No ano de 1870 – fim da Guerra da Tríplice Aliança –, chegou a notícia aos moradores de Monte Alegre de Minas – Triângulo Mineiro – de terras férteis para agropecuária na região do então Campo Grande de Vacaria.
Isso acabou aguçando a vontade desbravadora de nosso fundador, José Antônio Pereira, que precisava de terras para alojar sua família.
Em 21 de junho de 1872, nosso descobridor chegou e abrigou-se em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju.
Exatamente na confluência de dois córregos – mais tarde denominados Prosa e Segredo – e que hoje está o Horto Florestal. Somente no ano de 1899 o arraial de Campo Grande torna-se independente de Nioaque.
Passados aproximadamente 150 anos, Campo Grande aproxima-se de um milhão de habitantes. Seu PIB é de R$ 36 bilhões.
Tem uma área aproximada de 8 mil km². Se comparada a São Paulo capital, que tem pouco mais de 1.500 km², é uma capital gigantesca. Ocorre que nossa urbe teve um projeto sólido de acabar com a favelização em administrações anteriores.
O sistema era simples: a prefeitura cedia áreas e materiais de construção financiados e construção em mutirões. A Capital Morena de Lúdio Coelho, que tinha ruas largas, muito verde, parques e um plano diretor de Jaime Lerner – urbanista reconhecido internacionalmente – não existe mais.
Atualmente, Campo Grande tem mais de 40 favelas, com milhares de pessoas vivendo na pobreza em uma capital muito rica. Uma das mais conhecidas, a favela do Mandela foi quase totalmente destruída por um incêndio, o que já era previsto. A alcaide foi uma herança do anterior prefeito, com ambições de se tornar governador.
Casada com um político pastor, o que se vê são novas obras, as quais muitas foram iniciadas e outras muitas, abandonadas.
O povo, principalmente os mais pobres, continuará mais pobre. Não há boas notícias. Engenharia de tráfego inexistente e sinalização precária – nos bairros, principalmente –, levando a acidentes e mortes. Estrutura viária cheia de buracos e irregularidades, causando prejuízo aos usuários, motoristas, empresas, motociclistas, veículos e pedestres.
Campo Grande foi construída por migrantes de todas as partes do mundo. Europeus, asiáticos, árabes, mineiros, paraguaios, bolivianos, gaúchos, africanos, enfim, guerreiros desbravadores que com sangue, suor e lágrimas construíram suas vidas em um ambiente tão inabitado e hostil.
Oremos para que o povo vote sabiamente para colocar uma prefeita ou um prefeito que – no mínimo – olhe pela cidade e pelos menos favorecidos.





