Colunistas

Cláudio Humberto

"Legado virtuoso de um governo que trabalhou muito pelo Brasil"

Senador Rogério Marinho (PL-RN) sobre a notícia de que 2022 foi o ano com a menor desigualdade no Brasil na História

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Dona da Light pode quebrar e Aneel finge não ver

Em vez de intervir na Light e afastar a diretoria, para preservar a estabilidade no abastecimento de energia a milhões de consumidores do Estado do Rio de Janeiro e de mais três municípios mineiros, a “agência reguladora” de energia Aneel faz o jogo de Ronaldo Cezar Coelho, maior acionista, e de Beto Sicupira, agora o terceiro maior, sustentando que é a holding sob recuperação judicial e não a subsidiária Light Serviços de Eletricidade, que, cambaleante, ameaçava devolver a concessão.

 

Lógica caolha

Pela lógica da Aneel, a subsidiária não seria afetada pela falência da sua proprietária, que confessou sua incapacidade financeira.

 

Tsunami Tanure

O mercado avalia que esse movimento, incluindo o triste papel da Aneel, decorre da compra de 15% da Light pelo empresário Nelson Tanure.

 

Quem manda

Ronaldo Cezar Coelho concentra o maior volume de ações da Light, com 20%, Tanure tem agora 15% e Sicupira caiu para terceiro, com 10%.

 

Olha ele de novo

Beto Sicupira, que representa os sócios no controle da Light, é aquele que também está entre os controladores das Lojas Americanas.

 

Marco fiscal provoca desconfiança na Câmara

Parlamentares desconfiam do texto do chamado “arcabouço” (marco) fiscal que o governo Lula (PT) vai apresentar nesta segunda-feira (15) à Câmara dos Deputados. Além de rejeitarem a anulação de punições para os políticos perdulários, não caiu bem a falta de plano do governo para justificar o aumento na arrecadação como “âncora” fiscal somente para autorizar a lógica irresponsável do crescimento dos gastos públicos.

 

Retrocesso

“Flexibilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal colocará o país em um retrocesso sem tamanho”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

 

Falta maturidade

Temos visto que o texto não está maduro e há muita discussão ainda a ser feita” observou a deputada.

 

Sem pressa

Para a deputada Bia Kicis (PL-DF) “o texto promete muitos gastos e expectativa de inflação. Não deveria ser votado a toque de caixa”.

 

Horizonte cinzento

Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o futuro do marco fiscal na Câmara depende do que o relator vai apresentar. “Mas, neste momento, com base no que o governo apresentou, seria contra”.

 

Orgulho e preconceito

Os deputados de Santa Catarina aprovaram por unanimidade a reforma prometida pelo governador Jorginho Mello (PL), mas causou gritaria o item sobre o Gabinete Militar. Porque beneficia policiais militares.

 

Previsão?

Ao comentar a incapacidade do PT de compor uma base de apoio no Congresso com o domínio do “centrão”, o ex-deputado Roberto Freire (Cidadania-SP) disse que “a corrupção facilita. Lula parecia”.

 

Enxurrada

O deputado André Fernandes (PL-CE) foi às redes sociais pedir vídeos, fotos, documentos ou depoimentos que possam “ajudar nas investigações do 8 de janeiro. Tem e-mail [email protected].

 

Previsões?

O projeto da censura poderia punir André Janones (Avante-SP) pela fake news da “agressão” do deputado Mario Frias (PL-SP). Mas não seria automático, passaria pela avaliação do órgão-sem-nome do governo.

 

Toma-lá...

Em discurso durante solenidade no Ceará na sexta-feira (12), Lula disse que o governador Elmano de Freitas, que também é do PT, “será bem tratado porque o Ceará me trata muito bem”. Os demais, a pão e água?

 

Discrepância

Segundo a plataforma Our World in Data, nem 30% dos habitantes de países de baixa renda receberam uma dose sequer de vacinas contra a covid. Na média mundial, são 70% dos habitantes do planeta.

 

Mentiu? Multa

O estado do Texas, nos EUA, multou o Google em US$8 milhões (quase R$40 milhões) por propaganda enganosa, após a big tech contratar radialistas para falarem bem (com mentiras) sobre seu smartphone.

 

Aqui pra nós...

...quando Alexandre de Moraes decreta que “liberdade de expressão não é liberdade de agressão”, alegando defender “a honra e a dignidade das pessoas”, isso inclui ministro do STF insultando ex-juiz da Lava Jato?

 

PODER SEM PUDOR

Caro deputado

O diálogo é atribuído a personagens de vários estados, mas os cearenses garantem que aconteceu com Crisanto Moreira da Rocha. Ele estava em campanha para deputado federal, no interior, quando parou esfomeado em um boteco e pediu seis ovos fritos para ele e acompanhantes. Reagiu assim à conta salgada de 600 mil réis: “Ovos, aqui, são difíceis de encontrar?” O dono do boteco respondeu com naturalidade: “Não, doutor, ovo é fácil. Difícil de encontrar aqui é deputado federal...”

Escreva a legenda aqui

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

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