Colunistas

GIBA UM

"Depois da entrevista de Lula, uma certeza: ainda bem que temos um Banco Central independente"

de SÉRGIO MORO (União-PR) //depois do presidente falar que achava uma bobagem o BC ter independência.

Continue lendo...

O ex-lutador de MMA, José 3 Aldo, já se decepcionou com o ex-presidente Bolsonaro no ano passado. Ele queria ser candidato do Planalto ao Senado pelo Amazonas, mas Bolsonaro preferiu apoiar o Coronel Menezes.

Mais: o coronel acabou derrotado por Omar Aziz. Aldo não escondeu que se chateou, mas, não se arrepende de ter aberto as portas de sua mansão porque acredita receberá mais ofertas para alugar sua casa após a estadia do ex-presidente

IN: Suflê de batata

OUT: Suflê de aspargos

Legalista

Generais que conhecem o novo comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, apostam que ele é um “legalista” e não demorará em abrir investigações contra militares que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro.

O general Juarez Cunha, que foi demitido da presidência dos Correios em 2019 por Jair Bolsonaro, diz não ter dúvidas sobre a ação de Paiva: “Se encontrar quem cometeu crime militar, vai responder na Justiça Militar. Se for crime comum, na Justiça comum”.

Também o general Paulo Chagas segue na mesma cartilha: “O novo comandante do Exército fará as punições necessárias”

ÔNUS

Militares em posição de comando da PM do Distrito Federal avaliam que o governo quer imputar à corporação o ônus da depredação ocorrida em Brasília. A insatisfação é sentida também entre as praças.

Não perdoam o interventor federal do DF, Ricardo Capelli, por exonerar o ex-comandante geral da PM Fábio Augusto Vieira, fotografado trabalhando – e sangrando. A cúpula da PM defende que a falha da corporação se deu pelo baixo efetivo escalado para o trabalho – e não por conveniência.

Concessão suspensa

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) quer suspender a concessão de boa parte dos 18 parques federais e nove unidades, localizados em 12 estados e incluídos no PPI (Programa de Parcerias de Investimento). Um exemplo é o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, ocupada por mais de 1,6 mil famílias de produtores rurais e 43 comunidades tradicionais.

Outro exemplo é o Parque Nacional da Serra do Cipó, que reúne milhares de indígenas e extrativistas. ONGs dizem que o processo desses dois parques vinha sendo tocado pelo governo Bolsonaro em nenhuma consulta às populações locais.

NOVA META

A deliberação sobre mudança do target da inflação do próximo ano já foi tomada pelo novo governo. A meta deverá subir dos 3% fixados no governo Bolsonaro para 4% ou até 4,5% (a meta deste ano está definida em 3,25%) com intervalo mantido de 1,5%.

Desde meados do ano passado, o ex-diretor do BC, Sérgio Werlang, implementador do sistema de metas, defendia a ampliação do target. A ideia é que a nova mudança seja feita em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), nos meses de junho, julho ou agosto.

Novo alvo

Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) que cuida do lado digital da vida do pai e pilotou essa área na campanha, elegeu novo alvo no que sobrou do “gabinete do ódio”, onde ainda colaboram alguns chegados.

Carlucho quer infernizar o casal Lula-Janja. Nas últimas horas, diante da metralhadora giratória disparada em cima das despesas de Jair Bolsonaro no cartão corporativo, ele disparou mensagem lembrando a gastança de Lula e Janja como hospedagem (antes da vitória pagas pelo PT). Nas contas de Carlucho, a alegria do casal no exterior custa ao brasileiro R$ 11.638 por dia.

Movida a desafios

A apresentadora e jornalista Patrícia Poeta, 46 anos, que hoje comanda o Encontro ao lado de Manuel Soares há seis meses vem sendo bastante criticada por algumas atitudes e deslizes que comete durante o programa. Apesar disso não se abala e segue em frente e garante que está bem confortável no comando da atração e que até divide alguns momentos de sua vida, como por exemplo, repartiu com o público o diagnóstico que tinha endometriose, no qual classificou como como um alerta, um serviço.

