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Giba Um

"Eu sempre sai às ruas e nunca fui hostilizado. Eu não creio que qualquer colega com assento",

no Supremo saia sozinho hoje à rua sem estar com segurança maior", de MARCO AURÉLIO MELLO, ex-ministro do STF.

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Ao julgar uma ação movida pelo PT sobre uma pesquisa em que o ex-deputado Deltan Dallagnol figurava entre os pré-candidatos à prefeitura  de Curitiba, o juiz Irineu Stein Junior, da 145ª Zona Eleitoral da capital paranaense, garantiu que o ex-procurador que teve seu mandato cassado na Câmara Federal no ano passado, não está inelegível. 


MAIS:  ao julgar os autos do Recurso Ordinário Eleitoral, a Corte Eleitoral Máxima também disse que, no acordão, não há decretação de inelegibilidade. Resumo da ópera: Deltan será candidato do Novo na corrida pela prefeitura de Curitiba. Se vier a ser impugnado, sua mulher Fernanda Dallagnol, vai substituí-lo. 


Faturando mais


8A influenciadora alçada a apresentadora pelo SBT, no programa que estreará dia 6 de abril Sabadou com Virginia (que terá um embate direto com o Altas Horas da Globo comandado por Serginho Groisman), Virginia Fonseca, não para de encher seu cofrinho. Dona de uma fortuna secreta ela acaba de ser escolhida como garota-propaganda da coleção outono/ inverno da marca de calçados, bolsas e acessórios Anacapri. Com mais de 83 milhões de seguidores em suas redes sociais a parceira com marca faz parte de uma expansão digital da marca, que busca atingir um novo público, jovem e antenado. Casada com o cantor Zé Felipe (filho de Leonardo), ela já tem duas filhas Maria Alice de quase 3 anos e Maria Flor de 1 ano, e sua terceira gravidez, agora de um menino que se chamará José Leonardo será aproveitado pelo SBT, numa espécie de reality-show, onde mostrará todos os detalhes da gestação e pós ela. Mais: Virginia também tem uma marca chamada Wepink, que engloba, maquiagem, produtos de estética e cabelo, perfume e moda, que em 2022 faturou cerca de R$ 168 milhões. 

A hora e a vez de Braga Neto


O título lembra a história de Guimarães Rosa que virou filme de Roberto Santos em 1965 com Leonardo Villar no comando do elenco. O enredo, contudo, não tem nada a ver. Do lado de cá, é um prenúncio do que acontecerá com as investigações da Polícia Federal sobre a participação de Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa (e candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro nas últimas eleições) na coordenação – e captação de recursos – na conspiração de golpe de Estado depois da vitória de Lula e o ataque violento de 8 de janeiro. Até agora, mesmo já incluído no inquérito – e proibido de se comunicar com outros investigados – Braga Netto vinha se fingindo de morto. Agora, os agentes já encontraram indícios da atuação dele em todos os atos antidemocráticos planejados por Bolsonaro. Pior: mesmo depois da posse de Lula, ele ainda prometia “muitas novidades” para os bolsonaristas dos acampamentos vizinhos aos quartéis. 


Milícias digitais

Nos depoimentos obtidos até agora junto a militares evidencia-se que Walter Braga Netto é quem ordenava que se fizessem ataques nas redes de Bolsonaro a militares que se recusassem a aderir à tentativa de golpe. Tinha acesso e comando sobre as milícias digitais que atuaram na mobilização de apoiadores do ex-presidente para a “Festa da Selma”, código usado entre eles para se referir ao 8 de janeiro. Antes, usava até militares subordinados à conspiração do golpe para atacar generais que se recusavam a aderia usando fake News até em redes externas. 


