Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Corruptores profissionais da vida republicana"

Ciro Gomes definindo os irmãos Batista, cuja empresa em sido beneficiada por Lula

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Pacheco pode virar opção de Lula para o Itamaraty

A aposentadoria próxima do embaixador Mauro Vieira, ao completar 75 anos, poderá propiciar o pretexto que o governo procura para designar um novo ministro das Relações Exteriores. O presidente Lula (PT) estaria propenso a nomear uma liderança do Congresso, “de fora” da carreira, fazendo crescer a expectativa da escolha presidente da Câmara, mas isso foi descartado pelo próprio Arthur Lira (PP-AL). Restou o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que irá abandonar a política.

Fidelidade premiada

Para assessores de Lula, Pacheco teria perfil adequado para o cargo de chanceler, e o credencia também sua fidelidade ao governo.

Objetivo é o STF

O cargo de chanceler poderia ainda pavimentar o caminho de Rodrigo Pacheco para o Supremo Tribunal Federal (STF), seu sonho.

Aposentado pode

Mesmo aposentado, nada impede que Mauro Vieira permaneça no cargo de chanceler decorativo, cargo de livre provimento presidencial.

Amorim se opõe

Ministro de fato, Ceso Amorim é o principal obstáculo à nomeação de alguém estranho à carreira para exercer o cargo de chanceler.

Aval de Boulos ao ‘rachadones’ ainda custará caro

A oposição não está disposta a esquecer o processo que pede a cassação do deputado federal André Janones (Avante-MG) e que o relator Guilherme Boulos (Psol-SP) pediu arquivamento no Conselho de Ético. O deputado mineiro foi gravado dizendo que assessores deveriam usar fatia do salário para pagar gastos de campanha. A pressão sobre a Mesa Diretora da Câmara para acatar recurso que questiona decisão do Conselho deve ganhar força em agosto, findado o recesso legislativo.

Só lucro

O recurso servirá para desgastar Janones e, de quebra, Boulos, nome da extrema-esquerda para disputar a Prefeitura de São Paulo.

Possibilidades

Uma vez aceito, o recurso será votado em Plenário. Arquivado, morre ali. Aprovado, volta ao Conselho com novo relator e chance de cassação.

Desgaste garantido

Como a Mesa não tem prazo para analisar o recurso, se não o fizer, a oposição vai mascar o assunto. Se o fizer, a notícia já gera desgaste.

Montanha de problemas

“É mesmo uma montanha de batom na cueca”, provoca o deputado Filipe Barros (PL-PR) após o TCU suspender licitação da Secom, sob gestão de Paulo Pimenta, suspeita de fraude. Montanha seria o codinome de Pimenta na planilha de propina da Odebrecht, o que ele nega.

Serventia

A senadora Damares Alves (Rep-DF) se diz chocada com notícia de que a PRF quer saber até afinidade partidária dos servidores, “Se não é para perseguir, para que serve manter dados do servidor como este?”

Explica aí

A Polícia Federal marcou para esta quarta-feira (17) depoimento do deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, para explicar denúncias de suposta arapongagem.

Passe no RH

O clima é de barata voa na representação da Apex em Miami, nos Estados Unidos. A ‘rádio corredor’ já dá notícias de que haverá reestruturação na unidade. Trocando em miúdos, demissões.

Ladroagem deletada

O deputado Coronel Meira (PL-PE) diz que a esquerda já está com a narrativa pronta para o retorno de José Dirceu à cena política. “Toda e qualquer condenação passará a ser classificada de fakenews”.

Arresto da loteria

Para reforçar o caixa do Fundo para Calamidades Públicas e Defesa Civil, o senador Fernando Dueire (MDB-PE) tem proposta para que a grana arrecadada com sorteio de loteria seja destinada a este fim.

Lógico

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) reafirmou à coluna que as declarações de Lula (PT) interferem no dólar. “O que um presidente fala é a sinalização de uma política pública de um país inteiro”, explicou.

Indústria sofre

A nada mole vida da indústria brasileira enfrentou um mês de maio penoso, caiu 1% em relação a maio de 2023. Nove dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas negativas. Os números são do IBGE.

Pensando bem...

...corte de gastos, nem pensar.

PODER SEM PUDOR

Mentiras de pescador

Em Novo Airão (AM), a turma se diverte contando mentiras de pescador. Certo dia, o prefeito Wilton Santos inaugurou a peleja, numa mesa de bar: “Uma vez eu matei um jacaré de quatro metros e meio...” Denílson, seu vice, tripudiou: “Besteira. Eu já matei um de cinco metros...” Lourinho, pescador e conversador profissional, contou a lorota vencedora: “Pois eu conheço um jacaré de sete metros. Vou para o outro lado do rio, levo muitos peixes, empanturro o bicho, ele fica meio paradão, boto uma corda no seu pescoço e ele me leva para onde eu quiser...

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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