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"Lula passou por aqui, com toda sua turma. Chequei e continuo com celular, relógio e carteira"

diz KIM KATAGUIRI (União-SP) // deputado, depois do presidente acompanhar na Câmara a sessão de votação da reforma tributária

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  • Em conversas mais íntimas, Lula elegeu, na semana passada, o trio que exige a sua paciência no cotidiano do Planalto. Em seguida, em live nas redes, até tratou de revelar quem são seus integrantes: "Você pensa que é fácil aturar o Pimenta na Secom, o Stuckert, o Marcola?".  
  • Mais:  os três falam com Lula todos os dias: Paulo Pimenta é ministro-chefe da Secom, Ricardo Stuckert é fotógrafo oficial do presidente e Marco Aurélio Santana Ribeiro, mais conhecido como "Marcola" é o chefe de gabinete e o único que pode entrar no gabinete presidencial sem bater.  
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    "Lula passou por aqui, com toda sua turma. Chequei e continuo com celular, relógio e carteira",  de KIM KATAGUIRI (União-SP) // deputado, depois do presidente acompanhar na Câmara a sessão de votação da reforma tributária. 

     

    In  Verão: tecidos leves / Out Verão: tecidos grossos 

    Show da família 

    A cantora e apresentadora Ivete Sangalo reuniu nada menos do que 60 mil pessoas no estádio do Maracanã, no Rio, no primeiro show da turnê 'Ivete 3.0', que comemora seus 30 anos de carreira. Há poucos dias Ivete lançou um EP batizado de 'Reivete-se' com três músicas que estão incluídos na turnês além dos grandes sucesso. Uma das novas músicas chama-se Macetando que tem participação de Ludmilla, que subiu ao palco para entoar a canção e o sucesso Cheguei. Quem também dividiu o palco com a cantora foi o guitarrista do Sepultura Andreas Kisser. Num show transmitido ao vivo pela Globo e Multishow (e que está disponível no Globoplay) Ivete também homenageou a cantora Preta Gil que estava na plateia, que antes do início do show ao lado de Carolina Dieckmann (primeira foto) passou no camarim para abraçá-la. Num super show com direito a troca de figurino, teve um momento mega aplaudido e que quebrou o fofurômetro: foi quando as filhas gêmeas Marina e Helena, de 5 anos entraram no palco e dançaram muito. Além da família da cantora, outras famílias também foram prestigiar a cantora, entre tantas, Fátima Bernardes teve a companhia das duas filhas (também gêmeas) Laura e Beatriz (segunda foto); Flavia Alessandra, Giulia Costa e Otaviano Costa (última foto). 

    8 de janeiro, um ano depois 

    O presidente Lula está preparando um evento especial para o dia 8 de janeiro para marcar o primeiro aniversário dos atos golpistas. O formato ainda não está idealizado totalmente, mas o chefe do Governo que, na época, estava nos primeiros dias de seu terceiro mandato, quer lembrar a população da quebradeira antidemocrática que teve como palco Brasília e a destruição de prédios dos poderes. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, já pediu aos comandantes militares que reservem a agenda para  data. Lula quer a presença deles a seu lado passando a mensagem de novo compromisso dos militares com a legalidade. E quer que os bolsonaristas entendam, de uma vez por todas, que não há mais espaço para ofensivas, às claras ou não, para golpes da direita. As Forças Armadas atenderão o chamamento.  

    Deixando sem palavras 

    A cantora Sandy postou nestes dias algumas fotos com um decote um pouco mais ousado e o ex-marido Lucas Lima comentou: "Tentando achar o comentário correto para evitar polêmicas e falhando miseravelmente".  Aos 40 anos Sandy diz que o segredo de parecer jovem é o equilíbrio de tudo. "Sigo uma alimentação mais saudável e natural, com "comida de verdade". Evito açúcar, glúten, frituras e alguns alimentos a que tenho intolerância. Mas sempre com equilíbrio e sem rigidez, afinal, um chocolatinho às vezes cai bem também".  E completou: "Sempre que consigo encaixar na minha rotina de mãe, cantora, dona de casa e gestora da carreira, procuro fazer minhas aulas de ioga, musculação e funcional por pelo menos 5 vezes por semana". Mais: em breve Sandy voltará as telonas ao lado de Fábio Porchat, onde protagonizam o filme Evidências do amor.  

