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GIBA UM

"Eu espero ter com o governador Tarcísio de Freitas uma relação de respeito, construção"

de EDUARDO SUPLICY // avisando como é sua postura e o que espera do governador de São Paulo

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“Eu espero ter com o governador Tarcísio de Freitas uma relação de respeito, construção. Em muitos momentos teremos opiniões divergentes, mas eu espero que haja um respeito entre nós”,

de EDUARDO SUPLICY // avisando como é sua postura e o que espera do governador de São Paulo.

A reforma tributária é uma das reformas essenciais para o Brasil ter crescimento mais normal em comparação com o mundo. Desde o Plano Real até o comecinho da crise da década passada, os países emergentes fora da América Latina.

Mais: Vietnã, Malásia, Tailândia, Índia, China, Leste Europeu – cresceram 127% no seu PIB per capita. Estados Unidos cresceram 48%, a OCDE em torno de 35%. O Brasil cresceu 18%, menos que os emergentes e até que os desenvolvidos.

In - Culinária italiana

Out - Culinária palestina

Remake

Márcio França (Portos e Aeroportos) não quer apenas suspender a privatização da autoridade Portuária Santos Fort Authority (SPA) como dar à estatal papel mais relevante. Uma das ideias é que a SPA tenha participação societária em futuros empreendimentos do Porto.

O primeiro deles seria o STS 10, futuro terminal de contêineres de Santos, uma das licitações mais aguardadas do setor. A estatal ficaria com uma fatia minoritária do empreendimento. É, pelo que se vê, um remake do modelo de concessões de aeroportos adotado pelo governo de Dilma Rousseff.

NÃO DEU

Lula achava que, especialmente por conta dos ataques de 8 de janeiro, sua popularidade nesses meses de largada de governo estaria melhor do que a aprovação de apenas 38% dos brasileiros e reprovação por 39%. Em Abril de 2003, tinha 43% de bom e ótimo e apenas 10% de ruim e péssimo e em 2007, após a reeleição, a aprovação era de 48% e reprovação de 14%, mesmo debaixo da avalanche de corrupção. O presidente recorreu à velha defesa: “Isso é pesquisa, amanhã muda”.

Queda de braço

Por trás da movimentação do governo Lula para melar o Marco Regulatório do saneamento, ameaçando sua segurança jurídica, está a queda de braço entre o ministro Rui Costa (Casa Civil) e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e seu adversário. Para valorizar a empresa Embasa, os petistas pressionam a prefeitura da capital baiana a assinar um contrato com a empresa. E ACM sempre se recusou a passar o filé mignon aos inimigos. O Marco do Saneamento deverá atrair investimentos privados, criar empregos e gerar tributos para o governo.

Dificuldade de envelhecer

Enquanto muitas celebridades dizem que envelhecer faz parte do processo, Juliana Paes, 44 anos, garante que tem dificuldade de envelhecer e explica: “É difícil envelhecer diante do público. A gente fica se vendo o tempo todo. Outro dia assisti à reprise de ‘Caminho das Índias’ e falei ‘meu colágeno, meu Deus’”. Para manter o corpo ainda em forma ela revela que faz melhores escolhas na alimentação, já que o metabolismo do corpo “também envelhece”. “Conforme a gente amadurece, precisamos fazer boas escolhas. O corpo não se recupera igual. Eu bebo cerveja, mas não dá para beber cerveja todo dia. A gente fica mais cuidadosa e minuciosa com o que vamos comer. Temos que dormir bem também para estar bem para cuidar dos filhos e da própria vida. A gente precisa estar bem em primeiro lugar”. Por cuidar do seu bem-estar Juliana optou por não renovar o contrato com a Globo no ano passado, passando a trabalhar somente por obra. “Chegou um momento em que eu estava ansiando muito por pausas, por me cuidar direito, por estar com meus filhos. Por falar em trabalho, ela está em plena gravação da série La Venganza, dirigida por Gustavo Bonafé e produzida pela Intro Pictures, que será exibida na plataforma de streaming Star+ (Grupo Disney). Mais: ela agora é embaixadora da Espaço Laser e da grife italiana Calzedonia (linha praia) e é novamente a garota propaganda da campanha outono/ inverno da Dakota calçados.

