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Giba Um

"A gente não tem estratégia. Estratégia é o que Alexandre de Moraes quer"

de JAIR BOLSONARO // depois da segunda condenação no TSE

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O São Paulo está procurando parceiros para tirar do papel a reforma do Morumbi. Há conversas com
um grande banco de investimentos, já presentes nos gramados brasileiros. O clube também teria mantido
contatos com a WTorrre, o que é mais difícil.
Mais: a construtora WTorre deverá concentrar seus esforços na reconstrução da Vila Belmiro (o
contrato foi assinado em setembro). Os mais irônicos aconselham os dirigentes do São Paulo a tentar um
financiamento com a Crefisa.

In – Livro infantil: Lá fora
Out – Livro infantil: Feliz por dentro

Fotos: Reprodução


Festa de
75 anos


A grife italiana Bvlgari que já existe há 139 anos tem motivos de sobra para comemorar. É das mais consagrada e luxuosas marcas (relógio de pulso, joias, acessórios, perfume e cosméticos). Tem cerca de 300 lojas em 150 países e emprega cerca de 4000 pessoas (de forma direta). Nas terras brasileiras aproveitou a abertura de mais uma loja no shopping Cidade Jardim, em São Paulo e comemorou o 75º aniversário do relógio serpenti. Entre tantos que estavam por lá, da esquerda para à direita, Marina Ruy Barbosa, que se diz honrada por fazer parte do evento.“Tive a honra de representar o Brasil em eventos importantes da marca fora do país. Por isso, fico ainda mais feliz de poder fazer isso por aqui também”, a advogada criminalista, influenciadora digital, comentarista política e apresentadora Gabriela Prioli, a super modelo Adriana Lima, que veio ao Brasil especialmente para o evento; a ex-Miss Brasil 2016 e modelo Raissa Santana; a atriz Luma Costa; e a modelo Carol Trentini.

E ele quer
se reeleger


3Metade da população da periferia de São Paulo ainda não sabe o nome do prefeito da cidade; a outra metade
fica se perguntando “Como esse homem virou prefeito?”. Os mais bem informados sabem que o município “caiu no colo” de Ricardo Nunes, porque ele era o vice de Bruno Covas (falecido em maio de 2021). Ele tenta melhorar suaimagem – e não consegue. Até a coach Olga Curado teria recusado a missão. Até o ano passado, havia R$ 22 milhões nos cofres da cidade sem destino escolhido. Há poucos meses, Nunes estava preocupado: não tinha um plano para a cidade de São Paulo às vésperas das eleições municipais, no qual pretende se reeleger. E prometeu repavimentar ruas e avenidas, o que nunca se viu. Agora, chega a seu máximo: convoca quem tenha “condições financeiras” para dar um contribuição opcional para a prefeitura “enterrar a rede de energia”, cujo custo total é estimado em R$ 22 bilhões e ele só tem R$ 200 milhões do fundo de iluminação pública. Ricardo Nunes é capaz de jurar que não se trata de uma possível nova “taxa” que a administração municipal esteja pensando. “Enquanto eu for prefeito não haverá taxa alguma” (quase uma promessa de campanha). Não quer que os municípios associem à famosa “taxa do lixo” que Marta Suplicy, quando prefeita, inventou em 2004. Estudiosos de grandes capitais não conseguem entender como uma cidade de 12 milhões de habitantes ainda ostenta essa festa de fios espalhados pelas ruas misturados em postes. Ricardo diz que é uma prioridade para seu segundo mandato.