“No palco do Encontro posso ficar sem sapatos, como faço toda sexta-feira, assim como abraçar e acolher cada história. Ser eu mesma. Ter essa liberdade é maravilhoso!”.

Para manter a forma Patrícia revelou que prática musculação e dança e gosta muito de caminhar. Ela também não se considera uma celebridade e que procura sempre resguardar sua vida pessoal.

Sobre a vida profissional diz: “Eu sou movida a desafios”. E revela quais são seus sonhos e projetos para este ano “Hoje meu maior sonho é ter saúde, ter aqueles que eu amo por perto. Quero continuar seguindo com meu trabalho que me dá um prazer enorme. Trabalhei muito para chegar até aqui e acho que tenho muito pela frente ainda. Estou apenas no caminho de uma longa jornada. De resto, é seguir vivendo um dia de cada vez. Sem pressa, sem ansiedade

Auto comando reunido hoje

“O presidente não perdoou, nem vai perdoar a ocupação dos acampamentos em frente ao Exército. Quer a apuração absoluta”. Era José Múcio Monteiro (Defesa), avisando, depois do primeiro encontro de Lula com o novo comandante do Exército, general Tomás Paiva, que o presidente não abre mão das investigações sobre participações de militares nos ataques golpistas de 8 de janeiro.

Paiva, ex-titular do Comando Militar do Sudeste (também foi chefe do gabinete do polêmico general Eduardo Villas Boas e ajudante de ordens de FHC, com mantém amizade) ouvia com atenção – e disposição. Para hoje, Paiva, que já havia tido seu nome cogitado para o cargo, convocou uma reunião do Alto Comando: quer repassar aos demais 16 generais quatro estrelas as diretrizes de sua gestão.

Depois de saber de sua exoneração da posição de comandante do Exército, o general Júlio César de Arruda, considerado bolsonarista e que resistiu a revogar a designação do ex-ajudante de ordens do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid do comando do 1º Batalhão de Ações e Comandos, unidade de Operações Especiais, em Goiânia, foi se queixar aos integrantes do Alto Comando.

Não encontrou respaldo; os generais lembraram da conversa que, em março de 2021, Bolsonaro demitiu, de uma só vez, o ministro da Defesa e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

“Não se sabe o rumo”

A vencedora do BBB18 Gleice Damasceno, diz que sente orgulho de sua passagem pela casa mais vigiada do Brasil, e garante que o programa lhe abriu muitas portas, inclusive de um sonho que havia sido engavetado: ser atriz. Ela atuou no filme Noites Alienígenas dirigido por Sérgio de Carvalho, que foi baseado no romance homônimo do próprio diretor, que ganhou seis kikitos no Festival de Cinema de Gramado do ano passado.

Em breve poderá ser vista no filme Ninguém é de Ninguém baseado no romance de Zíbia Gasparetto e na série Tarã estrelado por Xuxa e Angélica, no Disney+.

E ela diz qual foi a maior lição que aprendeu no BBB18: “A maior lição que eu tirei do “BBB” é que você não sabe o rumo que a sua vida vai tomar. Então a gente tem que manter os pés no chão e sempre pedir humildade, pedir para Deus para manter você com a cabeça boa, porque você não sabe o que vai acontecer amanhã na sua vida”.

Menos de 30 dias

Incomodados com a demora na resposta aos pedidos por cargos no governo, representantes de partidos aliados de Lula no Congresso têm optado por buscar a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para conversar.

E também ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Os dois tratam de dizer aos reclamantes que “tudo será resolvido”, mas não dizem quando. Gleisi ainda argumenta que “afinal não temos nem 30 dias de governo”.

Na estrada

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin vai realizar mais viagens nos estados – e não apenas São Paulo, onde fez carreira política. Uma das visitas será uma ida a Mato Grosso do Sul para supervisionar a construção da ponte entre Porto Murtinho, no Brasil e Carmelo Peralta, no Paraguai.