“O Brasil voltou”

Nos próximos dias, quando Lula completará 100 dias de seu terceiro governo, será lançada uma campanha com o título “O Brasil voltou”, uma tentativa de capitalizar a retomada de programas sociais de suas gestões anteriores e que haviam sido desmontadas pelo bolsonarismo, como o Mais Médicos, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. É também uma forma de esconder que não há nada de novo para apresentar. Até o arcabouço fiscal seria uma quase ressurreição da âncora fiscal. A programação dos 100 dias está montada, incluindo uma publicação com ações de cada ministério e um pronunciamento em rede nacional do presidente, o que era de se esperar. Uma única aposta seria o novo PAC, com obras já definidas (no papel) sob comando de Rui Costa.

Novas medidas

Há anos atrás para ser uma modelo era necessário seguir alguns critérios para estar no mundo fashion, entre passarelas, campanhas e capas de revistas. Só que com o passar dos tempos isso foi ficando para trás, então esqueça as medidas perfeitas de 86-60-88, uma nova geração de modelos está cada vez ganhando espaço em todas as modalidades, essa representação vai muito além das velhas ideias sobre dimensionamento e cor.

Dividir modelos em categorias opostas separadas por tamanho provou ser tóxico. Hoje modelos categorizadas como “plus size” ou “média size”, fazem tanto sucesso quanto modelos magras. A prova disso é que as modelos Jill Kortleve, Precious Lee e Paloma Elsesser estão na capa da Vogue britânica é são referências no mundo da moda, estrelando várias campanhas e arrasando nas passarelas.

Menos falação

Assessores próximos e alguns ministros estão empenhados em fazer Lula falar menos, especialmente de improviso e evitar novos ataques a Jair Bolsonaro e Sérgio Moro. O presidente queria colocar Moro na liderança da oposição, mas ele não tem a experiencia do Capitão. Os mais chegados acham que não é hora de chamar os dois para briga, nem insistir no combate com Roberto Campos Neto (BC) que, aliás, tem levado a melhor. Usando como nova alternativa, a de que ele deve preservar sua saúde, a ordem é evitar muitos eventos para Lula – e evitar que ele deite falação quase que diária e repleta de más consequências.

Até motociata

A largada do roteiro de viagens de Jair Bolsonaro pelo Brasil deverá ser em São Bernardo do Campo (SP), onde ganhou o título de cidadão da Câmara de lá. Foi concedido pelo vereador Paulo Chuchu (PRTB), ex-assessor de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ir a São Bernardo tem significado especial: é o berço de Lula. Quer fazer também uma motociata no Nordeste, mas custa caro (não tem mais dinheiro do governo) e o PL começou a fechar a mão.

DE CASAL

Está no livro Janja – a militante que se tornou primeira-dama, dos jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza, autores também de Todas as mulheres dos presidentes, que conta a história de 34 primeiras-damas brasileiras. Horas antes de se entregar à PF em 2018, Lula esteve com Janja numa sala no subsolo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Nela, havia uma cama de casal colocada lá. Só assessores sabiam da presença dela. Na época, o romance ainda era mantido em sigilo.

Queda de braço

A General Motors avalia conceder férias coletivas na fábrica de São Caetano do Sul (SP), que concentra 7,5 mil trabalhadores. Motivos: queda de vendas e falta de componentes. Na semana passada, a montadora iniciou paralização na Unidade de São José dos Campos até 11 de abril.

No caso de São Caetano, a situação é mais delicada. A companhia estaria preparando uma leva de demissões na fábrica. As tensões aumentam por lá depois que a GM avisou que cortará US$ 2 bilhões em custos globais até o fim de 2024.

