Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"É um escândalo tão grande quanto poucos que eu já vi na vida"

Deltan Dallagnol, ex-procurador cassado e caçado, sobre o escritório do chefe da CGU trabalhar para a antiga Odebrecht

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Governo tenta atrasar derrubada do veto à saidinha

Não há entre os aliados do governo quem aposte na manutenção do veto de Lula (PT) para manter uma das regalias da bandidagem, que usa as saídas temporárias ou “saidinhas” para cometer novos crimes.

Diante da derrota iminente, o governo escalou Randolfe Rodrigues (AP) para convencer o aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a retirar a votação do veto da pauta da sessão do Congresso prevista para esta semana. O objetivo da jogada é ganhar tempo, ignorando que isso tranca a pauta.

O tempo urge

A pauta ainda não foi fechada, mas líderes de bancada pressionam Pacheco para que o veto seja agendado para esta semana, sem falta.

Pode esperar

Randolfe irá insistir na tecla de que o veto, como foi recente, não tranca a pauta. O governo quer esfriar o clima na Câmara antes da votação.

Desafeto pessoal

O Planalto viu chance de negociar o veto se esvair após tensão entre Arthur Lira (Câmara) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Chama o reserva

Padilha foi escanteado das negociações do tema na Câmara. A função é tocada pelo líder de Lula, José Guimarães (PT-CE).

Financiamento de ONGs pró-saidinha gera suspeita 

Provocou estranheza e suspeitas a presença de representantes de ONGs em Brasília fazendo pressão contra a derrubada do veto de Lula (PT) ao fim das “saidinhas” de detentos por 35 dias anuais. A votação será no Senado, nesta terça-feira (16).

Não ficou claro quem financiou a viagem e estadia em Brasília das ONGs, em uma segunda-feira (15) vazia de senadores. Apesar de figuras lombrosianas no ato, não se viu a famosa Dama do Tráfico, recebida no Ministério da Justiça, em 2023.

Desrespeito

O protesto das ONGs é tão desrespeitoso quanto o veto de Lula à decisão democrática no Senado (62x2 votos) e na Câmara (311x98).

Organizadíssimo

Parlamentares de oposição acham que deveria ser investigada a eventual ligação de algumas dessas ONGs com o crime organizado.

Já as vítimas...

Poucos compreendem como ONGs são constituídas para defenderem supostos “direitos dos presos”, negligenciando o amparo a suas vítimas.

Invasão criminosa

Telegrafada, a invasão à Embrapa, em Petrolina, evidenciou a omissão de autoridades, expondo o bem público aos “amigos do alheio”. A invasão criminosa é um aceno ao atraso, um golpe contra a pesquisa.

País sem lei

Alfredo Gaspar (União-AL) criticou as invasões criminosas do “abril vermelho”. Para ele, “desde que este governo assumiu, parece que vivemos em um país sem lei”, avaliou o deputado.

Fundo da gaveta

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) espera há um mês autorização para visitar na Papuda presos pelo 8 de janeiro. “Até agora, Sua Excelência [Alexandre de Moraes] não se dignou a responder”, diz.

Vergonhoso

A mídia produziu uma de suas mais desonestas criações, acusando a Starlink de Elon Musk, que levou internet de alta velocidade ao povo ribeirinho e às escolas públicas da Amazônia, de “favorecer o crime”. É como culpar o fabricante do carro pelo crime do motorista bêbado.

Caçada

O plenário do Conselho Nacional de Justiça se reúne hoje (16) para deliberar sobre decisão do corregedoria de Justiça, que afastou magistrados com atuação na Lava Jato, punindo a corrupção política.

Coincidências 

Polícia Federal descobriu e destruiu cerca de 70 mil pés de maconha em Abará. O município é governado pelo petista Fernando Tolentino e fica na caótica Bahia, também governada por um petista, Jerônimo Rodrigues.

Desdobramento

Vigora a partir desta terça (16) o desdobramento de ações do Banco do Brasil, tornando-as mais acessíveis a pequenos investidores. Cada ação que ontem fechou ao preço de R$56,31 valerá hoje duas de R$28,15.

Cotação recorde

O dólar disparou, atingiu os R$5,21 nesta segunda-feira (15) e fechou em R$5,18. É a maior cotação desde março do ano passado. Falas de Fernando Haddad (Fazenda) sobre a LDO-2025 pressionaram a moeda.

