Cidades

APOSENTADORIA

Um ano após afastamento, desembargador investigado antecipa aposentadoria

Sideni Socini Pimentel completou 73 anos em fevereiro deste ano e poderia permanecer no cargo até os 75 anos

Continue lendo...

Foi publicado no Diário de Justiça desta quarta-feira (15), a aposentadoria do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sideni Soncini Pimentel, que esteve na magistratura desde 1981.

Sideni completou 73 anos em fevereiro deste ano, e poderia permanecer no cargo até os 75 anos, mas antecipou o pedido de aposentadoria voluntária por tempo de serviço dois anos antes do esperado.

O magistrado é um dos principais investigados da Operação Ultima Ratio da Polícia Federal que investiga crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, e por isso, estava afastado do cargo desde outubro de 2024.

Além disso, no ano passado, antes de ser afastado do cargo, o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) elegeu os novos gestores administrativos do Poder Judiciário do Estado, no qual Sideni Soncini Pimentel foi eleito como presidente da instituição, mas não chegou a assumir o cargo, devido ao afastamento. Em agosto deste ano, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, renovou o afastamento por mais seis meses.

Também são investigados na operação os magistrados Alexandre Aguiar Bastos, Marcos José de Brito Rodrigues, e Vladimir Abreu da Silva. Eles são proibidos pela Justiça Nacional de acessar as dependências do TJMS, utilizar o sistema interno e manter contato com servidores da Corte.

Conheça a trajetória

Sideni ingressou na magistratura como juiz substituto, na Comarca de Porto Murtinho, em 1981. Foi removido para a Comarca de Coxim no mesmo ano. Em 1983, foi promovido por merecimento, como Juiz de Direito, para a 2ª Vara Cível da Comarca de Aquidauana, segunda entrância.

Em 1985 foi removido, a pedido, para a 2ª Vara da Comarca de Cassilândia, segunda entrância. Depois foi promovido, por merecimento, como Juiz de Direito, para a 7ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande, entrância especial, em 1987.

Três anos depois, em 1990, foi removido a pedido, para a 12ª Vara Cível da Comarca de Campo Grande. Posteriormente foi promovido, por antiguidade, ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul em julho de 2008.

Exerceu o cargo de Vice-Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul no biênio 2021/2022.

Última Ratio

A Operação Última Ratio foi desencadeada em 24 de outubro do ano passado. Naquele dia, policiais federais, munidos de mandados de busca e apreensão concedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, ingressaram em gabinetes de desembargadores, ex-desembargadores, escritórios de advocacia e servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul.

Além dos quatro desembargadores já citados, também foi afastado, na ocasião, o presidente da Corte na época, Sérgio Martins. Ele conseguiu retornar às suas funções no início deste ano, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, a quem o caso foi redistribuído.

A razão da redistribuição, em que um grau de jurisdição no foro especial foi escalado, é porque havia a suspeita de que o esquema de venda de sentenças também atingisse ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O esquema de corrupção também atingiu o conselheiro do Tribunal de Contas, Osmar Jeronymo, dois sobrinhos dele, um advogado e outro servidor do TJMS, advogados, inclusive filhos de desembargadores, como os filhos de Sideni Pimentel e Vladimir Abreu. Desembargadores aposentados, como Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Divoncir Schreiner Maran, também estão entre os alvos.

O esquema de corrupção, conforme a Polícia Federal, teria lesado vários direitos de cidadãos, por meio de decisões juridicamente questionáveis, e envolvia uma grande quantia em patrimônio.

Assine o Correio do Estado.

 

Operação Oncojuris

Fraude na compra de remédios contra câncer gera prejuízo de R$ 78 milhões

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande, um em Ribas do Rio Pardo

23/04/2026 12h12

Além da Receita Federal,

Além da Receita Federal, "Operação Oncojuris" envolveu o trabalho do Dracco da Polícia Civil de MS; do Gecoc, do Ministério Público Estadual, e do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do MS Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Durante a manhã desta quinta-feira (23), autoridades da Receita Federal e forças de segurança pública e defensoria do Mato Grosso do Sul revelaram que o esquema que envolve fraudes em decisões judiciais para compra de medicamentos, referente às atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses, gerou um prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos. 

