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"Estados Unidos e Brasil estão fazendo importantes coisas juntos"

É uma parceria importante e somos gratos pela amizade", de ANTONY BLINKEN // secretário de Estado dos EUA a Lula, depois de 1h30 de conversa a sós",

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  • Apontado pelo ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) como fonte de recursos para reforçar a segurança dos presídios federais, o Fundo Penitenciário Nacional vem perdendo recursos ano após ano. De 2018 a 2023, os recursos destinados ao fundo caíram quase pela metade.
  • MAIS:  caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 605 milhões. Para este ano, a previsão é menor: R$ 361 milhões, o que representaria uma queda de 70% dos valores reajustados pelo IPCA. No ano passado, a maior fatia do recurso foi para novos veículos, equipamento de proteção e compra de armamentos.
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    Causando inveja

    Não é qualquer ser humano que consegue chegar aos 61 anos não só com o corpo, mas também com o rosto de 30 anos. E quando se trata do sexo feminino, a dificuldade parece ainda maior. Só que a veterana atriz Cláudia Ohana, conseguiu alcançar isso e com muito primor e aplausos, causando inveja a muitas mulheres. Diz que não tem segredo para se manter jovem, mas que depois dos 30 passou a se cuidar mais e mudou seu hábitos, cortou os doces, frituras e refrigerantes do cardápio e faz questão também de dormir 9 horas. Capa da revista VAM, que estará disponível no domingo (25)  já revelou que é viciada em jogar Pokémon Go e que gosta de andar de patins, jogar frescobol e fazer yoga. Ela disse que nunca teve crise de idade e que não sente falta da ‘Claudia’ dos 30 ou 40 anos. A atriz garante que está satisfeita com seu corpo e dá uma dica para as pessoas jovens. “Alimente sua mente tanto quanto seu corpo. As superficialidades se desvanecem, mas a substância permanece. Malhe sua cabeça também, se dê conteúdo. A bunda vai cair e vai passar”. E finaliza: “A vida é uma jornada de descobertas e desafios. Aprecie cada etapa, pois é nelas que reside a verdadeira essência da existência”.

    “Lira vai sentar no impeachment”

    O pedido de impeachment de Lula coordenado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deverá ter a maior adesão parlamentar da história da Câmera. O recorde era do processo contra Dilma Rousseff, em 2016. Aliados de Arthur Lira, presidente da Câmara, apontam que são quase nulas as chances dele dar seguimento ao pedido. Prejudicaria seu sonho de eleger seu sucessor e ganhar um ministério. Rui Costa (Casa Civil) acha que “Lira sentará em cima” e será capaz de apresentar razões surpreendentes. Zambelli está apoiada no Artigo 5º da Constituição: São crimes de responsabilidade contra a existência da União: 3 – cometar ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao período de guerra”. Mesmo não dando certo, Zambelli acha que recuperará a confiança total da qual já desfrutou com Jair Bolsonaro. Está afastada desde que correu atrás de um adversário negro, com uma arma de fogo na mão, nas ruas de São Paulo. 

    Gol a favor

    O encontro – com tom amistoso – entre Lula e o secretário de Estado Antony Blinken, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, conversando a sós numa grande mesa do Planalto, registrou um gol a favor do presidente petista. Blinken reafirmou a posição americana pró-Tel Aviv, mas não citou diretamente a fala de Lula. Para Washington, não há genocídio em Gaza. Judeu, ele contou a história de seu padrasto, Pisar, morto em 2015, mandando uma criança a um campo de concentração nazista. A foto de Blinken e Lula juntos (o primeiro sentado, o segundo de pé) ganhou a primeira página de jornais daqui e do Exterior.

