Colunistas

GIBA UM

"Esse cara permite que a gente possa sonhar e fazer coisas grandes para o nosso povo mais pobre"

de Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre Lula, no evento do Dia do Cinema Brasileiro

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A pré-candidatura de Ricardo Nunes (MDB), que vai tentar se reeleger prefeito de São Paulo, ficou mais otimista com as últimas pesquisas que o mostra em vantagem. A pesquisa Genial/ Quaest, generosa, indica o fracasso do plano de Lula indicando Marta Suplicy como vice de Guilherme Boulos (PSOL).

Mais: a indicação se deu porque o partido estava de olho no eleitor pobre. Um dos piores desempenhos da extrema-esquerda é justamente entre os eleitores de baixa renda de até dois salários-mínimos, 13%. A Paraná Pesquisas ainda aponta que a rejeição a Boulos (30,9%) é muito alta e só 19,4% rejeitam Nunes.

Superação e Mudanças

A cantora Luísa Sonza capa da revista Ela, abriu seu coração em entrevista às vésperas de participar do Rock in Rio Portugal. Os assuntos foram os mais variados, desde moda, consumismo, legalização do aborto, amores e depressão.

Depois de alguns namoros tumultuosos, principalmente o último com Chico Moedas, Luiza está de namorado novo. Trata-se do cirurgião plástico português Luís Ribeirinho. Eles se conheceram durante as férias de Luís no Brasil, que durante sua passagem pelas terras brasileiras, assistiu um show da cantora, se encantou, a procurou e desde então os dois não se desgrudam mais, apesar da distância.

Fazendo terapia e tomando remédios para depressão ela disse que hoje, pensa mais do que antes e tenta encontrar sempre um equilíbrio para se manter saudável, principalmente, mentalmente. Confessou está muito mais consumista, mas de forma consciente. Seu sonho é seguir uma carreira internacional.

“Quero levar a música do Brasil para outros lugares. Não necessariamente cantando em inglês ou espanhol. Queria mesmo era conseguir fazer uma música em português ficar grande. É possível, a bossa nova provou isso”.

E sobre o curto Escândalo Íntimo — O filme, que aparece nua, fala que é exatamente ao contrário. “Sou tímida e envergonhada sexualmente, embora minhas músicas falem de sexo. Acho que é uma forma de me empoderar. Não gosto daquela coisa de sexo performático. Acho que só sei flertar cantando. Quando estou solteira, não flerto, vou direto ao ponto”. 

Falha  na  comunicação

A ineficiente comunicação do governo Lula é assunto permanente dentro do próprio governo. Até pouco tempo, o culpado de tudo era Paulo Pimenta, que comandava a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

Agora, ele é titular da Secretaria Extraordinária da Presidência da República de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, nome comprido e pomposo, com pouco resultado. O temporal, contudo, continua tombando sobre a comunicação.

Antes, o problema estava na área digital, onde a gestão Lula perde de lavada para Jair Bolsonaro. Aí, foram contratadas quatro agências: Usina Digital, Área Comunicação, Moringa L2W3 e o consórcio BR e Tal e Digital &Tal – o placar não virou.

A responsabilidade do insucesso passou, discretamente, para Janja, especialmente na área digital. Com Janja ou sem Janja, o governo tem um slogan mentiroso. Não tem mensagem, aparece ópio, as conquistas passam batidas e ninguém explica as reformas que quer passar pelo Congresso.

Tapa-buraco

Ainda a falta de comunicação do governo: a reforma tributária, que ninguém explica, tem centenas de mudanças. Só a parte de incentivos fiscais, sendo detalhada, tem mais de 150 benesses a segmentos variados.

Na falta de definição de quem cuida da comunicação, Fernando Haddad (Fazenda), acaba sendo o único responsável, até mesmo por seu maior apelo midiático.

Acumula o cargo de ministro interino da Secom. Só que não comunica nada: ele é um comunicólogo de nascença. E a caravana segue surda e muda, com a comunicação primando pela ausência.