Tocando
a vida


Com a morte precoce da influenciadora e assistente de palco Luana Andrade aos 29 anos, cirurgiões alertam para os riscos de cirurgias plástica, principalmente nas quais é necessário anestesia geral. Os avisos são dados desde 1996, quando a modelo Cláudia Liz, na época com 27 anos que teve sérias complicações respiratórias e ficou em coma induzido por 4 dias. Hoje fora das passarelas leva uma vida discreta e se dedica às artes visuais. Ilustra a coluna Tendências e Debates do jornal Folha de S.Paulo. Também mostrou seu talento nos livros Millennial Mind, Lygia Fagundes Telles – Dossiê de Uma Imortal e Racismo Gourmet. Presente na 56ª edição da SPFW, em uma de suas raras aparições, disse que acredita que a atual moda se encontrou: “Eu acho perfeita! Moda é para todos, não tem como separar um nicho só, é para todo mundo, para todos os corpos. Eu acho que hoje em dia estão incluindo muita diversidade na passarela, na minha
época eu acho que faltava”.


Campeã do Procon


Desde que assumiu o controle da antiga Eletropaulo, a distribuidora de energia Enel é a campeã de
reclamações do Procon-SP. Dados mais recentes indicam que, em 2022, a Enel desbancou bancos, operadoras de telefonia e varejistas, campeões de queixas. Quando assumiu o segundo lugar, das 6.789 reclamações, só
conseguiu resolver 1.043 (15,36%). Em 2021 foi ao topo e só atendeu 6% das 12.766 queixas.


Pedra no caminho

 O ex-Secom e atual assessor de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, andou questionando o plano de privatização da Sabesp do governador Tarcísio de Freitas, o que se transformou numa “pedra no caminho” de sua chance de ser vice de Ricardo Nunes em sua tentativa de se reeleger na prefeitura paulistana. Bolsonaro não gosta da ideia de apoiar Nunes, mas se não puder recuar pode apoiar Wajngarten na vice conforme acordo com o MDB que abre a posição para o PL.

 

 

 

Melhor prevenir


 A Câmara dos Deputados realiza agora o pregão eletrônico para compra de 268 coletes à prova de balas. Na
justificativa da despesa, a Câmara diz que os policiais legislativos precisam “dispor de proteção individual moderna e capaz de suportar os diversos tipos de agressão a que estão sujeitos quando estão em atividade”. Em caso de emergência, também parlamentares poderão ter direito ao uso de coletes. Ainda sobre proteção: o ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) também andou interessado num deles. Teria encontrado um problema de tamanho.

Motor ligado


O jornal O Estado de S.Paulo publicou, esta semana, na primeira página, uma foto de Fernando Haddad com o rosto encostado no peito de Lula, que traz para perto de si imaginando que, essa atitude, estaria se desculpando de ter jogado o ministro da Fazenda às feras. Nada disso: ideal seria bancar a posição de Haddad e fazer com que o pessoal de seu gabinete reme na mesma direção, ao menos na largada da execução da nova regra fiscal. Faria Lula se cacifar para poder negociar com agentes econômicos sem precisar do Congresso. A reforma tributária é considerada um carro com motor ligado, tanque abastecido, aguardando apenas pisar no acelerador.

QUASE APAGÃO


 A CVM está ameaçada de sofrer um apagão decisório. Dentro da própria autarquia há apreensão com a
proximidade do final do mandato da diretora Flávia Perlingeiro, previsto para 31 de dezembro. Das quatro
diretorias do colegiado, uma está vaga desde junho, quando Alexandre Rangel deixou o cargo – e até hoje
Lula não preenche o vazio. O nome da advogada Marina Copola, indicada pelo Planalto para o lugar de
Rangel, está parado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado há cinco meses, sem previsão para
sabatina.


Mais candidatos


Um mês e meio depois do fim do mandato de Augusto Aras à frente da PGR, Lula continua procurando o
próximo titular para a cadeira. Nesses dias, mais dois subprocuradores entraram no páreo. Um é Aurélio Rios, ligado a setores progressistas da PGR e preferido de uma ala do PT. outro é Luiz Augusto dos Santos Lima que era ligado à gestão de Aras e conta com o apoio do ex-presidente José Sarney. Desde a saída de Aras, o posto vem sendo ocupado pela interina Elizeta Ramos, que muitos também consideram candidata à PGR.

