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Problemas na faculdade

Quais são os direitos do aluno?

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Com o aumento do número de instituições de ensino superior, aumentam também os problemas enfrentados por alunos, que em alguns casos passam por um verdadeiro martírio, e, mesmo assistindo todas as aulas, tirando notas altas e finalizando o trabalho de conclusão de curso, ainda assim não conseguem o tão sonhado diploma, e como consequência, não conseguem realizar o sonho de ter uma nova profissão.

Essas situações não são raras — e não deveriam ser normalizadas. Em instituições privadas, o serviço educacional costuma ser tratado como relação de consumo: o aluno é consumidor e a universidade é fornecedora. Quando o serviço falha, a lei abre caminhos para exigir correção imediata e, em muitos casos, indenização.

Falhas mais comuns cometidas pelas universidades

Os problemas variam, mas quase sempre têm o mesmo efeito: o aluno paga por um serviço que não recebe como deveria. Entre as falhas mais recorrentes:

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Seguro rural e clima extremo

Por que o produtor brasileiro não pode mais ficar sem proteção

26/02/2026 00h05

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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O agronegócio brasileiro vive um paradoxo em 2026. Enquanto batemos recordes de exportação e relevância geopolítica, o produtor rural enfrenta um dos ciclos climáticos mais instáveis da última década.

Neste cenário, a pergunta não é mais se o clima vai afetar a lavoura, mas como o produtor está protegido para quando isso acontecer.

A Geopolítica do Agro: Brasil vs. Mundo

Globalmente, o Brasil é uma potência na produção, mas ainda vulnerável na proteção. Enquanto nos Estados Unidos cerca de 60% da área plantada possui cobertura de seguro rural (fortemente subsidiada pelo governo), no Brasil esse número oscila drasticamente, atingindo cerca de 10% a 15% nos melhores anos.

Essa disparidade coloca o produtor brasileiro em desvantagem competitiva. Em países como China e Espanha, o seguro rural é visto como uma questão de segurança nacional. Para o produtor brasileiro, entender o seguro rural não é apenas contratar um serviço, mas garantir que sua fazenda continue operando mesmo após uma intempérie severa.

Por que o Seguro Rural é Indispensável?

O seguro rural atua como um "colchão financeiro". Em 2026, com o aumento dos custos de insumos e margens mais apertadas, uma perda de 30% na produtividade por seca ou granizo pode significar a insolvência do produtor rural, que, em casos mais graves pode inclusive perder a sua propriedade rural.

As principais coberturas de um seguro rural protegem contra:

  • Secas prolongadas e veranicos;

  • Geadas e granizos;

  • Excesso de chuvas na colheita;

  • Variações de preço (Seguro Faturamento).

O seguro rural é um instrumento que indeniza o produtor por perdas causadas por todos os eventos acima listados, e outras intempéries que afetem a produção. Ele traz mais estabilidade no fluxo de caixa do produtor rural, fazendo que ele não perca o crédito adquirido junto aos bancos e permite com que ele pense sua atividade a longo prazo.

Quebra de Safra: O Produtor tem Direito ao Alongamento da Dívida Rural

Muitos produtores acreditam que, em caso de frustração de safra, o banco tem o "poder" de decidir se prorroga ou não o financiamento. Especialistas são unânimes ao afirmar: o alongamento da dívida rural é um direito do produtor, não um favor do banco.

A Súmula 298 do STJ deixa isso bem claro:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento: "O alongamento de dívida originária de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas, sim, direito do devedor, nos termos da lei."

Para garantir esse direito, o produtor deve estar atento a três requisitos:

  1. Dificuldade de Comercialização: Queda abrupta nos preços de mercado.

  2. Frustração de Safra: Perdas causadas por fatores climáticos ou pragas.

  3. Eventos Diversos: Outras situações extraordinárias que afetem a capacidade de pagamento.

Nesses casos, o produtor rural não pode esperar o vencimento de sua dívida bancária acontecer para adotar as seguintes providências urgentes:

  • Laudo Técnico: Obtenha um laudo de um engenheiro agrônomo comprovando a perda.

  • Notificação Formal: Notifique o banco por escrito antes do vencimento da parcela.

  • Assessoria Jurídica Especializada: Não assine confissões de dívida com juros maiores do que o original e não dê mais garantias além daquelas que já estão no contrato, antes de analisar se você tem direito à prorrogação da sua dívida rural.

Produzir bem já não é suficiente. Em um mundo de incertezas climáticas e tensões geopolíticas, a sobrevivência do produtor rural depende de uma gestão jurídica-financeira eficiente. O seguro rural protege a plantação, e o conhecimento dos seus direitos protege o seu patrimônio perante as instituições financeiras.

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Aposentadorias do servidor público em Mato Grosso do Sul em 2026. Algo mudou?

20/02/2026 00h04

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Olá! Bem-vindo e bem-vinda a mais um artigo no nosso blog. Hoje vamos falar com os Servidores Públicos que querem ou estão perto de se aposentar.

Esses segurados estão filiados ao Regime Próprio de Previdência Social. São os servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Cada ente tem seu Regime Próprio de Previdência.

Não estão nesse grupo os servidores comissionados, ou seja, aqueles que não prestaram concurso. Esses contribuem para o INSS, assim como os trabalhadores da iniciativa privada.

Regras Gerais em 2026

Em 2026, seguem em vigor os ajustes automáticos das regras de transição previstos na Emenda Constitucional nº 103/2019.

Esses ajustes incluem o aumento progressivo dos requisitos mínimos para aposentadoria, tanto pelo critério de idade quanto pelo sistema de pontos (soma de idade + tempo de contribuição).