     

     

    Atitude “germofóbica”

    Aos 53 anos a super modelo Naomi Campbell embaixadora da marca Boss desde 2022, agora está lançando uma linha só sua em parceria com a grife alemã. Só que não é qualquer linha, a coleção inclui itens antibacterianos, antirrugas e antiestresse. São 40 itens inspirados na atitude “germofóbica” (fobia de germes) da modelo. Uma das peças, por exemplo, tem compressão para ajudar a prevenir coágulos sanguíneos durante voos. A coleção é baseada em uma paleta em tons de marrom, preto e branco e tons vibrantes de roxo. Ela disse que amou fazer a coleção e que não para por aí, fará outras. “Eu queria fazer coisas que fossem confortáveis, coisas que pudessem ser usadas e que também ajudassem o seu corpo. É chique. Uma coleção muito simples, mas de ótima qualidade”.

    In –  Smoothie uva fresh

    Out – Smoothie de coco e pasta de amendoim

    Dirceu em cenaDirceu em cena

    O ex-ministro José Dirceu, que está voltando à cena política e até pensando em se candidatar em 2026 (se conseguir a suspensão de sua pena), tem passado os últimos dias disparando mensagens para todos os cantos. Ficou inconformado com a falta de articulação dos petistas e do núcleo duro do governo junto à base aliada em referência à declaração de Lula sobre o conflito Israel-Hamas. Lula ganhou protestos de organizações judaicas de todo mundo, fora o poder de comunicação que Dirceu acha que Israel possui. Para ele, a reação do PT foi “tímida”: ficou entre Celso Amorim e Gleisi Hoffmann. Detalhe: ninguém se importou muito com o que Dirceu achou de tudo.

    Com oração

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a escolhida para abrir o ato convocado pelo marido Jair Bolsonaro, no domingo (25), na Avenida Paulista, em São Paulo. Só que Michelle não vai discursar: após a execução do Hino Nacional ela fará uma oração. A seguir, poucos parlamentares farão discursos de três minutos, nada além disso e na sequência, falam o governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo e Silas Malafaia, pastor que banca o evento. Bolsonaro deve falar por 30 minutos sobre “as perseguições que está sofrendo” e – surpresa – sobre o “futuro do Brasil”.

    PÉROLA

    “Estados Unidos e Brasil estão fazendo importantes coisas juntos. É uma parceria importante e somos gratos pela amizade”, de ANTONY BLINKEN // secretário de Estado dos EUA a Lula, depois de 1h30 de conversa a sós.

    ATÉ ELE

    Amigo pessoal de Lula e líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA), conversou com o presidente Lula assim que ele voltou ao Brasil. Wagner garantiu que não concorda com as ações “de defesa” de Israel contra os terroristas do Hamas. “Não tiro uma palavra do que Vossa Excelência disse, a não ser o final, que, na minha opinião, não se traz à baila o episódio do Holocausto para nenhuma comparação, porque fere sentimentos, inclusive meus, de familiares perdidos naquele episódio”.

    Esperança

    A Polícia Federal, que continua apurando a trama do golpe de Estado de aliados de Jair Bolsonaro, conseguiu descobrir uma conversa em que o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e vice na chapa de reeleição, exibe esperança de permanecer no poder (já estava fora dele e o chefe estava em Orlando acompanhando tudo de longe) em quatro dias antes da posse de Lula. Hoje, Braga Netto recebe um salário de R$ 34,3 mil mensais e ocupa uma sala na sede do PL como secretário de Relações Institucionais do partido. Ninguém sabe exatamente o que ele faz pela legenda.

    AGRO GOSTA

    Entre junho de 2023 e janeiro deste ano, o estado do Mato Grosso, segundo pesquisa do IPRI, foi o que considerou o governo Lula de maior melhora: seu desempenho saltou 15 pontos percentuais e foram entrevistadas mais de 20 mil pessoas. De “ótimo” e “bom”, galgou de 27% para 42%. Mato Grosso é o berço do agronegócio e nesse período, foi o estado que teve maior queda da taxa de desemprego. Hoje, tem a segunda menor taxa: 2,4%, atrás apenas de Rondônia (2,3%). Detalhe: o IPRI chamava-se Instituto FSB, integrante de grande grupo de comunicação, que possui grandes contas do governo.