Pensando bem...

...mais uma guerra para o governo petista do Brasil apoiar o lado errado.

PODER SEM PUDOR

Tortura e sacrifício

Jânio Quadros era governador e vivia às turras com o jornal O Estado de S. Paulo, cuja independência não tolerava, nem às insinuações sobre seu apego aos copos. Após negociação, da qual participaram políticos como José Sarney, Jânio fez uma visita ao dono do jornal, Júlio de Mesquita Neto, que logo ofereceu ótimas opções de uísque.

Jânio soltou uma lorota: “Mas, doutor Júlio, eu não bebo! Só aprecio leite!” O anfitrião pediu licença, foi à cozinha, arranjou uma enorme caneca, usada para beber chope, e a encheu de leite. Enquanto durou a visita, Jânio não largou o canecão. Disciplinadamente, bebeu tudo. Um litro de leite.

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CLÁUDIO HUMBERTO

"A diferença entre gestor vs. gastador"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) comparando Tarcísio de Freitas a Lula

24/05/2024 07h00

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Lula expõe Lira e Haddad para vetar a própria MP

A decisão de vetar a própria medida provisória, taxando compras em sites que são o xodó de pessoas pobres, mostra como Lula (PT) ficou perdido com pesquisas atestando sua rejeição. Com o veto, ele tenta reverter pesquisas tipo Quaest: 55% dos brasileiros acham que ele não merece ser reeleito. Além de mostrar não saber o que faz ou assina, irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira, que, a seu pedido, enfrentou o desgaste de transformar sua MP estúpida na lei que agora quer vetar.

Culpa do Haddad

No Planalto e no Congresso, a estratégia do governo é culpar pelo erro o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Até porque a ideia foi dele mesmo.

Puxando o tapete

O maior entusiasta da ideia de Lula vetar a própria MP, que mídia amiga agora chama de “MP do governo”, é o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Combo baiano

Com a operação, Rui Costa prega mais um prego no caixão de Haddad, com quem anda às turras, e ainda com chance de “salvar” o chefe, Lula.

Pendurado na brocha

A maior dificuldade de Lira é como dizer aos líderes que o apoiaram na aprovação da lei que Lula irá vetar a própria MP, fato inédito na História.

Apoio de Lula ‘rifa’ Aguinaldo da reforma tributária

Bastou Lula manifestar apoio a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para sacramentar a exclusão do deputado do grupo de regulamentação da reforma tributária, criado na Câmara. Ribeiro foi relator e contava estar na segunda fase do projeto. Nos bastidores, se movimenta para suceder a Arthur Lira, de quem já foi rival no PP e apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) contra o alagoano em 2021, na disputa para presidir a Câmara. Agnaldo quer o apoio do Planalto que, por ora, prefere Antônio Brito (PSD-BA).

O pecado

Antes de qualquer desenho sobre a regulamentação, Lula disse que Aguinaldo Ribeiro relator “seria ideal”. Acabou ali a chance do deputado.

Nomes demais

Lira tenta viabilizar Elmar Nascimento (União-BA) como sucessor, mesmo desagradando a Lula. A candidatura de Ribeiro não ajuda.

Campanha velada

Não passou despercebido Ribeiro na Comissão de Finanças, nesta semana, no cordão de bajuladores de Fernando Haddad (Fazenda).

Xô, Mantega

Enquanto Lula tenta barganhar o controle da Vale dificultando o acordo de indenização de R$127 bilhões para Mariana (MG), a companhia global (que é privada) contratou a Russel Reynolds, de padrão internacional, para assessorar na seleção do seu futuro presidente.

Gisele é top

Campanha de Gisele Bündchen superou (e muito) a merreca que Joe Biden mandou ao Rio Grande do Sul. São R$6 milhões da modelo contra R$100 mil do americano belicista e também mão-de-vaca.

Aloprados no poder

Ao ver déficit nominal bater os R$380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”. Aí é dureza!

Lira sobrando

Nem precisava pesquisa, mas a Quaest confirmou na Câmara que Arthur Lira é aprovado pela maioria dos deputados e que ele é quem definirá o próprio sucessor. Influência bem maior que Lula e Bolsonaro somados.