Vale destacar que, além das regras nacionais aplicáveis aos servidores federais, cada ente federativo (como estados e municípios) possui seu próprio Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), com leis estaduais específicas que organizam o sistema previdenciário dos servidores públicos locais, como ocorre em Mato Grosso do Sul (MS) por meio do RPPS/MS e da AGEPREV.

Regras Gerais para Servidores Públicos em 2026

Regra de Transição- Pontos

Para servidores públicos que ingressaram antes de 13 de novembro de 2019 e que optam pela regra de pontos em 2026:

  • Mulheres: 93 pontos (soma de idade + tempo de contribuição), com mínimo de 30 anos de contribuição;
     
  • Homens: 103 pontos (soma de idade + tempo de contribuição), com mínimo de 35 anos de contribuição;
     
  • Além disso, exigem-se 20 anos de serviço público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.


Atenção professores

Servidores docentes federais têm regras específicas de transição, com pontuações menores e requisitos próprios, também ajustados para 2026 (por exemplo, 88 pontos para mulheres e 98 para homens).

A regra do pedágio de 100%

Esta é uma das opções de transição da Reforma da Previdência (EC 103/2019) para servidores públicos. Ela permite que o servidor se aposente antes da idade da regra permanente (62/65 anos), desde que cumpra o dobro do tempo que faltava para se aposentar na data da reforma (13/11/2019).

Requisitos

Para utilizar esta regra, o servidor deve preencher cumulativamente os seguintes critérios:

  • Idade Mínima: 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.

  • Tempo de Contribuição: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

  • Pedágio: Trabalhar o tempo que faltava para atingir o mínimo de contribuição em 13/11/2019, mais um período adicional idêntico (100%).

Exemplo: Se em 13/11/2019 faltavam 2 anos para você se aposentar, precisará trabalhar 4 anos no total (2 que faltavam + 2 de pedágio).

  • Carreira no Setor Público: Mínimo de 20 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.

Valor do Benefício

Esta regra é considerada uma das mais vantajosas devido ao cálculo dos proventos:

  • Ingresso até 31/12/2003: Garante integralidade (valor igual à última remuneração na ativa) e paridade (mesmos reajustes concedidos aos ativos).

  • Ingresso após 31/12/2003: O valor será de 100% da média aritmética de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, sem redutores.

Professores

Para professores da rede federal que comprovem tempo exclusivo no magistério (infantil, fundamental ou médio), a idade mínima e o tempo de contribuição são reduzidos em 5 anos:

  • Idade: 52 anos (mulheres) e 55 anos (homens).

  • Contribuição: 25 anos (mulheres) e 30 anos (homens).

Observação: Servidores estaduais e municipais devem verificar se o seu ente federativo (estado ou cidade) realizou reforma própria, pois as idades e marcos temporais podem variar conforme a legislação local.

Regras Obrigatórias para Todos os Servidores

Independentemente do ente federativo, algumas normas gerais da reforma valem para todos os regimes próprios, isso inclui:

  • Vedação à complementação de aposentadorias fora do regime previdenciário sem amparo legal;
     

  • Continuidade do regime previdenciário do ente de origem para quem ocupa mandato eletivo;
     

  • Abono de permanência (servidores que preencheram os requisitos podem continuar trabalhando e receber de volta o valor de sua contribuição previdenciária).

     

RPPS no Estado de Mato Grosso do Sul

O Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso do Sul (RPPS/MS) é o sistema que administra as aposentadorias dos servidores estaduais efetivos e que segue regras constitucionais federais combinadas com normas estaduais próprias.

  • O RPPS/MS foi instituído pela Lei nº 2.207, de 29 de dezembro de 2000, e atualizado por leis posteriores (como a Lei Complementar nº 274/2020) que tratam de aposentadorias, pensões e plano de custeio do regime.
     

  • A AGEPREV ( Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul) é o órgão responsável pela administração, concessão e manutenção dos benefícios previdenciários dos servidores estaduais.
     

Regras Estaduais de Aposentadoria

Embora as regras específicas de MS variem conforme a legislação estadual e a data de ingresso no serviço público, princípios gerais costumam espelhar, no mínimo, os requisitos constitucionais:

  • Idade mínima (por exemplo, 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, segundo parâmetros estaduais anteriores à EC 103/2019);

  • Tempo de contribuição e de serviço público (padrões como 25 anos de contribuição, 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo têm sido previstos em regras estaduais antigas, que podem ter sido atualizadas com a reforma local do RPPS/MS).

As regras de transição e de cálculo do benefício para o RPPS/MS dependem da legislação estadual vigente, que pode ser objeto de alterações para adequação à EC 103/2019 e aos seus desdobramentos.

O que o Servidor Deve Saber em 2026

Para servidores públicos é fundamental:

  • Atualizar seus períodos de contribuição e vínculos funcionais junto ao órgão previdenciário próprio (como a AGEPREV, no caso de MS);
  • Utilizar simuladores oficiais ou ferramentas do seu RPPS ou, quando aplicável, do sistema federal (por exemplo, os simuladores disponíveis no Meu INSS no caso de cobertura pela previdência federal);
  • Verificar se os tempos de serviço foram devidamente registrados (inclusive eventuais períodos especiais ou averbados).

Regras Variam por Ente

Embora a EC nº 103/2019 estabeleça princípios gerais para aposentadoria e transição, os Estados e Municípios, como Mato Grosso do Sul, podem complementar ou ajustar normas para os seus servidores por meio de leis locais, desde que em conformidade com a Constituição e com normas gerais federais.

Não deixe de buscar uma advogada especialista em direito previdenciário que pode ajudar no planejamento da aposentadoria. Melhor prevenir, ser orientado, do que ter dor de cabeça depois.

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