De volta as raízes


A cantora, atriz e diva Beyoncé irá lançar no próximo dia 29 seu 9º álbum (8º em estúdio) chamado Act II - Cowboy Carter. É isso mesmo o estilo, deste trabalho será o country. Mas se engana quem pensa que é o primeiro contato com o estilo musical da cantora. Ela confessou ao divulgar a capa do seu disco que no começo da carreira teve interação só que não foi bem recebida. “Este álbum está sendo feito há mais de cinco anos. Nasceu de uma experiência que tive anos, no country, atrás onde não me sentia bem-vinda. E ficou muito claro que eu não era. Mas, por causa dessa experiência, mergulhei mais fundo na história da música country e estudei nosso rico arquivo musical. É bom ver como a música pode unir tantas pessoas ao redor do mundo, ao mesmo tempo que amplifica as vozes de algumas das pessoas que dedicaram tanto das suas vidas a educar sobre a nossa história musical”.

In –  Cinema estreia: Branca de Neve e os Sete Anões
Out – Cinema estreia: Alice no País das Trevas

 


Salário  cortado

Quando Jair Bolsonaro acertou com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que teria salário e grande escritório na condição de “presidente de honra do partido” (além de seis assessores e carro com motorista pagos pela União por sua condição de ex-presidente), o ex-ministro Walter Braga Netto também quis suas regalias na legenda. Virou secretário de Relações Institucionais na sede do PL. No ano de 2023, recebeu um total de R$ 386 mil. Agora, Valdemar cortou tudo porque Braga Netto é investigado e proibido de se comunicar com outros suspeitos. Na condição de general da reserva, recebe R$ 31 mil mensais da União. 


Perdeu a chance

Ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cujo partido tem participação no governo Lula, leu os depoimentos dos ex-comandantes Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) e resolveu provocar: “Quer dizer que dois chefes militares testemunharam um golpe de Estado e não fizeram nada?”. Depois insinuou crime de prevaricação ou de calúnia. O ex-comandante Baptista Junior devolveu: “Ao tentar apoio para as eleições de 2026, o senador Ciro Nogueira agride a instituição militar e demonstra desconhecer a lei brasileira, que estabelece que a continência militar é devida às autoridades, não às pessoas”.


PÉROLA

“Eu sempre sai às ruas e nunca fui hostilizado. Eu não creio que qualquer colega com assento no Supremo saia sozinho hoje à rua sem estar com segurança maior”, 

de MARCO AURÉLIO MELLO, ex-ministro do STF.

OMISSÃO NA DENGUE

 

Na reunião ministerial do começo da semana, Lula culpou por sua queda de popularidade, a comunicação, Jair Bolsonaro e até a imprensa. Levantamentos internos do governo revelam que um dos maiores causadores da desaprovação é a inércia do Ministério da Saúde no combate à dengue. Uma das figuras da comunicação oficial não deixa por menos: “Ficamos olhando a dengue explodir”. Na campanha publicitária, um festival de brasileiros e zero informação. A ministra Nísia Andrade falava sobre distribuição de absorventes, enquanto fazia de conta que a dengue não existia. 

Nova filiada

A ex-deputada Joice Hasselmann é a nova filiada do Podemos, em São Paulo e sua ficha foi devidamente assinada pela presidente da legenda, Renata Abreu. Em 2018, pelo PSL, Joice teve 1.078.666 votos para deputada federal, sagrando-se a mulher com maior votação para o cargo na história do país. Depois, candidatou-se à reeleição e à prefeitura da capital paulista e não emplacou em nenhuma. Em 2022 teve 13.679 votos. Joice ainda não decidiu qual cargo pretende disputar. Diz que anunciará “em breve” e, se eleita, “corrigirá os erros do passado”. Em 2021 protagonizou um apagão, resultado de ingestão de Stilnox, à base de Zolpiden: teria sido agredida e não lembrava de nada. 