Da memória não apaga

Para o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), a politicagem voltou às estatais federais, com Lula e aval do STF. “Uma vergonha internacional. Anulando tudo da Lava Jato... quero ver apagar a nossa memória”.

Nada a reclamar

Magda Chambriard deve ser referendada hoje como nova presidente da Petrobras. A executiva substitui Jean Paul Prates, que saiu após humilhante demissão por Lula. O salário passa dos R$133 mil.

Embromação

Kim Kataguiri (União-SP) cobrou o ministro Fernando Haddad (Fazenda) que muito falou e pouco explicou na Câmara. “Gostou muito de lacrar”, concluiu o deputado, “mas responder perguntas, que é bom...”.

Lançamento prestigiado

Lançamento do livro de Aldo Rebelo, “Amazônia, 500 anos de cobiça internacional”, contou com ilustre presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumprimentou o autor e garantiu um exemplar.

Pensando bem...

...no Brasil, o crime não só compensa como virou investimento.

PODER SEM PUDOR

Oficinas não voam

Afonso Arinos de Melo Franco era ministro das Relações Exteriores de João Goulart e tinha pavor de avião. Certa vez, ao concluir visita a Portugal, ele se despediu do presidente anfitrião, Américo Tomás, que tocou no assunto: “O senhor gosta de avião?” O chanceler admitiu: “Não muito, excelência...” Em lugar de tranqüilizar o visitante brasileiro, Tomás fez um comentário que o atormentaria durante todo o percurso de volta: “É, enquanto eles voam lá em cima, as oficinas continuam cá em baixo...” Afonso Arinos morreu falando mal de Américo Tomás.

Giba Um

"Não me preocupo com a polarização. Foi assim entre PT e PSDB durante muito tempo.

Agora, é entre duas pessoas. Não são nem dois partidos, porque o meu existe e o dele é uma legenda eleitoral", de LULA // sobre a guerra com Jair Bolsonaro.

24/05/2024 05h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Depois de mais de 50 anos trabalhando, sob contrato, na Globo, a atriz Glória Pires, 60 anos, deixou de ser contratada em janeiro deste ano. Doravante, apenas trabalhos pagos por períodos de gravação (o que já aconteceu com a novela Terra e Paixão).

Mais: nesse período global, em seus tempos de glória, chegou a ganhar R$ 4,8 milhões por ano. Agora, a mesma Globo convidou Gloria Pires para reviver o famoso personagem Odete Roitman no remake de Vale tudo. Ela pediu R$ 2 milhões pelo trabalho e a Globo não topou.

Por mérito próprio

A modelo, estilista e agora empresária Sasha Meneghel, 25 anos, acaba de lançar sua grife. Um sonho desde que foi estudar moda na Parsons The New School, nos Estados Unidos. Sasha conquistou seu espaço aos poucos e apesar de pais famosos (Xuxa Meneghel e Luciano Szafir) conquistou sua marca por mérito próprio. A grife foi batizada de Mondepars, (junção de "monde” que é 'mundo' em francês e pars significa 'fazer parte' em latim). “É uma declaração de pertencimento consciente, uma celebração de nossa conexão com o mundo e nossa responsabilidade em moldar seu destino”. A filha da eterna rainha dos baixinhos contou que participou de todos os processos da criação da marca, desde o logotipo até o produto final. “É fazer tudo com muito tempo para ter espaço para errar e aprender com os nossos erros e com esses processos. Eu sou apaixonada pelos processos de criação. Eu gosto muito de ir até a fábrica, conhecer as pessoas que ficam por trás da roupa que chega até mim”. Mais: as peças são uma reinterpretação dos clássicos da moda, adicionando um toque de streetwear e funcionalidade que tem como inspiração diversos lugares desde livros de moda, até arquitetura. “Queremos desafiar o convencional. Nossas peças são pensadas para serem versáteis, adaptáveis, para refletir a diversidade de estilos e personalidades de quem as veste. Tudo isso influencia nossa estética, nos desafia a explorar novos shapes, novas narrativas”.

