Colunistas

Cláudio Humberto

"Decidiu o tribunal, santa palavra do tribunal no Brasil"

Ditador Nicolás Maduro ao dizer que a Venezuela repetiu o que aconteceu no Brasil

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Câmara irá limitar ingerência do STF nos Poderes

Haverá consequência, após o presidente Lula (PT) se associar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para atropelar o Congresso e acabar com as emendas impositivas ou obrigatórias: a Câmara dos Deputados deve finalmente votar e aprovar a emenda, já aprovada no Senado, que limita o uso de decisões monocráticas para anular lei ou atos dos presidentes de Poder. A avaliação é do senador Esperidião Amin (PP-SC), relator da emenda do Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.

Jogada do Planalto

“Para mim, é uma ação coordenada pelo governo”, disse Amin, sobre a decisão do STF avalizando a decisão monocrática de Flávio Dino.

Para que intervir?

“Não há nenhuma razoabilidade em o judiciário intervir sobre os recursos de investimento de um país”, diz o experiente parlamentar catarinense.

Poder terceirizado

Amin acha que Lula coordenou essa iniciativa ao perceber que seu poder de negociação com o Parlamento ficou “terceirizado”.

Acabou sendo bom

Apesar do impasse, Amin acredita em desdobramentos positivos. “Agora, a Câmara vai querer votar a PEC das decisões monocráticas”.

Como juízes, senadores não assinam impeachment

Os senadores decidiram não repetir o Supremo Tribunal Federal (STF), onde supostas vítimas atuam como polícia, denunciante e julgador. Eles decidiram não assinar o requerimento de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. É que, se o processo for aberto, caberá ao plenário do Senado julgar o acusado. Além do caráter político dessa decisão, senadores seguem orientação de juristas para adotarem cautelas a fim neutralizar alegações malandras de anulação do processo.

Cuidados a mais

Os cuidados em torno do impeachment de Moraes foram confirmados à coluna por um líder da iniciativa, senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Quarto de milhão

O pedido de impeachment lançado nesta sexta (16), em poucas horas, já somava mais de 250 mil assinaturas na plataforma change.org.

Margem de erro

Girão contou que senadores têm a orientação de um jurista renomado, que não identifica para sua proteção, a fim de reduzir a margem de erros.

Pedreiro suspeito

A Folha apontou outra atitude abusiva: o gabinete de Alexandre Moraes usou a estrutura do TSE para investigar a vida de um pedreiro, coitado, que havia contratado para fazer um trabalho na casa do ministro.

Inquérito bombril

“[Alexandre de] Moraes fez do inquérito das fake news um ‘inquérito bombril’, em que vale tudo o que sai da cabeça dele”, criticou o ex-vice-presidente Hamilton Mourão, atual senador

CCJ irá agilizar

A deputada Caroline De Toni, presidente da CCJ da Câmara, defendeu a PEC que limita decisões monocráticas dos ministros do STF: “Não podemos deixar nas mãos de um único Ministro do Supremo decisões que afetam toda a Nação e que já foram consolidados pelo Congresso”.

Era tudo mentira

Oito penosos anos depois, a Justiça Federal de Porto Alegre absolveu Eduardo Pezzuol e Leonardo Sperry, executivos da Taurus, de vender armas a traficante do Iêmen. Ganhou as manchetes, mas era mentira.

Gente ordinária

O Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e TV BandNews, revelou que o Cyber Gaeco, grupo de combate a crimes cibernéticos do MP de São Paulo, descobriu e neutralizou 90 casos de vigaristas tentando aplicar golpes usando celulares dos familiares dos mortos no desastre aéreo.

Outro PCC

Viralizou vídeo que mostraria o ex-líder do Partido Comunista de Cuba, Manuel Castellanos, de máscara sanitária, boné e camiseta chegando ao aeroporto de Miami, EUA, para supostamente se aposentar.

Unha

A média das pesquisas eleitorais da RCP nos EUA mostra a vice Kamala Harris à frente de Donald Trump nos levantamentos nacionais. Entretanto, nas disputas pelos estados-chave, Trump aparece à frente.

O tempo voa

Há 8 anos, senadores discutiam reservadamente “fatiar” o impeachment de Dilma nos dias que antecediam o julgamento no Senado que seria presidida por... Ricardo Lewandowski, do STF, atual ministro de Lula.

Pensando bem...

