Nos mais variados caminhos da vida, há espaços para todos os viventes. Assim também haverá motivos para cada qual expressar seus sentimentos e seus projetos de vida. O maravilhoso em tudo isso consiste em poder fazer tão somente aquilo que lhe for permitido por normas morais e éticas.
Não haverá espaço para aventureiros. Haverá tão somente espaço para aqueles e aquelas que, em sã consciência, souberem organizar seus raciocínios em favor do bem comum.
Caminhando por esses e outros caminhos da vida, cada qual saberá discernir por onde andar e em quem confiar que também se encontre por esses mesmos caminhos. Não invejar se outros se encontram em melhores condições. Não querer considerar-se maior ou melhor do que os demais. Não criar campo de batalha para saber quem seria o melhor.
Quem tiver descoberto as riquezas de alguma conquista no amor deverá ter bom senso em conviver harmoniosamente. Não olhando as diferenças, mas aquilo que seja possível partilhar no respeito e na alegria. Amar e comungar as mesmas esperanças. Perdoar as fraquezas.
O mundo será bem melhor se os seres humanos forem sensíveis às limitações dos demais. O mundo só será melhor se cada qual administrar seus dons conforme o desejo de Deus.
E o desejo de Deus é de que todos formem unidade entre si e com o próprio Deus. Afinal, todos se encontram no mesmo barco, ou todos se salvarão ou todos se afogarão.
Agora não é hora de olhar a vida com os olhos do medo, mas com os olhos da esperança. Não olhar com os olhos do pessimismo, mas com os olhos do otimismo. Não olhar com os olhos do desânimo, mas com os olhos da fé.
Pois essa fé se transformará em alicerce no qual Deus terá o prazer de construir seu reino de amor e de esperança, e com finalidade divina, realizando um novo céu e uma nova terra. Certamente um reino de paz e de harmonia, onde todos anteciparão as alegrias celestes.
Lembro agora, percorrendo a Bíblia Sagrada, de um diálogo realizado entre o Mestre dos mestres e seus discípulos. O Mestre queria testar até onde estaria andando essa fé. E até onde poderia ir sua confiança e sua segurança. Queria saber até que ponto o povo o conheceria.
A resposta saiu dos limitados conhecimentos que dele possuíam. E ele respeitou, pois o caminho que estavam percorrendo ainda não estava tão claro e tão seguro. Respeitando a condição daqueles que o estavam seguindo, dirigiu-se diretamente a seus discípulos. E esses também não estavam muito seguros.
Foi então, que, em nome do grupo, e bem mais esclarecido, um discípulo fez um ato de fé corajoso e profundo. Revelou, em sua confiança, que o conhecia e estava disposto a segui-lo, fosse qual fosse o caminho. Esse discípulo mostrou com sua sabedoria e humildade que o caminho existe para todos.
Nele há espaço para todos, mesmo que seja difícil e doloroso. Cada ser humano nasceu por graça divina, e agora tem à sua frente um desafio e uma tarefa a realizar.
Será preciso acreditar a qualquer preço. Não lhe faltará a luz do alto a iluminar a fé e a dissipar as trevas do medo e da indecisão. Sempre terás a palavra e o conforto vindos das alturas.