Correndo atrás de mais energia

O governo precisa aumentar a importação de energia em caráter emergencial com o objetivo de normalizar o fornecimento ao Rio Grande do Sul. Há duas preocupações: a primeira, mais imediata, é acelerar a religação de mais de 230 mil pontos ainda sem luz no estado; a segunda é garantir o suprimento do insumo para os serviços de reconstrução de instalações de infraestrutura já em curso, na maior parte dos casos são obras viárias conduzidas pelo Exército. O general Tomás Paiva, comandante da Força, tem sido um dos grandes colaboradores no trabalho de recuperação do Rio Grande do Sul e no atendimento à população local. Sem alarde o Exército vem utilizando suas tropas para resgate de desabrigados, construção de pontes temporárias, conserto de estradas e transporte de doações. O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) vem conversando com a ministra da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai para comprar mais energia do país vizinho.

Custo maior

Em relação ao Uruguai, há um porém: no momento além do mercado interno do Brasil, os uruguaios também estão fornecendo energia para Argentina, também procurada pelo governo brasileiro. Traduzindo: é provável que o Uruguai tenha de aumentar sua produção para gerar mais excedente, o que certamente refletirá no preço do insumo comprado pelo Brasil. Contudo, não é hora de fazer muitas contas. É mais um custo que irá para o bloco orçamento das despesas com a recuperação do Rio Grande do Sul, à margem das amarras fiscais.

Festa de São JUão

A ex-advogada, ex-maquiadora, ex-BBB (campeã da edição 21) e agora cantora Juliette Freire, quer mostrar ao Brasil que as festas de São João são muito mais do que caricaturas juninas, vividas em outras regiões fora do Nordeste. “O São João é como se fosse nosso Réveillon, a gente espera o ano inteiro. É uma das melhores partes de mim, formei minha identidade cultural e artística muito nesse lugar. É uma explosão de sentimentos, de alegria, de sensações. Construí isso num lugar muito afetivo”. Ela acaba de gravar um álbum com músicas típicas da festividades juninas, são 15 faixas, com duas músicas inéditas que ganhou o nome de “São JUão”, em referência a seu nome. “Vou fazer esse material audiovisual em meio a um ambiente muito orgânico, com minha família, meus amigos, convidados. Quero mostrar como é uma festa junina do meu jeito, do nosso jeito. Estou falando como é o São João para as pessoas que não conhecem, quero que todo mundo sinta a alegria que a gente sente, ninguém pode morrer sem sentir isso”.

In – Mesas redondas

Out – Mesas quadradas

Identificação

A volta de Marcelo Odebrecht aos jornais e emissoras de rádio e televisão por conta da decisão do ministro do STF, Dias Toffoli que declarou “nulidade absoluta” de todos os processos do empreiteiro, faz relembrar um episódio na área político-judiciaria. Num depoimento oficial, Marcelo identificou Toffoli como “amigo do amigo de meu pai”, numa referência a Lula, na época investigado pela Lava Jato, e o pai, Emílio Odebrecht, de fato, um amigo de longa data do petista.

 

 

 

Holofote negativo

Grupo de ministros do Supremo acha que a derrubada dos atos praticados pela Lava Jato contra a Odebrecht não deveria ter sido tomada por Dias Toffoli de forma individual. Avaliam que a decisão atrai um “holofote negativo” para o tribunal. Ainda que a decisão não tenha anulado a validade do acordo de colaboração premiada do empresário Marcelo Odebrecht, a avaliação de alguns ministros é de que a sentença fragiliza medidas do próprio STF. A delação do empreiteiro foi firmada pela PGR e homologada pela então presidente da Corte, Cármen Lúcia.

PÉROLA

Não me preocupo com a polarização. Foi assim entre PT e PSDB durante muito tempo. Agora, é entre duas pessoas. Não são nem dois partidos, porque o meu existe e o dele é uma legenda eleitoral”, de LULA // sobre a guerra com Jair Bolsonaro.

DE GRAÇA

Avança na Câmara dos Deputados pedido do governo federal para doar dois helicópteros da Polícia Federal ao governo paraguaio, tudo de graça (só o translado custaria R$ 103,6 mil e quem pagará será PF brasileira). As aeronaves poderiam ser empregadas em operações de resgate e recuperação no Rio Grande do Sul, a exemplo dos aviões e helicópteros particulares de Luciano Hang e da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Os helicópteros que deverão ser dados ao Paraguai, modelo 412 Classic, vão ajudar o Paraguai na fiscalização da fronteira com o Brasil.