...como diz o cientista político Fernando Schuller, Psol é o partido mais poderoso: não ganha nada no Congresso, mas vence todas no STF.

PODER SEM PUDOR

Lógica política mineira

O regime militar dava sinais de fraqueza e a oposição se organizava. Em Minas, Tancredo Neves e Magalhães Pinto se uniram para criar o moderadíssimo Partido Popular. Estavam juntos, mas queriam a mesma coisa: o governo mineiro. Um jornalista interpelou Magalhães: “Tancredo Neves é candidato ao governo de Minas?” Magalhães respondeu: “Bom, ele me disse lá em casa que não é não, mas isso quer dizer que ele é...

CLÁUDIO HUMBERTO

"O Brasil não aguenta mais dois anos de Lula"

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após sucessivas propostas de taxação do petista

15/01/2025 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PT e centrão disputam o Ministério da Saúde

É quase unanimidade no governo Lula que Nísia Trindade, ministra da Saúde, tem desempenho muito aquém no comando da pasta e tem tudo para sair da Esplanada na reforma ministerial que Lula deve deflagrou ao demitir Paulo Pimenta da Secom. Ao menos dois partidos já estão de olho na cadeira de Nísia: o PT, que sempre quer mais um naco de poder no governo, e o Progressistas, que oficialmente nem mesmo está na composição da base aliada de Lula no Congresso Nacional.

Dilma 3

Com possível saída de Alexandre Padilha das Relações Institucionais, o PT quer acomodá-lo na Saúde, cadeira que ocupou no governo Dilma.

Interesse especial

Com Flávio Dino (STF) travando as emendas parlamentares, o centrão cresceu o olho em ministérios com emendas obrigatórias, como Saúde.

Tudo nosso

O PT não pensa em perder o ministério de Padilha, vai apresentar outro nome para o posto: José Guimarães (PT-CE), líder de Lula na Câmara.

Tem que dividir

A base de Lula até reconhece o bom trânsito de Guimarães, mas já reclamou que não faz sentido manter a articulação política com o PT.

Tributarista prevê mais imposto ao agro em reforma

Especialistas em direito tributário e agrário alertam que a regulamentação da reforma tributária, na agenda do governo Lula em 2025, pode trazer prejuízos ao agronegócio. O risco é de elevação da carga tributária. Tributaristas como Lâmid Porto, Leandro Marmo e Luciano Faria, avaliam que a tributação em cascata sobre a cadeia produtiva e o aumento da burocracia podem prejudicar a competitividade do setor, que é fundamental para o bom desempenho do PIB brasileiro.

Vai apertar

Os tributaristas alertam que grande parte dos produtores que não pagam ICMS, PIS e COFINS, IPI, ISS, terão que pagar o IBS e a CBS.

Crédito escasso 

Com o IBS e a CBS incidindo sobre operações bancárias, há expectativa de dificuldade na hora de tomar crédito para produção rural.

Empregos em risco 

Lâmid explica que a exclusão de benefícios sob bens agrícolas, reduzem lucros de produtores e podem afetar a geração de empregos no campo.

Janjapalooza de milhões

É ainda maior a sangria nos caixas de estatais brasileiras para bancar o Janjapalooza, inicialmente estimado em R$33,5 milhões. O evento contou com injeção de ao menos R$83,45 milhões de empresas públicas

Cota Janjista

Mariah Queiroz, assessora do prefeito do Recife, João Campos (PSB), é quem vai assumir as redes socias na Secom e, consequentemente, o lugar de Brunna Rosa, apadrinhada por Janja e demitida por Sidônio.

Boquinha de siri

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, até foi perguntado por jornalistas sobre a compensação de eventual isenção do imposto de renda para dois salários mínimos. Fez ouvidos moucos e não respondeu.

Foi rápido

Não demorou nem 24h oficialmente no cargo para que o novo ministro da propaganda de Lula Sidônio Palmeira começasse a rezar sob cartilha do PT. Já no discurso de posse, disse que a Meta fomenta “faroeste digital”.

Mudanças do BC

O Banco Central resolveu mudar a data de divulgação das estatísticas fiscais de janeiro. Diz que as instituições financeiras apresentaram “necessidade de prazo adicional” para se adaptarem ao novo sistema.