Martelo  batido

Depois de muitos boatos sobre a Eliana na Globo e o que ela faria, em entrevista à Renata Capucci no Fantástico, a apresentadora revelou, o que realmente fará na emissora. Nada de novela ou uma atração aos sábados (pelo menos por enquanto).

Eliana contou que estará a frente de três atrações (e já começa a causar ciúmes pelos corredores da emissora carioca).

Ela será a comandante do Saia Justa, no GNT,  a partir de 7 de agosto, ao lado de Bela Gil (a única remanescente da temporada passada), da jornalista Rita Batista (que ainda permanecerá no É de casa) e Tati Machado (que também continuará com sua participação no Encontro e no Mais Você, mas que também poderá ganhar uma atração individual), será a nova apresentadora do The Masked Singer Brasil no ano que vem.

E em novembro apresentará o Vem que tem na Globo, que mostrará as próximas atrações da grade global. 

"Apaixonada"

A primeira-dama Janja da Silva, acompanhada pela ministra da cultura Margareth Menezes e de uma segurança estavam na plateia (primeira fileira) de minha vida em Marte, no teatro do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, na semana passada, a convide da atriz Mônica Martelli.

Foi abordada por mais espectadores para tirar fotos e Janja acabou aplaudida. Mônica, que trabalhou ativamente na campanha de Lula, agradeceu a presença dela e disse que Janja “é a primeira-dama apaixonada pela história”.

NÃO SABE O QUE FAZER

Não acontece nada com o plano de concessões de terminais pesqueiros elaborado pelo governo Lula. A área técnica do Ministério de Portos e Aeroportos está revendo o modelo de licitação, com o desafio de embalar os ativos sobre novas regras.

É uma confissão de fracasso. O leilão do começo de junho, em que foram ofertados quatro terminais – Natal (RN), Aracaju (SE), Santos (SP) e Cananéia (SP) – teve apenas uma proposta, pela instalação na capital potiguar. O governo já havia feito outra tentativa de concessão do terminal de Natal, igualmente suspensa por falta de interessados.

A ordem do Ministério de Portos e Aeroportos é se livrar dessas estruturas a qualquer preço. O terminal de Natal, por exemplo, está parado desde 2010.

PÉROLA

“Esse cara permite que a gente possa sonhar e fazer coisas grande para o nosso povo mais pobre. Estou agradecendo para pedir mais um cheque”, de Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre Lula, no evento do Dia do Cinema Brasileiro.

FALA DEMAIS

A nova bravata de Lula contra Javier Milei, ao exigir um “pedido de desculpas ao Brasil” resvalou fundo no Ministério de Minas e Energia.

A cutucada se dá justamente no momento em que o ministro Alexandre Silveira e sua equipe estão mergulhados em mais uma rodada de negociações com o governo argentino para importação de gás do campo de Vaca Muerta.

No Ministério, há, inclusive, a expectativa de que uma delegação liderada pelo próprio Silveira vá a Buenos Aires em julho para tratar do assunto.  Em junho, uma comitiva da Petrobras esteve por lá para discutir possibilidades de rotas para transporte de gás para o lado de cá da fronteira. 

Sai e entra

A decisão da Aegea de não apresentar oferta pela Sabesp está longe de significar um momento de inapetência de seus controladores – Equipav, GIC, fundo soberano de Cingapura e Itaúsa – pelo contrário. A companhia guardou munição para outro investimento de grande porte.

No segmento, a Aegea é apontada como a mais forte candidata à compra da participação de 70% da Brookfield na BRK Ambiental. O passo seguinte seria a consolidação dos ativos em uma única holding, um conglomerado com atuação em mais de 600 municípios e uma receita líquida de R$ 19 bilhões.

Ou seja: um negócio não muito distante ao da Sabesp – a empresa paulistana registrou faturamento de R$ 25,5 bilhões em 2023.

