h30

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro Valdenir Rezende / Arquivo Correio do Estado

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Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil, na noite deste domingo (25), com 64.256.232 votos(51,79%), sendo 628.973 em Mato Grosso do Sul. Lula terminou vitorioso em 10 cidades sul-mato-grossenses, com algumas delas tendo forte presença da população indígena. Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá.

No primeiro turno, Lula ganhou em Miranda, Dois Irmãos do Buriti, Vincentina, Paranhos, Sete Quedas e Japorã. Em Corumbá, quinto maior colegiado do Estado, o presidente conseguiu uma virada, terminando com 25.229 votos (50,73%), contra 24.501 (49,27%) de Flávio Bolsonaro (PL).

Em Miranda, onde residem cerca de 9 mil indígenas, Lula venceu com 8.590 votos (58,71%) contra 6.041 votos (41,29%) de Flávio Bolsonaro. Dos 20.067 eleitores aptos a votar no município, 5.199 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,91%. 

Em Japorã, onde cerca de 58% da população é composta de povos indígenas, o maior percentual do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Lula conseguiu 3.632 votos (70,98%) contra 1.485 votos (29,02%) de Flávio. 

Neste 2º turno, Paranhos, que abriga seis principais comunidades e aldeias indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva, Lula obteve vitória com 4.088 votos, o que representa 61,09% do total. Flávio Bolsonaro teve 2.604 votos (38,91%). 

Em Dois Irmãos do Buriti (MS), Lula terminou com 3.886 votos (60,30%). Flávio Bolsonaro (PL) teve 2.558 votos (39,70%). Dos 8.599 eleitores do município, 2.056 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 23,91%.

Em Taquarussu, foram 1.522 votos (51,06%) para Lula e 1.459 votos para Flávio Bolsonaro. Em Vicentina, município próximo a Dourados, que tem a maior população indígena do Estado, o petista teve 2.554 votos (52,70%) e o seu adversário teve teve 2.292 votos (47,30%). 

Itaquiraí, que possui um longo histórico de atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula obteve 5.507 votos (51,15%) e Flávio Bolsonaro, 5.259 votos (48,85%). 

Lula teve 3.189 votos em Tacuru e Flávio Bolsonaro teve 1.939 votos. Dos 7.003 eleitores aptos a votar em Tacuru, 1.769 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,26%.

Em Selvíria, foram 2.625 votos para Lula e 2.450 votos para Flávio Bolsonaro. Dos 7.236 eleitores aptos a votar em Selvíria, 2.006 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 27,72%.

Abstenção caiu

 

A abstenção no 2º turno das eleições caiu de 21,08% para 19,20% em relação ao 1° turno. Esse número representa que cerca de 30 milhões de eleitores não apareceram para votar. No dia 4 de outubro, foram 33 milhões de ausentes, quando foi registrado o recorde de abstenção desde 1998.

Porém, desta vez, com dois pontos percentuais a menos que no turno anterior, a abstenção teve o menor índice desde 2006.

Os primeiros resultados chegaram do exterior. Em 11 dos 134 países onde há brasileiros aptos a votar, foram às urnas mais de nove mil eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, destacou a participação de mais de 128 milhões de eleitores neste segundo turno em todo o Brasil. 

O número de votos válidos também foi maior, porque houve uma redução no votos brancos e nulos, que caíram, em média, dois milhões no segundo turno das eleições. 

ELEIÇÕES 2026

Após eleição, 175 escolas amanhecem sem aula em Campo Grande

Suspensão das aulas ocorre devido a utilização do espaço escolar para preparação das eleições gerais de 2026

26/10/2026 08h10

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada MARCELO VICTOR

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Escolas municipais e estaduais amanheceram fechadas e sem aula, na manhã desta segunda-feira (26), em Campo Grande.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), 71 unidades da Rede Estadual e 104 da Rede Municipal (Escolas Municipais de Educação Infantil e Centros de Educação Infantil) estão sem aulas no período matutino e também ficaram sem aula na tarde de sexta-feira (23).

As aulas foram suspensas por conta da utilização do espaço escolar para preparação das eleições gerais de 2026 (instalação e desinstalação das urnas eletrônicas, limpeza e organização do mobiliário).

Os servidores não são liberados, assim como os alunos. Inclusive, eles trabalharam na preparação do ambiente escolar, além de abrirem escolas e acompanharem as atividades ao longo deste domingo (26).

Alunos, professores e servidores retornam às aulas e ao trabalho normalmente a partir desta tarde.

A suspensão provoca mudanças na rotina dos estudantes e familiares. Confira quais são as escolas que tiveram as aulas suspensas na sexta-feira (23) e segunda-feira:

Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada
Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira fechada

SEGUNDO TURNO

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito presidente do Brasil.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que oficializou a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e garantiu a Lula o quarto mandato à frente do governo federal.

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