Linha-dura aprovada

Frustrou a turma que pretendia fazer uso político dos excessos da Polícia Militar de São Paulo o levantamento do Paraná Pesquisas que mostra aprovação dos militares em 53,1%. Os que desaprovam somam 25,7%.

Federação na pauta

Sem muita alternativa diante do fracasso eleitoral, caciques do PSDB, PDT e Solidariedade se reúnem nos próximos dias para discutirem uma federação para 2026. É isso ou o risco de extinção.

Lula lá?

Donald Trump convidou o presidente da China, Xi Jinping, para a cerimônia de posse como presidente dos Estados Unidos, dia 20. Javier Milei (Argentina) também foi convidado. Já Lula... ainda não foi chamado.

Pergunta na Ibovespa

Dólar abaixo dos R$6, só após o Carnaval?

PODER SEM PUDOR

O primeiro milagre de Lula

Ramez Tebet acabara de receber Lula na entrada do gabinete da presidência do Senado. Amassos de todo lado, multidão se espremendo para ver o presidente eleito, câmeras de TV, flashes espocando, empurra daqui, empurra dali. Lula finalmente chega ao gabinete, coalhado de políticos. Um deles, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB), num esforço muito grande, consegue se levantar da cadeira de rodas que usava habitualmente. Queria cumprimentar Lula de pé. O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) percebe e toma um susto:
- Ronaldo, você está andando?!

ARTIGOS

Quem cuida do cuidador?

14/01/2025 07h45

Arquivo

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Em muitas famílias que têm um membro com Alzheimer ou com alguma condição de dependência, invariavelmente, alguém precisa assumir o papel de cuidador. Esses indivíduos desempenham um papel vital, oferecem suporte emocional, físico e prático a quem mais precisa. Mas, quando o cuidador precisa de cuidados, será que alguém está atento a eles? Principalmente quando o papel de cuidador é entregue a um familiar, este invariavelmente sofre e, por mais que se dedique, não consegue reduzir as perdas do enfermo, principalmente dos portadores de Alzheimer. Este cenário descrevo em “O que Me Falta”, com base em experiências pessoais com a doença. 

Mesmo que os cuidadores sejam profissionais de saúde ou assistentes sociais, todos enfrentam desafios significativos. O desgaste do cuidador ou a síndrome de burnout são realidades preocupantes. Longas horas de trabalho, responsabilidades emocionais e a constante pressão para proporcionar o melhor podem levar à exaustão física e mental.

Sem um suporte adequado, os cuidadores correm o risco de negligenciar a própria saúde e bem-estar. O primeiro passo para apoiar o cuidador é reconhecer a importância do autocuidado. Isso envolve práticas diárias que promovem a saúde física e mental, como alimentação equilibrada, exercícios regulares e momentos de descanso. Além disso, é crucial que eles reservem um tempo para atividades que tragam prazer e relaxamento, como ler um livro, caminhar no parque ou meditar. 

Uma rede de suporte robusta é essencial. Isso pode incluir familiares, amigos e colegas de trabalho que compreendam as dificuldades enfrentadas diariamente. Grupos de apoio e comunidades on-line também desempenham um papel importante, ao oferecer um espaço para compartilhar experiências e trocar conselhos. A sensação de não estar sozinho nessa jornada pode fazer uma diferença significativa. 

O acesso a serviços profissionais de saúde mental é fundamental. Psicólogos, terapeutas e conselheiros podem oferecer orientação e estratégias para lidar com o estresse e as emoções complexas que acompanham o trabalho de cuidado. Sessões regulares de terapia podem proporcionar um espaço seguro para que os cuidadores expressem suas preocupações e encontrem mecanismos de enfrentamento eficazes. 

Empresas e instituições de saúde têm a responsabilidade de implementar políticas que apoiem os cuidadores. Isso pode incluir programas de bem-estar no local de trabalho, horários flexíveis e iniciativas de reconhecimento e valorização. Políticas públicas que garantam acesso a recursos financeiros e serviços de apoio também são cruciais para assegurar que possam continuar seu trabalho essencial sem sacrificar a própria saúde.

Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade coletiva. Reconhecer suas necessidades, oferecer suporte e implementar políticas eficazes são passos fundamentais para garantir que aqueles que dedicam suas vidas a dar suporte aos outros recebam o apoio que merecem. Somente assim podemos construir uma sociedade mais equilibrada e compassiva, em que todos, inclusive os cuidadores, possam prosperar.

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