É o projeto de infraestrutura da Rota Bioceânica. Quando concluído será um dos principais canais de transporte de cagas entre os países da América do Sul, com conexão as outras rodovias, ferrovias e hidrovias da região.

“Não sabiam”

O trio de referência da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, afirmou em nota pública estampada em página inteira de diversos jornais brasileiros, que jamais “admitiriam manobras ou dissimulações contábeis”, que não houve alertas pela auditoria (interna e externa) dos balanços e que estão empenhados na recuperação dos varejistas (o que não quer dizer que vai desembolsar bilhões para ajudar). Bancos terão de provisionar dívida, o que pode impactar volume e custo do crédito. O BTG diz que não aceita conversa: emprestou R$ 1,5 bilhão.

NÃO É FÁCIL

Nas redes sociais, no calor do momento especialmente quando imaginam quanto terão de abaixar de suas dívidas para ter algum resultado com a Americanas nessa recuperação judicial, muitos banqueiros pesos-pesados têm dito que não farão mais negócios com o trio – Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. O que não é fácil: os três são também investidores de gigantes como ABinbev, Kraft Heinz e Burger King, só para começo de conversa.

MISTURA FINA

O CONGRESSO está empenhado na criação de um batalhão de polícia para assumir a liderança da Esplanada dos Ministérios. O assunto já foi debatido entre a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão e o presidente da Câmara Arthur Lira, ambos do PP. O projeto esvazia o movimento de federalização da Segurança no DF. Os militares deverão sair do contingente da PM do Distrito Federal e vão responder a um comandante designado pelo governo federal.

O PRESIDENTE Lula conhece bem o caminho para manter bom relacionamento com as Forças Armadas, como aconteceu em seus dois mandatos anteriores. Além de escolher um ministro da Defesa leve no trato, como José Múcio, Lula reverterá expectativas, pagando salários de que os quarteis não se queixem, não mexendo em regalias e garantindo o que os militares gostam: armamentos. Em 2006, fechou acordo de 6,6 bilhões de euros com o francês Nicolas Sarkozy para fazer o submarino brasileiro.

TAMBÉM a Agência Brasil aderiu à nova maneira de descrever grupo de pessoas (já aconteceu nos discursos antes e depois do período de transição do governo), criando uma alternativa nem masculina e tampouco feminina. Esta semana, a agência distribuiu material de comunicação e o título era: “Parlamentares elites reúnem-se pela primeira vez em Brasília”. Ou seja: nem eleitos, nem eleitas.

A DROGARIA Pacheco São Paulo (grupo DPSP) e a Pague Menos estão conversando sobre uma possível combinação de ativos. O DPSP concentra a maior parte de suas drogarias no Sudeste; a cearense Pague Menos reina no Norte e Nordeste. No Nordeste, seu market share é de perto de 23%, ou seja, mais que o dobro da participação (9,5%) da Raia Drogasil, líder do varejo farmacêutico no país. Juntas somariam 2,4 mil lojas e um faturamento anual superior a R$ 20 bilhões.

A AMERICANAS está contratando seus fornecedores de alimentos e bebidas mais estratégicos para tentar pagar entregas novas à vista e mantendo o ritmo de vendas nas lojas e sites. A rede varejista diz que tem venda acontecendo, apesar de caixa limitado e os fornecedores não sabem se a receita caiu (a empresa garante que não caiu a venda, o que pode aliviar o caixa). Há dez dias, o caixa da Americanas estava com R$ 7,8 bilhões. Esta semana, começa com R$ 250 milhões.

A AUTORA de novelas, Glória Perez, 74 anos, usou as redes sociais, para criticar o Príncipe Harry, afirmando que depois de ler sua biografia – O que sobra, em tradução livre – chegou à conclusão de que ele é manipulado pela esposa Meghan Markle. “E o príncipe Harry é um menino grande e sem noção”. Internautas reagiram e uma delas não deixou por menos: “Que tal você ocupar seu tempo cuidando de sua horrível novela. Quem sabe

 

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

Continue Lendo...

Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).