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Giba Um

"A interferência de Poderes é bumerangue, quando você joga, volta", 

de MARCO AURÉLIO MELLO // ex-ministro do STF, dando lição de vida sobre avanço da Corte em prerrogativas de outros Poderes.

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 Por conta do vazamento da informação de que a Madonna se apresentaria, dia 4 de maio, nas areias de Copacabana, com o espetáculo ‘Celebration Tour’, a festejada cantora pediu mais US$ 3,5 milhões e foi atendida. 


MAIS:  o contrato ainda não estava assinado e o novo valor foi coberto por uma marca de cerveja que entrou como patrocinadora do evento. O espetáculo deverá ser o de maior público na carreira de Madonna.

In –  Decoração: prateleira com cabideiro
Out – Decoração: cabideiro de chão


Fonte de inspiração


A cantora e drag queen Glória Groove, que começou aos 6 anos em comerciais e teve sua primeira experiência musical aos 7 anos ao integrar o grupo Turma do Balão, inspirado em outro grupo infantil, o Balão Mágico, está realizando outro sonho de criança. Uma das mais aplaudidas cantoras lançou no ano passado seu terceiro disco chamado ‘Futuro fluxo’, e nele uma homenagem a Xuxa Meneghel. Uma das faixa chama-se Modo Xuxa que teve seu clipe lançado há um mês, com a participação da ‘rainha dos baixinhos’,  que aparece como Darth Vader, vilão da franquia Star Wars, que já tem quase 900 mil visualizações no YouTube. Groove já se declarou várias vezes fã da artista e afirmou que Xuxa sempre teve influência em sua vida musical. “Xuxa é uma fonte inesgotável de inspiração para mim. É um ícone, uma lenda, parte importante da iconografia nacional e eu quis realizar esta homenagem para ela em vida. O clipe conta com diversas referências ao rico universo que ela criou e sua contribuição para a estética futurista do Brasil, que faz parte da era 'Futuro Fluxo'”.

Barrados no baile


Já está vigorando uma decisão inédita na história das Forças Armadas: o ministro Alexandre de Moraes (STF) proibiu a presença de generais e de um ex-presidente nas solenidades de militares. Estão barrados no baile, a se usar uma expressão popular, 22 suspeitos de participarem das conspirações da tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022. Eles não poderão colocar os pés em quaisquer eventos no Ministério da Defesa, Marinha, Aeronáutica, Exército e PMs. A determinação poderia ter sido feita pelo general Tomás Paiva, atual comandante do Exército: Moraes lhe poupou o trabalho. A proibição decorre das ofensas e para evitarem que a presença de qualquer um deles seja interpretada como permanência da política nos palcos militares. 


Quem não entra


Entre os atingidos pela proibição de Alexandre de Moraes estão, além de Jair Bolsonaro e os generais Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Oliveira, Estevam Theophilo e Mário Fernandes. Ou seja: um ex-presidente, dois ex-ministros da Defesa (Oliveira e Braga Neto) um ex-chefe de Operações Terrestres (Theophilo) e outro de Operações Especiais (Fernandes) não podem chegar perto dos quarteis nem na comemoração do Dia do Soldado. Detalhe: desde 8 de janeiro (estava em Orlando), Bolsonaro não dá as caras em eventos militares. 


A rainha e o cientista


Ainda falando de Oscar: após a entrega das estatuetas do grande prêmio do cinema, as celebridades (ganhadores, concorrentes, apresentadores e convidados) se dividiram em diversas festas pós premiação. Uma delas foi organizada pelo empresário e escritor israelense-americano Guy Oseary (casado com a modelo brasileira Michelle Alves), com coorganização da cantora Madonna. Aliás a ‘rainha do pop’ tem sua carreira administrada por Oseary.  Vestida de Maria Antonieta,  Madonna festejou e se divertiu muito na festa, que era para ser um “suposto” dia de folga, ao encontrar o grande vencedor do prêmio de melhor ator principal, o ator e músico irlandês Cillian Murphy e declarou: “Não é exatamente uma noite de folga para uma mulher  que precisa de uma noite de folga, mas estou tão feliz que conheci o meu A.C.T.O.R favorito!”.

 


Nada de novo

 Para Jair Bolsonaro, a proibição de Alexandre de Moraes não chega a ser novidade. Analistas de melhor memória estão lembrando que ele já teve sua presença indesejada nos quarteis quando Leônidas Pires Gonçalves e Carlos Tinoco proibiram-no nas casernas. Outra vez, o general Zenildo Lucena ameaçou prendê-lo quando então deputado quis fazer um espetáculo no seu estilo em frente ao quartel-general do Exército. Em 2023, Bolsonaro resolveu comparecer nas festas da Rota e chegou a homenagear policiais da Operação Escudo. Moraes, que foi secretário da Segurança de São Paulo, acabou coma festa. 


Plantação

O presidente Lula já não sabe mais como se referir à sua queda de popularidade e tampouco manifestar sua apreensão diante do que ainda pode acontecer nos próximos meses, caso cometa mais tropeções (o que não é difícil). Agora, resolveu transformar seu governo numa ‘plantação’. E garante: “Até agora (mais de um ano depois de sua posse), preparemos a terra, aramos, adubamos e colocamos a semente. Cobrimos a semente. Este é o ano que vamos começar a colher o que plantamos”. Na economia, contudo, não teve mérito: sabotou o Plano de Fernando Haddad (Fazenda) e só recuou quando começou a dar bons sinais.