    Digital

    Luciano Huck fez uma postagem no X (antigo Twitter) condenando Lula depois de equiparar ações de Israel contra o Hamas ao massacre de Hitler contra o povo judeu. “Sou judeu, defendo o estado de Israel como também a criação de um Estado Palestino”. E emendou: “Espero que o Lula repense sua posição e silencie vozes antissemitas à sua volta”. A postagem viralizou e internautas e deputados bolsonaristas relembraram o apoio de Huck a Lula nas vésperas das eleições em 2022. O deputado Mário Frias, ex-ator da Globo, disse que não irá esquecer o apoio de Huck a Lula. “Toda essa desgraça tem sua digital”.

     

    NUNCA DEU APOIO

    Em depoimento gravado ao lado do chanceler israelense Israel Katz, a brasileira Rafaela Tristman, de 20 anos, que conseguiu escapar (permaneceu sob cadáveres, fingindo-se de morta) da execução em massa de 1.300 civis em 7 de outubro do ano passado, revelou que o governo do PT jamais ofereceu apoio as famílias dos brasileiros assassinados, tampouco aos sobreviventes ao ataque do Hamas. Os terroristas invadiram o bunker onde Rafaela e o namorado tentavam se proteger. “Eles matavam e riam”, ela conta. O namorado Ranani não escapou.

     

    MISTURA FINA

    • O PLANALTO fez recomendações expressas a Aloizio Mercadante presidente do BNDES, para que o plano Nova Indústria Brasil seja reapresentado, com informações bem mais detalhadas e fartura de números e dados. Por enquanto, o banco divulgou apenas um programa de intenções e o Nova Indústria Brasil era para ser um dos trunfos do governo – e virou um saco de pancada, com pouca transparência de suas ações, prazos e números. Detalhe: quem vinha fazendo isso era a Secom, comandada por (sempre ele) Paulo Pimenta.
    • O EX-chanceler Celso Amorim, 81 anos, acha que Lula deve soprar via comunicado e morder com a continuidade dos protestos às atitudes ofensivas e anti-diplomáticas de Israel. Acha que o tom foi contra a Nação brasileira, indo além da fala do presidente. Traduzindo: Amorim quer que se morda antes de soprar. E que o comunicado inclua, mesmo que de forma subliminar, neopentecostais e simpatizantes.
    • O EMBAIXADOR Marcílio Marques Moreira, 92 anos, ex-ministro da Fazenda no governo Collor, considerado um mestre da conciliação, acha que a melhor saída para o contencioso diplomático com Israel seria uma não retratação, mas sim, uma contextualização das declarações do presidente Lula por parte do governo brasileiro. Marcílio tem larga trajetória no Itamaraty: entre outros postos, foi embaixador do Brasil em Washington entre 1987 e 1991.
    • O DEPUTADO federal Túlio Gadelha (Rede-PE), namorado de Fátima Bernardes, vai concorrer à prefeitura de Recife. O lançamento acontece dia 2 de março e quem prestigiará o evento é a ministra Marina Silva (Meio Ambiente). Ainda sem definição para seus passos na Globo, Fátima aproveitará para virar a maior “cabo eleitoral” de Gadelha, que enfrentará o prefeito do Recife João Campos (PSB) que concorre à reeleição.
    • A POLÍCIA Federal investiga se integrantes das Forças Especiais do Exército, os chamados “kids pretos”, usaram técnicas militares para incitar a tentativa de golpe de Estado no país. A participação, segundo a PF, seria estratégica: eles compõem um grupo restrito, com treinamento rígido e especialização em ações de infiltração, operações camufladas e contraterrorismo. Provas colhidas no inquérito indicam que “kids pretos” direcionaram os atos antidemocráticos que aconteceram depois da derrota de Jair Bolsonaro.
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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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