Chance zero

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, afirmou a investidores em São Paulo que o caminho para a centro-direita e a direita vencerem as eleições de 2026 é terem candidatura única (a chance é zero). Ele acha que não há espaço para terceira via. “Se houver, as coisas ficam muito mais favoráveis para quem está no governo (para Lula, supostamente, não seu substituto). ACM Neto ainda diz que Jair Bolsonaro “é o maior eleitor desse campo político” e o União tem o governador Ronaldo Caiado entre os cotados (mesmo desconhecido pelo país).

DUPLA EM CAMPO

A Treecorp, acionista majoritária da SAF do Coritiba nega que já venderá parte de seu capital, mas há conversas até com investidores do exterior. A Treecorp tem 90% do capital e já haveria uma oferta de 20%. Juntos nesse negócio, o que surpreende, é o ex-ministro Paulo Guedes e o publicitário Roberto Justus, sócios minoritários e integrante do Conselho da Treecorp. Guedes já pensou até em se associar à Legend Capital, onde Justos também é sócio. O ex-ministro receberia pequena parcela da SAF do Coritiba para abrir as portas e emprestar seu prestígio.

Fusão no saneamento - 1

O interesse da Votorantim em disputar a privatização da Sabesp pode ser o ponto de partida para uma operação ainda maior na área de saneamento. A peça-chave seria a entrada da CPP Investimentos na licitação em parceria com os Ermírio de Moraes, replicando a associação entre ambos já existentes em duas empresas de energia, a Floen e a Auren, que acaba de fechar a compra da AES do Brasil. Em caso de vitória no leilão, a presença dos canadenses abriria o caminho para a posterior fusão entre Sabesp e Iguá Saneamento, do qual a CPP já é acionista.

FUSÃO NO SANEAMENTO - 2

Essa eventual arquitetura daria aos Ermírio de Moraes e seus sócios canadenses o controle de um grupo responsável pela operação de saneamento no maior PIB do Brasil, São Paulo, além de outras 15 concessões que compõem a atual carteira da Iguá. Colocando em números essa nova empresa nasceria com receita líquida de R$ 27 bilhões. E também seria uma forma de acelerar a maturação dos investimentos da Iguá, que sofre prejuízos contínuos (R$ 381 milhões no ano passado).

MISTURA FINA

FAZENDO concorrência com Rui Costa (Casa Civil) para ver quem bajula mais o presidente Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que já está atrás de empregos para seus protegidos na Petrobras, avisou Magda Chambriard que “um presidente da companhia deve ter a humildade de saber que quem decide é o presidente da República, pelo fato do governo ser majoritário na empresa”. E acha que Magda tem de ter coragem “para tocar agenda de investimentos priorizados pelo Planalto”, incluído os de seu interesse.

O EX-ministro José Dirceu refez as contas e acha que consegue se livrar de seu último processo ainda em aberto a tempo de se candidatar à deputado federal em 2026. O que, por enquanto, é apenas uma vontade, já ganha opositores dentro do próprio PT. A grande parte da legenda acha que sua candidatura daria fôlego ao discurso bolsonarista e reabilitaria debate dos escândalos de corrupção dos governos petistas. E isso, provavelmente, na mesma campanha de Lula à reeleição ao Planalto.

EM recuperação judicial há menos de 15 dias, a Polishop do empresário João Apolinário, que tem uma dívida de R$ 400 milhões, poderia vender a companhia que já foi oferecida a fundos de investimento e empresas do setor como a Fast Shop. Há dois anos, a Polishop tinha 250 lojas: hoje tem pouco menos da metade (120).

O FILHO do apresentador Gugu Liberato, João Augusto, está celebrando sua formação na Universidade Rollins College, uma das mais prestigiadas do sul da Flórida. Ele cursou Administração de Empresas e Comunicação. A Rollins College oferece mais de 60 cursos e é conhecida por sua excelência academia e ambiente acolhedor para estudantes internacionais. O prestígio vem com custo elevado. Estudar lá pode chegar a R$ 560 mil por ano.

A INBEV enfrenta turbulências no Uruguai. A empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, virou alvo de políticos locais por conta do enxugamento de suas operações no país. A cervejeira fechou a fábrica de Minas, em Lavalleja, com a demissão de 200 funcionários. A unidade é uma das mais antigas do país, responsável nos anos 30 pela produção da cerveja Patricia. A concorrência com produtos importados é grande e vem mais cortes. Toda a produção será concentrada em Montevidéu.

 

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