Falta entusiasmo

Na reunião ministerial do começo da semana, com Lula convocando seus ministros a falar mais sobre as obras do governo em todo o país e mesmo sobre ações do governo em geral, em busca da popularidade esvaziada, coube a Rui Costa (Casa Civil) fazer um balanço dos empreendimentos do governo Lula. Ele havia adotado um tom monocórdico (dois ministros bocejaram) e, no meio da falação de Costa, Lula lhe mandou um bilhete: “Mais entusiasmo”. Desconfortável, ele não quis comentar o bilhete depois. Lula, contudo, tratou de revelar o conteúdo.


A pagar

Depois de anunciar o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, a Gol tornou pública sua lista de credores e um nome surpreendeu: o Comando da Aeronáutica apareceu como o segundo maior credor da companhia aérea, com mais de R$ 1 bilhão a receber. E a Gol não é a única companhia que acumulou um passivo tão grande. A Azul também apresenta R$ 1 bilhão em tarifas de navegação aérea a pagar, conforme dados do terceiro trimestre de 2023. Só a Latam não tem tarifas do tipo a pagar. 

MEGAFUSÃO

O governo está tentando costurar o que talvez seja a fusão mais difícil já realizada no Brasil. Trata-se de reunir as três grandes empresas aéreas do país: Latam, Azul e Gol. O assunto mobiliza o Ministério do Desenvolvimento e Indústria, Fazenda, Casa Civil e a própria Presidência. As discussões partem da premissa que se o apoio às companhias aéreas em formatação no governo – e ainda não se sabe muito do que se trata – não passaria de um dedo no dique. Não será com crédito, subsídios, benefícios fiscais, investimentos públicos em estrutura  portuária e outros velhos remédios que a crise do setor será equacionada. A questão é sistêmica e exige solução sistêmica também.

MISTURA FINA

O BRASIL está mal na fita nos direitos humanos no mundo. Até julho, o país deverá ser alvo de 11 julgamentos na Corte Interamericana dos Direitos Humanos da OEA. A maior parte envolve conflitos fundiários. Há dias, o Brasil foi duplamente condenado pelo Tribunal pelo assassinato de um integrante do MST no Paraná e pela morte de 12 pessoas pela PM de São Paulo numa operação em 2002. O Brasil está na liderança do ranking de processos da Corte, ao lado da Venezuela. 

O MINISTÉRIO da Saúde está montando um esquema especial para reforçar a vacinação contra a dengue em regiões de fronteira. Há um crescente fluxo de estrangeiros, especialmente venezuelanos e bolivianos que estão atravessando a divisa para se imunizar contra a doença. Boa parte dos países vizinhos não tem estoque de Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, na rede pública de saúde – alguns sequer registraram a vacina. 

CARLOS Baigorri, presidente da  Anatel e Fernando Haddad, ministro da Fazenda, não se bicam. Baigorri reclama de restrições orçamentárias e do ritmo de liberação de novos recursos. A Fazenda não estaria se empenhando a favor da escassez financeira da Anatel, decorrente da suspensão de pagamentos das teles para Fistel – Fundo de Fiscalização de Telecomunicações. As operadoras deixaram de depositar desde 2020 R$ 12 milhões na conta do fundo. 

DIA 27 de março, o Clube Militar fará um almoço para comemorar o “movimento democrático de 1964”. Os militares da reserva colocarão seus melhores pijamas e festejarão tudo o que a ditadura militar fez pelo Brasil. já no dia 31 de março, a esquerda promoverá várias manifestações nas ruas de todo país e na universidades contra o que significou para o país a ditadura militar. Até lá, a Comissão de Anistia já deverá ter retornado as suas funções. 

JAIR Bolsonaro ficou encantado com a manifestação recente de bolsonaristas na Avenida Paulista, em São Paulo e quer repetir o espírito dela em outros estados (volume de participantes não daria). Está preparando eventos similares em outras capitais brasileiras para mostrar força antes das eleições municipais – ou de possíveis decisões surpreendentes do Judiciário. Em maio, haverá uma em Joinville (com a participação de público de Curitiba) e em junho, outra no Rio, na Avenida Atlântica. 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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