Sem Playstation


O secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, o coronel da Polícia Militar Anézio Brito de Paiva, havia autorizado uma licitação de materiais para um programa de qualidade de vida no trabalho da Polícia Militar do Estado. Entre tantos itens contidos na licitação estavam 18 PlayStation 5, 96 pufes, 18 poltronas massageadoras e 18 máquinas de café. Só que o governo do Amazonas não concordou com a licitação e a revogou. O deputado Amon Mandel (Cidadania), usou suas redes sociais para dar uma breve explicação: “Valorizar, sim, os profissionais, mas de forma eficiente, com políticas de incentivo aos cuidados com a saúde mental, por exemplo. O secretário anunciou a suspensão do processo. Ganha o Estado em não desperdiçar esses recursos públicos”.

AGRESSIVA


A chinesa Temu acaba de desembarcar no país e já provoca efervescência no mercado brasileiro de e-
commerce. A gigante da China promete iniciar suas operações até janeiro. Já está oferecendo vantagens e
crédito adiantado a fornecedores em troca de contratos de exclusividade. A prática é complicada no varejo
on-line: a iFood foi obrigada a sacramentar acordo com Cade, comprometendo-se a não firmar exclusividade
com ninguém. A Temu vende de roupas a móveis, mais eletrônicos e decoração. Este ano, deve faturar US$ 6
bilhões em todo o mundo.

MISTURA FINA

 AS novas doações para o Fundo Amazônia chegam a conta-gotas aos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até a semana passada, o gestor dos recursos recebeu apenas 2,9% dos R$ 3,4 bilhões prometidos pelos Estados Unidos e países da Europa com a reativação do fundo pelo governo Lula. O Fundo tem hoje um saldo de caixa de R$ 4,1 bilhões. O valor considera depósitos feitos até 2019 pelos principais doadores do primeiro ciclo, incluindo Noruega, Alemanha e Petrobras, o rendimento financeiro das operações com juros, além de um depósito de R$100 milhões da Alemanha, o único feito neste ano.


um empenho do Ministério da Saúde com o objetivo de acelerar os trâmites para que o Bio-Manguinhos inicie a produção da vacina contra a dengue em 2024. O ressurgimento do soro tipo 3 do vírus, que não causa epidemias no país há 15 anos, acendeu a luz de alerta do Ministério – a cepa foi identificada, com um estudo da Fiocruz Amazônia e Instituto Osvaldo Cruz. A Fazenda já trabalha para reduzir exigências burocráticas para a importação de insumos para a produção do imunizante.

A EQUIPE econômica está pensando em todas as hipóteses para conter o impacto dos dois ‘meteoros’ (expressão de Fernando Haddad) que ameaçam o cumprimento do resultado fiscal: as regras de tributação sobre subvenções estaduais e a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/ Cofins. Entre as ideias surgidas, duas têm merecido maior atenção dos assessores de Haddad. Uma, tem cheiro de museu: a criação de uma contribuição temporária tipo CPMF. Outra, seria aumentar a alíquota de depósitos compulsórios do Banco Central.


DIPLOMATAS veteranos e experientes estão impressionados com os fracassos do Ministério das Relações Exteriores de Lula no conflito de Israel e mais ainda no resgaste dos brasileiros. O Brasil sem embaixador no Catar há dois anos, perdeu o interlocução de alto nível com o país, que define praticamente listas de estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza do Hamas. E o Catar retribui com o mesmo desapreço: ignora o Brasil.


uma corrida pela aprovação na Sudam, Sudeco e Sudene, respectivamente agências de desenvolvimento da Amazônia, Centro-Oeste e Nordeste. Essa última concentra a maior fila de pedidos: 255 demandas em análises com investimentos de R$ 16,5 bilhões, o número mais alto em três anos. Há incertezas sobre a continuidade ou não de incentivos fiscais nas três regiões. O prazo de aprovação dos projetos termina dia 31 de dezembro.

 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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