NO RADAR DA CHINA

Informação que circula entre assessores do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira: o governo da China demonstrou interesse em investir em projetos sucroalcooleiros no Brasil como forma de assegurar o suprimento de etanol.

Seria uma meia volta, volver de Pequim em relação ao biocombustível. Entre 2021 e 2022, a China reduziu investimento no setor.

Com isso, a taxa de mistura de etanol em combustíveis fósseis, que já era pequena, caiu de 3% para menos de 2%. Nesse período, os produtores locais acabaram destinando a maior parte de seus volumes para exportação.

Olho na maconha

Nos últimos dias, a Quaest monitorou o debate sobre a descriminalização da maconha nas redes sociais. Segundo o instituto de pesquisa, foram 303 mil menções ao tema entre 20 e 27 de junho, período em que o STF decidiu por liberar o porte para uso pessoal.

Desse total, 62% das menções criticaram a decisão (38% aprovaram). Na média, foram três milhões de contas por hora nas redes, impacto maior do que as declarações de lula sobre Israel, à título de comparação.

ALMOÇO DIGITAL

É um esforço isolado do senador Jorge Kajuru (PSB-GO): ele abriu diálogo com cantores sertanejos para um almoço de relacionamento com o presidente Lula.  Ele está em linha direta com Leonardo, que convenceu Bruno e Marrone, Chitãozinho & Xororó e Eduardo Costa.

Gustavo Lima, bolsonarista de carteirinha não quer nem saber. Kajuru não desiste fácil: promete rechear esse almoço com uma superdose de sertanejos. Afinal, o alvo nunca gostou de Madonna.

MISTURA FINA

  • A POLÍCIA Federal tenta prender os executivos envolvidos na fraude da Americanas, que produziu um lucro fictício de R$ 25,2 bilhões, grande parte distribuída entre os acionistas, mais o calote de R$ 45 bilhões. O ex-CEO Miguel Gutierrez foi preso em Madri pela polícia espanhola, alvo da Operação Disclosure da PF. Ele e outros ex-executivos foram alvo de provas. Gutierrez tem cidadania espanhola e não sai de lá. Caso seja condenado, outros ex-executivos podem pegar 26 anos de prisão. Gutierrez sempre diz que o trio Lemann, Sicupira e Teles, 31% das ações, “sempre operaram ativamente na gestão da empresa”.
  • DEUem nada a CPI das Americanas, relatada pelo deputado Carlos Chiodini (MDB-SC). O trio de bilionários nem foi chamado para depor. Os três magnatas não são citados na operação, deflagrada um ano depois da revelação da fraude, mas ainda podem virar alvo de investigação. A fraude da Americanas deixou na rua 100 mil funcionários, 17 mil pequenos fornecedores e acionistas minoritários.
  • O PRESIDENTE Lula chega ao fim de seu terceiro semestre enfrentando “uma tempestade”, segundo assessores mais próximos. Acumulou derrotas no Congresso, viu um ministro ser indiciado pela Polícia Federal, enfrentou (e ainda enfrenta) problemas de comunicação e teve de aguentar queda de popularidade. Agora, vai tentar reagir: vai viajar por canteiros de obras, intensificar sua comparação com Jair Bolsonaro, acertar a comunicação e ampliar acenos ao eleitorado do centro. Nada que ele já não tenha anunciado – e permanecido na promessa.
  • COM a comunicação criticada até por aliados, o Planalto promoveu ajustes que já estão em campo e devem ganhar força nos próximos meses. Em uma reedição da estratégia da comunicação adotada durante o segundo governo, entre 2007 e 2010, Lula quer intensificar a concessão de entrevistas, com atenção especial para a mídia regional, sobretudo durante suas viagens pelo país – que também vão aumentar neste ano eleitoral. As lives semanais, que chegou mobilizar oito funcionários da EBC, foi um fiasco de público e foram extintas.

In – Cabelos naturais
Out – Cabelos com megahair

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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