Opinião

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Caminhos da vida

Cada ser humano tem sua maneira de pensar sua vida. Uns descobrem maravilhas. Outros passam longos tempos sem descobrir e sem assumir. Os bem-sucedidos são admirados e queridos. Os que não conseguirem levarão a desconfiança e até o desprezo.

Bom e louvável será cada qual olhar para seu mundo e examinar quais seriam as capacidades e as forças de que dispõe, não apenas para não decepcionar, mas principalmente para conquistar aquilo que almeja. Ao descobrir, certamente destinará tempo a fim de examinar em profundidade os passos a serem dados. Muita cautela. Muita paciência. E muita calma.

São valores vitais que estão em jogo. Não poderemos aventurar. E muito menos brincar. Teremos que levar a sério, pois ela é comparada a uma pesca. Para acontecer, serão necessárias várias tarefas. Entre elas apontamos a paciência, o preparo físico, os instrumentos próprios e um lugar que seja adequado para a tarefa.

Tudo isso será possível se tiver muita esperança. Aliás, a vida humana deverá ser vivida plenamente se houver ambiente de esperança. Novamente iremos ao livro sagrado, a Bíblia, para nela buscar a luz necessária em nossas dúvidas e em nossa insegurança. Mais precisamente no Evangelho de Lucas (L. 5,1-11), em um fato que nos revela a insegurança humana antes das maravilhas descobertas nos ensinamentos do Mestre. 

Ao se aproximar da barca em que se encontram os discípulos pescadores, pergunta se têm algo para comer. E eles, de imediato e um tanto decepcionados, responderam: “Não”. A resposta não foi das melhores. E muito menos de esperança. Com isso, o Mestre se manteve tranquilo e, com o espírito que lhe era próprio, com toda sua delicadeza e, ao mesmo tempo, com toda sua segurança, ordenou que se lançassem em águas mais profundas. 

Já era hora de deixar as atitudes e as palavras levianas. Era hora de enfrentar com mais coragem e mais determinação os acontecimentos e os fatos da vida. Mesmo não acreditando no Mestre, aceitaram o convite. E lançaram. Mesmo sem querer depositaram confiança nele. Havia necessidade de acreditar em alguém. Sempre haverá necessidade de depositar confiança em alguém, mesmo que não tenha o conhecimento que a experiência que deveria ser exigida.

Ninguém poderá viver sozinho. Os eremitas são raros. Necessitamos de alguém que nos acolha, alguém que nos escute e alguém que diga uma palavra. Seja ela de conforto, seja ela de estímulo, seja ela de correção, seja ela de solidariedade. Necessitamos de Deus. Ele não tem necessidade de ninguém, mas prefere não viver só. Prefere comunidade para ser uma unidade na diversidade. Espera que façamos parte dessa unidade.

Precisamos amar como Deus ama. Precisamos perdoar como Deus perdoa. Precisamos limpar nossa mente. Precisamos purificar nossa alma. Precisamos cultivar nosso pensamento e semear por onde andar paz e bem. Precisamos não ter medo da verdade. Precisamos. Precisamos ter a coragem em fazer de nossas palavras caminho para uma vida sempre mais justa, para atitudes honestas e para uma comunhão fraterna e solidária.

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