    Duelo de coros 

    Na sessão do Congresso de promulgação da emenda à Constituição que moderniza o sistema de impostos do Brasil teve até bofetada, além de um contínuo duelo de coros protagonizado por modernistas e bolsonaristas. De um lado, "Lula guerreiro, do povo brasileiro" e "Lula lá, Lula lá"; de outro, "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão". Para os mais civilizados, era o nível de polarização da política brasileira quando se comemorava uma reforma buscada há dezenas de anos por diversos governos, num lotado plenário da Câmara.   

    Um minuto de vaia 

     Nos últimos tempos, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que até agora não apresentou proposta para o problema da dívida de R$ 160 bilhões que o estado tem com o governo federal, vem ganhando repetidas vaias nos eventos aos quais comparece. O último foi durante as comemorações dos 35 anos do BMG Cultural, braço do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, no Palácio das Artes. Zema não foi: exibiu-se um vídeo impossível de ser ouvido durante vaias que demoraram um minuto. Ele passou o governo dizendo que "o estado estava nos trilhos". 

     

     

     

     

     

     

    Bem defendida 

    O ministro Dias Toffoli cancelou temporariamente a multa de  R$ 10,3 bilhões que a J&F, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, aceitou pagar em seu acordo de leniência firmado com o MP no âmbito da Operação Greenfield. Na liminar, escreveu que "há, no mínimo, dúvida razoável sobre o requisito de voluntariedade do requerente" o que "justifica, por ora a paralisação dos pagamentos". Detalhe: a mulher de Toffoli, Roberta Rangel, é advogada da J&F. Atua também no litigio contra a indenização  à Paper Excellence. Cristiano Zanin era advogado da empresa até às vésperas de ser aprovado para o STF e ex-ministro Ricardo Lewandowski também atua para companhia. 

    MAIS HOMENS 

    A maioria dos funcionários dos gabinetes das senadoras é composta de homens, que chegam a receber salários astronômicos, superando os R$ 53 mil, como no staff da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Essa frente mantém 12 gabinetes ativos em Brasília e emprega mais de 200 pessoas em funções comissionadas, de livre nomeação. São 110 homens e 99 mulheres. Só quatro empregam mais mulheres: Tereza Cristina (PP-MS), Daniela Ribeiro (PSD-PB), Mara Gabrilli (PSD-SP) e Soraya Thronick (Podemos-MS). Leila Barros é a que mais emprega homens comissionados: 27. 

    De volta 

    O nome do ex-ministro Sérgio Rezende está cotado para assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia no ano que vem. Ou melhor: reassumir. Ele ocupou o cargo de 2005 a 2011 durante o governo Lula. No ano passado, por indicação do presidente eleito, coordenou o grupo técnico de transição na área de ciência e tecnologia. E acabou entregando um relatório minucioso com a frase: "A ciência no Brasil está no fundo do poço". Luciana Santos, atual ministra, deve deixar o cargo em 2024 para disputar a prefeitura de Olinda (PE) que já ocupou duas vezes.  

    MAIS QUE MINISTÉRIOS 

    Levantamento feito por assessores de Arthur Lira, presidente da Câmara e líder do Centrão, revela que as turbinadas emendas parlamentares chegam a R$ 53 bilhões, ficando atrás em orçamento dos ministérios da Educação (R$ 180,5 bilhões), Previdência (R$ 935,2 bilhões), Saúde (R$ 231,6 bilhões), Trabalho (R$ 111 bilhões), Defesa (R$ 126 bilhões) e Desenvolvimento Social (R$ 282,5 bilhões). O Orçamento reservou R$ 19,4 bilhões para emendas individuais dos 513 deputados federais e outros  R$ 5,6 bilhões para os 81 senadores.  

