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Giba Um

"Algumas estão ganhando consciência do mal que podem fazer para a humanidade,

mas algumas servem à sua própria causa comercial de conseguir mais engajamento com o ódio. Infelizmente o ódio, a mentira, a desinformação trazem mais engajamento", de LUÍS ROBERTO BARROSO // presidente do STF, sobre a regulamentação das redes sociais.

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Alvo de duras críticas em maio de 2023 do presidente Gabriel Boric, inconformado com sua defesa ao ditador Nicolás Maduro e por relativizar a invasão russa à Ucrânia, o presidente Lula adiou a visita que faria ao Chile nos próximos dias 17 e 18. 

Mais: a programação da visita tinha sido articulada pelas chancelarias de ambos os governos, cujo presidentes discutiriam o protagonismo da esquerda no continente. O objetivo era favorecer uma troca de palavras bajuladoras e zerar o incidente de um ano. Não será dessa vez. 

Provando ao contrário

Abrindo seu coração para as páginas da Vogue, no qual é capa e recheio, Kendall Jenner, revela que foi muito desafiador entrar para o mundo da moda, e de uma certa forma agradece a Cara Delevingne, porque ela também vinha de uma família famosa. Ela revelou que no começo da carreira, por ser da Família Kardashian-Jenner poucas pessoas acreditavam no seu talento: “Acho que eles não acreditaram em mim quando entrei na indústria. Essa tem sido uma narrativa constante no mundo dos haters e às vezes isso tem sido muito difícil. Mas eu sempre digo que gosto de ser uma surpresa agradável. A moda está sempre mudando. Sempre há novas vibrações e energias. Quando entrei nisso, você realmente não via garotas famosas, entre aspas. Agora há outra vibração chegando. Está sempre mudando e mudando, e você enfrenta isso dia após dia. Eu percebo a vibração”. E provou ser uma boa profissional e mais que isso: hoje é uma das mais requisitadas para campanhas publicitárias e pelo sexto ano consecutivo é a modelo mais bem paga. Mais: Kendall é a única do clã que não tem filhos e revelou que não tem pressa: “Quando eu era jovem, costumava dizer que aos 27 anos adoraria ter filhos. Agora já passei disso e sinto que ainda sou muito jovem. Estou aproveitando minha liberdade sem filhos”. A modelo tem 28 anos.

Michelle fora da Presidência

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030, não gostou de duas simulações da nova pesquisa da Genial/ Quaest. A primeira é que, num cenário para a eleição presidencial de 2026, Lula teria 46% das intenções de voto, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caso fosse o candidato do Capitão, teria 40%. A outra é a que mostra que Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas são os nomes mais bem cotados para o Executivo no lugar de Bolsonaro. Michelle é apontada como a melhor opção por 28% dos eleitores brasileiros e o governador paulista aparece com 24%. Entre bolsonaristas, Michelle é a favorita com 41% e Tarcísio, de 33%. Bolsonaro ainda sonha em ser anistiado e concorrer de novo ao Planalto em 2026 e, por enquanto, não gosta de outras hipóteses. Jamais admitiria Michelle candidata à Presidência – e não gosta de falar disso. E nem vice: quer que ela concorra ao Senado em 2026 pelo Distrito Federal.

Demitidos

O Com mais de 1,1 milhão de empregados, o maior empregador único do Brasil, o governo federal, demitiu apenas 403 servidores desde que Lula assumiu a Presidência em janeiro de 2023. A taxa de funcionários punidos com demissão após processos administrativos, como prevê a lei, caiu pela metade em relação ao mesmo período do governo Bolsonaro, quando 757 funcionários públicos foram demitidos. A chamada “curva da vitalidade” de Jack Welch, famoso executivo da GE dos anos 80, prevê afastar 10% dos empregados com pior produtividade. 

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Sempre quis ser eu mesma

Aos 54 anos e com 22 anos de carreira a atriz e diretora teatral Leona Cavalli, ganhadora de vários prêmios,  revelou a revista Go Where, que desde os 6 anos queria ser atriz e que no início enfrentou a não aceitação da família, mas que depois a apoiou: “Eu sempre fui muito determinada. Acabei fazendo direito e artes cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul ao mesmo tempo. Mas no segundo ano de direito eu decidi que queria ser atriz e me mudei para São Paulo”. Com essa determinação hoje é inspiração para muitas mulheres e sobre isso desabafa: “Eu sempre quis ser o que eu sou. Nunca tive intenção nem vontade de ser uma inspiração ou um espelho para as pessoas. Eu não gosto de rótulos porque eles são sempre menores, mas acredito que a mulher ou qualquer pessoa que têm uma força de vontade e determinação têm o seu valor”.

In – Profissional de ginástica laboral 
Out – Personal trainer

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Tranca-REQ

Nos corredores do Congresso, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado tem sido acusado por senadores bolsonaristas, como Rogério Marinho e Sérgio Moro, de travar, propositalmente, os Requerimentos de Informações (REQs) destinados a ministérios e demais órgãos do executivo federal. A estratégia tranca-REQ seria uma forma de Pacheco proteger a gestão Lula de pautas desfavoráveis. Na prática, o Requerimento é um instrumento regimental quase sempre usado por adversários do governo – seja qual governo for – para levantar denúncias e suspeições contra atos do Executivo, disfarçadas de pedidos de abertura de dados e informações. 

 

Exigência

Depois das eleições municipais, o PL apresentará quais as condições que colocará sobre a mesa em troca do apoio de suas bancadas para os candidatos do Centrão às presidências da Câmara e do Senado. A principal exigência será o compromisso do postulante de levar ao plenário uma proposta para a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que o devolveria ao cenário eleitoral. Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, avisa que o fim do segundo turno deve ser o marco para o partido começar a tratar do assunto. A percepção é que as campanhas para a sucessão de Arthur Lira na Câmara e de Rodrigo Pacheco no Senado vão começar para valer. 