Cerca à Uber

Além da pressão do governo, especialmente de Luis Marinho, ministro do Trabalho, a Uber começa a enfrentar um ambiente hostil a seus interesses também na Justiça do Trabalho. Entre os ministros está consolidado o entendimento de que há mesmo vínculo trabalhista entre motoristas da plataforma e a companhia. Turmas da Corte já proferiram decisões nesse sentido. Em julgamento recente, o ministro Alexandre Belmonte se recusou a referenciar um acordo oferecido pela Uber e considerou que a empresa agia de má fé.

Acervo Pessoal

O acervo de presentes recebidos por Jair Bolsonaro no governo teria nove mil itens, entre eles um relógio de mesa recebido do Catar avaliado em R$ 87 mil. Mais uma coleção de canetas Montblanc, entre elas um modelo Meisterstück Classique com pena de ouro, valendo cerca de 3 mil, outro relógio de mesa em formato de tanque de guerra, um boneco inflável do general Augusto Heleno, 400 camisas de diferentes times, uma bola da Copa de 2022, autografada por Neymar e uma miniatura de um fuzil semiautomático com “balas douradas”, só para começar.

MISTURA FINA

LULA convidou o ministro do STF Ricardo Lewandowski a integrar o novo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável. Além de empresários, economistas e representantes da sociedade civil, o presidente quer reunir no Conselhão também juristas notáveis. Depois de Lewandowski (foi Lula que indicou seu nome ao STF em 2006), também o ex-ministro Joaquim Barbosa será convidado.

SÓ para inglês ver, Lula fez chegar aos atuais membros do STF, uma lista de opções para a vaga de Ricardo Lewandowski. Quem vai decidir mesmo é ele, não abrirá mão da prerrogativa, mas fez um ato político. Na lista estão nomes, além de Cristiano Zanin, também dos ministros do STJ Benedito Gonçalves e Luis Felipe Salomão. Dos ministros tem vantagem especial: a nomeação abriria vaga no STJ.

EX-líder do governo Bolsonaro, Fernando Bezerra (MDB-PE), mesmo sem mandato, está apoiando Lula que já o recompensou com a Codevasf. No governo anterior, Jair Bolsonaro indicou apadrinhados para a mesma Codevasf, antro de corrupção em vários governos e aparelhou a Chesf, indicando o presidente e um diretor, Hemobrás e Fundação Joaquim Nabuco.

NA condição de presidente do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), Carlos Lupi (Trabalho), trabalha para derrubar a Resolução nº 53 da entidade, aprovado em março do ano passado. A pressão maior vem das entidades que representam trabalhadores das estatais, como o Sindipetro. A decisão do Conselho passou a “permitir rescisão unilateral do convênio de adesão por iniciativa da entidade”. No governo Lula, a medida é vista como um jabuti do governo Bolsonaro para flexibilizar extinção de planos de previdência privada.

O PUBLICITÁRIO Lula Guimarães entrou na Justiça contra o PSDB e o ex-governador de São Paulo Rodrigo Garcia (está morando nos Estados Unidos) pelo não pagamento de R$ 1,3 milhão por serviços prestados na campanha de 2022. Alega que a pedido dos tucanos fotografou 900 candidatos a deputado federal e estadual da coligação de Garcia. Marco Vinholi, presidente do PSDB-SP, diz que a legenda não deve nada e não tem responsabilidade sobre despesas de candidatos a deputados.

O GIC, fundo soberano de Cingapura, que administra mais de US$ 700 bilhões, estaria em busca de ativos em geração de energia renovável no Brasil. Na mira, usinas eólicas e solares, já em operação ou ainda em fase de desenvolvimento. Parte dos investimentos seria feito em parceria com a EDP. O GIC fez recentemente um aporte na EDP Renováveis, braço do grupo português, assumindo mais de 4% do capital.

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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