    Reforço 

    Também por conta do estrago feito na rede social da primeira-dama Janja da Silva, que ainda não desistiu de processar Elon Musk, dono do X (ex-Twitter), Paulo Pimenta (Secom) está trabalhando muito para instalar no Planalto um sistema avançado e pilotado por profissionais mais que competentes para ações na área digital. Deverá ter também um setor voltado apenas para ações mais turbulentas no ataque ou na defesa. Lula cobra Pimenta todos os dias e o homem da Secom não é nenhum gênio nesse segmento.

    Olho no gramado 

    Grande banco de investimento brasileiro, que carrega um punhado de mandatos para a venda de SAFs (Sociedade Anônima do Futebol) vem conversando com a Aethel Partners, de Londres. A conversa não é só sobre a possibilidade de compra de clubes brasileiros, mas também aquisição de direitos comerciais, como licenciamento de marcas e contratos com TV. A gestora é do investidor português Ricardo Santos Silva e da norte-americana Aba Schubert. No ano passado, a Aethel quase comprou o Chelsea por 2,4 bilhões de euros (controlado pelo russo Roman Abromovich). O empresário norte-americano Todd Boehly venceu o jogo.  

    SALÁRIO DE DATENA 

    Apesar das (mesmas) desculpas sempre apresentadas pelo apresentador José Luiz Datena para pular fora de quaisquer candidaturas com as quais tentaria entrar em cargos públicos, o que deverá pesar mais uma vez para ele não ser vice na chapa de Tabata Amaral (PSB) à prefeitura de São Paulo é apenas o salário. Não há como comparar o que ele ganha na Band com salário de qualquer governante ou parlamentar. Ele já ganhou lá R$ 600 mil e na pandemia, fez um acordo e baixou para R$ 300 mil. Agora, já está a caminho de volta ao salário anterior. 

    MISTURA FINA 

    A PRESIDÊNCIA da República abriu licitação para contratação de uma agência de viagens especializada na emissão de passagens aéreas e contratação de seguro de viagem internacional. Serão gastos R$ 8 milhões em passagens nacionais e internacionais com serviços no período de 12 meses. A abertura dos envelopes será dia 3 de janeiro. Ao todo, serão 3,3 mil passagens disponíveis para integrantes da Presidência por esse valor. Serviços de táxi aéreo, dependendo do preço, também poderão ser solicitados.  

    LULA se negou a incluir os presos  pelos atos de terrorismo de 8 de janeiro no decreto de indulto natalino. Seus adversários acusam o presidente de se afastar cada vez mais da pacificação dos brasileiros. E muitos lembram que o mesmo Lula indultou no passado o terrorista fugitivo Cesare Battisti, assassino de quatro inocentes na Itália. Mais: em recente evento de radicais em Bruxelas chamou eleitores de direita de "neofascistas" e disse que "essa gente tem que ser extirpada".  

    AS férias da ex-prefeita Marta Suplicy podem ser interrompidas caso Lula tenha uma reunião com ela para ser a vice da chapa de Guilherme Boulos à prefeitura de São Paulo (e retorne às fileiras do PT). Ela também não comunicou nada sobre a possibilidade com o prefeito Ricardo Nunes (é secretária de Relações Internacionais de seu governo e muito respeitada lá). A proximidade de Nunes com Bolsonaro tem incomodado Marta. Ela participou de movimentos contra o ex-presidente e disse que apoiaria em 2022 quem tivesse chance de derrotá-lo.  

    A OPERAÇÃO da Nissan, em Resende, vai adotar nova estratégia: quer se tornar, gradativamente, um hub de exportações de veículos para a América, com foco no México e Argentina. A nova geração SUV Kicks será produzida no abastecimentos de outros mercados. E no médio prazo, a fábrica de Resende deverá se tornar centro exportador de automóveis híbridos.  

     

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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