Batizada de "Operação Oncojuris", além da Receita Federal, a ação envolveu o trabalho do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de MS; do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul.

As informações foram repassadas pelos seguintes representantes: 

  1. Delegada Ana Cláudia Medina, Dracco;
  2. Promotor de justiça Adriano Lobo, Gecoc/MPMS
  3. Defensora pública Eni Maria Diniz, NAS/DPE
  4. Superintendente substituto Erivelto Alencar, da Receita Federal,

Como bem acompanha o Correio do Estado, um padrão atípico em decisões judiciais, envolvendo remédios até mesmo de combate ao câncer, foi constatado em ações judiciais por parte do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS. Basicamente, pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, acabavam ingressando nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).  

"Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente o valor de 78 milhões de reais", como confirmado pelo superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar, nesta quinta-feira (23). 

Ainda conforme o superintendente substituto da Receita Federal, esse valor já considerável pode chegar a um montante muito maior conforme as investigações se aprofundarem sobre as teias que compõem esse esquema criminoso. 

Operação Oncojuris

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande e um em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme revelado pelas autoridades na manhã de hoje, três desses alvos faziam parte do chamado núcleo jurídico do esquema criminoso, enquanto outros dois tratam-se de empresários locais. 

Mais cedo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão de dois advogados por meio de nota à imprensa: 

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nesst manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Com cerca de 10 mil processos judiciais que datam dos últimos três anos, os responsáveis pelos poderes investigativos informam que essa ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Entenda o esquema

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizou o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por "taxas de serviço" ou "assessoria", chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

 

Assine o Correio do Estado

VÍDEO

Onça invade casa e mata cadela que a enfrentou meses antes

O animal já apareceu outras vezes nas proximidades da residência em Corumbá; em uma delas a caramelo Ana havia espantado o felino, no ano passado

23/04/2026 11h45

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Uma onça-pintada matou a cadela caramelo Ana, na madrugada desta quarta-feira (22), em Corumbá. O ataque ocorreu por volta das 3h30, em uma residência na rua Marechal Floriano, nas proximidades do Mirante da Capivara. O felino já havia visitado o local há um ano, quando foi expulso pela vira-lata.

De acordo com Claudia Helena Pereira Duarte, filha da proprietária do imóvel, ao Diário Corumbaense, ela acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa.

“Acordei com o barulho, fui até a sala e, ao abrir a janela da porta que dá acesso à varanda, vi a minha cachorra lutando com a onça. Comecei a gritar e chamar minha mãe. Foi quando o animal soltou a ‘Ana’, pulou o muro, olhou para trás por alguns segundos e seguiu em direção à rua e à praça do Mirante”, relatou a moradora.

A onça feriu Ana com uma mordida no pescoço, o que foi fatal para a cadela. A família informou que realizou a limpeza da área e enterrou o animal ainda durante a madrugada e permaneceu dentro da residência com receio de um outro ataque.

A dona da casa, Clara da Silva Pereira Duarte, afirmou que a onça costuma rondar o imóvel, mas desta vez conseguiu acessar a varanda, o que aumentou a preocupação da família.

“Ela sempre aparece, mas não tivemos retorno das autoridades. Já cansei de pedir providências. Parece que só vão fazer algo quando acontecer o pior, como um ataque a uma pessoa”, desabafou ao Diário Corumbaense.

Câmeras de segurança registraram o momento que a onça aparece no quintal na madrugada de segunda-feira (20), às 3h52. Nas imagens, o animal está perto do local onde a cadela costumava dormir. O ataque desta quarta-feira não foi registrado.

Caso em 2025

Em maio do ano passado, “Ana” ficou conhecida ao espantar a onça-pintada, junto com outras cadelas. Naquele dia, o felino tentou atacar a poodle “Mia”, mas foi impedido pelos animais.

Em junho de 2025, a onça apareceu pela segunda vez no quintal da residência em Corumbá. Na época, segundo relato da moradora ao Diário Corumbaense, a família vivia em alerta desde o primeiro registro do felino, quando tentou atacar a poodle. 

Após o episódio, a família instalou câmeras de monitoramento para reforçar a segurança no local. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).