Pérola

“Algumas estão ganhando consciência do mal que podem fazer para a humanidade, mas algumas servem à sua própria causa comercial de conseguir mais engajamento com o ódio. Infelizmente o ódio, a mentira, a desinformação trazem mais engajamento”, 
de LUÍS ROBERTO BARROSO // presidente do STF, sobre a regulamentação das redes sociais. 

CAMPEÃO

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira e do Supremo, Luís Roberto Barroso, são as autoridades do país que mais usaram as aeronaves da Força Aérea Brasileira em 2024. Lira já voou 42 vezes nos jatinhos e Barroso, 35. Os dois foram beneficiados por decisão recente do TCU que assegura sigilo sobre voos em aviões oficiais. Mesmo assim, sabe-se que Maceió é o destino principal de Lira, depois de Brasília. Ele também solicita jatinhos para festas e eventos. No carnaval, em Salvador, participou do bloco de Bell Marques e depois desfilou pela Beija-Flor. No feriado da Páscoa, foi a uma praia em Fortaleza. 

De olho nas barragens

O Ministério Público Federal já está cansado de buscar um acordo com o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) vinculado ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. O próximo passo será uma ação na justiça exigindo que o Departamento realize uma ampla auditoria nas barragens do semiárido brasileiro, inclusive as 328 estruturas em fase de construção. Há atrasos na execução das obras e outra preocupação é o nível dos reservatórios. O MPF tem informações de que muitas barragens estão no limite por conta das chuvas na região. O maior motivo de alerta: no entorno das estruturas sob tutela do Dnocs vivem 17 milhões de pessoas. 

FUNDO  PARA  O  SUL

A tragédia do Rio Grande do Sul ressuscitou a proposta de criação de um Fundo Constitucional de Financiamento para a Região Sul, nos moldes da já existente para o Nordeste. O senador Paulo Paim (PT-RS) tem sondado outros parlamentares em busca de apoio para a elaboração e votação de uma PEC em caráter emergencial. No ano passado, 173 deputados apresentaram uma PEC para implementação de fundos regionais para o Sul e Sudeste. Acabou em outra PEC e está parada até hoje.

Com  ou  sem  risco

A Medida Provisória do presidente Lula autorizando a milionária importação de arroz surpreendeu a Fedearroz (Federação as Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul), que representa 6 mil produtores. A compra está a cargo da Conab, empresa pública de abastecimentos dirigida por Edegar Pretto, radical petista ligada ao MST, que diz que “inexiste risco de desabastecimento”. A MP de Lula autoriza compra de um milhão de toneladas e já reservou R$ 416 milhões para 104 mil toneladas. 

DE  VOLTA

Em breve, os motoristas de São Paulo poderão voltar, depois de 16 anos, a abastecer em postos Texaco, marca centenária cuja identidade visual é composta por uma estrela branca num fundo vermelho. A Ipiranga fechou um acordo de licenciamento com a Chevron Brands International LLC, subsidiária da Chevron Corporation. A Ipiranga será responsável pelos novos postos com a bandeira Texaco e ainda vai operar as lojas de conveniência da rede, sob a marca Star Mart da Chevron.

MISTURA FINA

ELON Musk fez doação de mil terminais da Starlink, sua empresa de internet, para fornecer conectividade às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul, por meio de tecnologia que dispensa Fibra Ótica. Atendeu pedido de Gisele Bündchen e do ex-ministro Fábio Faria. Musk disponibilizará o uso gratuito de todos os terminais até que a região se recupere. As mil unidades doadas custam R$ 2 milhões, além de outros R$ 184 mil mensais em custos de operação. 

A GRENDENE, fabricante de calçados de Alexandre Grendene, sugeriu, na semana passada, aos funcionários que doassem as próprias cestas básicas – distribuídas pela companhia para as vítimas das chuvas do Rio Grande do Sul. No fim das contas, a empresa, um gigante do setor de calçados, com faturamento de R$ 2,4 bilhões no ano passado, acabou ficando com a pecha de ser solidária usando o bolso alheio. 

AINDA Alexandre Grendene: um empreendimento imobiliário no balneário de Maldonado, no Uruguai, que ele ia começar a construir, teve o início das obras barrado pelas autoridades locais. Além dos protestos dos outros milionários da vizinhança, sob alegação de que o projeto avança indevidamente por áreas próximas, há denúncias de supostas irregularidades ambientais, com impacto sobre pantanais no entorno do riacho El Potrero. 

OS dirigentes da SAF do Atlético-MG estão batendo bola em torno da possibilidade de captação de novos recursos. Há dias apareceram variações do esquema tático na prancheta: a venda direta de uma participação no capital para um investidor ou uma oferta em bolsa. A única certeza é que a família Menin, dona da MRV, Banco Inter e da CNN Brasil, seguirá como a dona do campo e do jogo das camisas. O clã é o maior acionista da Galo Holding, com 68%. 

AS atenções do varejo farmacêutico estão voltadas para o destino da Drogaria Pacheco São Paulo, depois da morte do empresário Samuel Barata, maior acionista. Há quem acredite que agora a rede possa ser vendida. Anteriormente, Femsa, do comércio farmacêutico do México e a cearense Pague Menos fizeram tentativas, mas foram impedidas por Barata. A Pague Menos voltará às negociações e dando certo, as duas redes juntas deixariam para trás a líder do mercado, a rede Raia Drogasil, chegando a mais de 2,5 mil lojas e receita anual superior a R$ 22 bilhões. Contudo, a fusão ou negociação do controle ainda está longe de ser um consenso. 

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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