PÉROLA

“A interferência de Poderes é bumerangue, quando você joga, volta”, 
de MARCO AURÉLIO MELLO // ex-ministro do STF, dando lição de vida sobre avanço da Corte em prerrogativas de outros Poderes.


"ASSESSOR JURIDÍCO

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior disse em seu depoimento à Polícia Federal que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres seria quem dava o embasamento jurídico para que Jair Bolsonaro decretasse estado de defesa ou de sitio, o que estava discriminado na “minuta do golpe”. O depoimento de Baptista demorou 10 horas. A “minuta” foi encontrada na casa de Anderson, numa operação de busca e apreensão. Torres disse que era “imprestável”. Ficou preso por 117 dias até chorou, garantindo que “não tinha nada com isso”. 

Operação de troca

Eduardo Bartolomeo, presidente da Vale, ganhou uma sobrevida de sete meses no cargo, onde permanece até dezembro. O objetivo é reduzir a tensão reinante na estatal, especialmente entre conselheiros, por conta da pressão de Lula. O conselheiro José Penido não aguentou e caiu fora, alegando que a Vale sofre “nefasta influência política”. Na sequência, entra em cena o discutido chefe da Casa Civil, Rui Costa (ele se considera um bom nome para 2026), garante que não há nenhuma crise no cenário, incluindo Petrobras e avisa que o governo vai começar a trocar os conselheiros de estatais. Quer colocar gente de confiança. 

OLHO NO FUNDO

A disputa pelo comando do União Brasil virou uma guerra, que teve canetada e até incêndio supostamente provocado. Luciano Bivar perdeu a presidência do partido, pode ser expulso e a cadeira ficou com Antônio Rueda, antigo sócio e parceiro de negócios. Não há ideologia lá: tem ministros no governo Lula e até abriga um dos maiores inimigos do petista, Sérgio Moro. Tem quatro governadores, sete senadores e 59 deputados. O que interessa é o dinheiro: este ano, receberá R$ 517 milhões de fundo eleitoral. Em 2022, quase bateu os R$ 800 milhões.

Grandes perdas

O calote no pagamento de dividendos a acionistas da Petrobras e as tentativas de interferência na Vale “passaram a perna” nos investidores. As duas maiores empresas do Brasil perderam mais de R$ 104 bilhões em valor de mercado. E Lula ainda conspira contra as contas públicas, reduzindo na Petrobras a maior parte de dividendos, a ser paga ao próprio governo, que ficou com tudo e xinga investidores de “gananciosos”. Após pressão do petista na Vale, a mineradora perdeu R$ 48,3 bilhões de valor desde janeiro e a Petrobras derreteu quase R$ 56 bilhões.  

VITÓRIA  DE HADDAD

O derretimento do valor de mercado da Petrobras em poucos dias se transformou numa vitória para o ministro Fernando Haddad (Fazenda): ganhou espaço no governo e o poder de indicar conselheiro para administração da maior empresa do Brasil. A Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda virou trampolim do Lula 3: Gabriel Galipolo vira diretor do BC e Rafael Debeux vai para o Conselho da Petrobras. E Haddad vê seu fôlego aumentar pelo espólio eleitoral de Lula.

MISTURA FINA


QUEM está trabalhando para que prefeitos e parlamentares do Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, se transfiram para o PL é o ex-presidente Jair Bolsonaro. Se o governador de São Paulo também se transfere para a legenda de Valdemar Costa Neto, pode levar 10 dos 28 prefeitos Republicanos em São Paulo. Tarcísio, contudo, não quer deixar o Republicanos com briga: cúpula do partido e suas lideranças podem reagir e não apoiar o governador em seus futuros voos. 

POR determinação de Lula, o Ministério dos Direitos Humanos, de Silvio Almeida, teve de cancelar solenidade marcada para 1º de abril, um dia depois dos 60 anos do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil. A ideia era exaltar com um evento no Museu da República, em Brasília, os perseguidos pelo regime militar e teria um discurso de Almeida. Apesar do veto, a Comissão de Anistia está de volta: deve manter julgamentos para 20, 21 e 22 de março e 2 de abril. 

A CHINESA  XPeng, fabricante de veículos elétricos, prepara sua entrada no mercado brasileiro. Já conversa com dois grupos concessionários multimarcas com o objetivo de iniciar a venda no mercado de seus veículos (dois modelos) no Brasil. Seria um test drive para a instalação de uma fábrica por aqui. XPeng é uma emergente da indústria automobilística de seu país. Tem entre seus acionistas a gigante Alibaba e a própria Volkswagen, com uma participação minoritária de 4,9%. Faturamento anual: US$ 6 bilhões. 

O CARREFOUR vai colocar à venda mais dois centros de distribuição em São Paulo, no modelo sale and leaseback, ou seja, amarrado a um contrato de arrendamento dos imóveis. O CSHG Logística FII, fundo do Credit Suisse Hedging Griffo, é apontado como forte candidato ao negócio. A operação confirma a estratégia dos franceses de fazer caixa com a monetização de seus ativos imobiliários. No ano passado, o Carrefour vendeu um pacote de cinco lojas e quatro centro de distribuição para a Barzel Properties por R$ 1,2 bilhão.

alguns dias, Luciano Huck, devidamente autorizado pela Globo, foi visto circulando pelos estúdios do SBT na Anhanguera, em São Paulo. Ele foi gravar participação no documentário sobre Silvio Santos, que será exibido pela plataforma +SBT. A emissora tem preparado uma série de documentários para contar a trajetória de diversos artista que fizeram história lá e Silvio Santos é o primeiro da lista. O projeto mostrará desde os tempos em que ele era camelô até seu auge. 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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